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CORRUPÇÃO

Em 86 páginas, Palocci delata atos de corrupção

A longa série de depoimentos do delator levou à abertura de diferentes investigações, tendo uma delas culminado na Operação Estrela Cadente


    • São José do Rio Preto
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Em documento de 86 páginas registra 39 anexos em que o ex-ministro petista Antonio Palocci relata casos de corrupção envolvendo políticos, servidores, empresários e ministros durante os governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. A longa série de depoimentos do delator levou à abertura de diferentes investigações, tendo uma delas culminado na Operação Estrela Cadente, que realizou busca na quinta-feira, 3, na sede do Banco BTG Pactual, em São Paulo.

A ação foi desencadeada para apurar um suposto esquema de vazamento de informações privilegiadas sobre alterações da taxa básica de juros, a Selic, do Banco Central, envolvendo o banqueiro André Esteves e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. A defesa de Mantega e o BTG Pactual negaram irregularidades.

Palocci foi preso em setembro de 2016, na Operação Omertà, desdobramento da Lava Jato. Condenado pelo então juiz federal Sérgio Moro a 12 anos e dois meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Palocci fechou acordo de delação premiada com a Polícia Federal no Paraná.

Relatos de Palocci já haviam sido relevados pelo Estado com base em uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin. No despacho, o relator da Lava Jato na Corte determinou para quais Varas da Justiça Federal seriam enviados os depoimentos da delação. Parte das revelações foi anexada a inquéritos no Supremo que investigam petistas e emedebistas.