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DE OLHO NO PENTA

Carol Gattaz busca seu quinto título na Superliga

Rio-pretense Carol Gattaz, 38 anos, busca seu quinto título e é trunfo do Minas na Superliga Feminina de Vôlei, que começa no próximo dia 12, contra o Flamengo


    • São José do Rio Preto
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Mais experiente e tendo aproveitado toda a pré-temporada realizada em três meses, a central rio-pretense Carol Gattaz quer seu quinto título da Superliga Feminina de Vôlei, novamente pelo Minas Tênis Clube, a partir da próxima semana. A estreia será contra o Flamengo, dia 12 de novembro, terça-feira, no Rio de Janeiro. Aos 38 anos, será a quinta temporada de Carol como capitã da equipe mineira, atual campeão.

"Para mim seria uma glória, ainda mais pelo Minas, que é uma equipe que me deu tudo. Casa, família e me acolheu aqui. Sou muito grata. Mas a gente tem que esperar, tem muitos jogos pela frente e vamos ver como a equipe vai se portar", disse Carol.

A equipe mineira conquistou a temporada 2018/2019 da Superliga tendo Carol como destaque, entre as atacantes mais eficientes da competição, com média de 60% de aproveitamento na conversão das bolas. De quebra, ela marcou o ponto do título na vitória por 3 sets a 1 sobre o Praia Clube, em abril deste ano. "Depois de uma certa idade, cada ano é um desafio, mas a gente sempre tenta superar a temporada passada. É claro que o time está diferente e a gente nunca sabe, mas estou treinando da melhor maneira possível para fazer minha melhor temporada", afirmou a central.

O elenco mineiro se reapresentou no fim de julho e defenderá ainda o título do Sul-Americano, além de disputar a Copa do Brasil e o Campeonato Mundial de Clubes, em dezembro deste ano na China. "Tem que ser feito tudo certinho na parte física e nos treinamentos específicos. A gente vai começar aos poucos, é importante para preparar os músculos para toda a temporada", comentou. "Faz poucos anos que consigo fazer essa pré-temporada total, por conta da Seleção acabava tendo 15 dias no máximo para os treinos. Então tem esse tempo maior para se reapresentar, o que é muito melhor para mim e para todas as atletas. Com o tempo maior de pré-temporada você consegue ter uma saúde corporal melhor."

As mineiras perderam peças importantes como a dupla Natália e Gabi, além do técnico Stefano Lavarini, mas tiveram as chegadas das bicampeãs olímpicas Sheilla e Thaisa. "O Mundial deste ano esta mais forte do que ano passado. Perdemos jogadoras importantes, vamos dar nosso melhor, mas a gente sabe que o título que a gente quer é a Superliga de novo. Mundial é um sonho, mas a Superliga é a principal", avaliou Carol. "Este ano o time está forte também, mas a Superliga está mais competitiva e parelha."

A novidade principal da equipe mineira será o técnico italiano Nicola Negro, que substituirá a compatriota Stefano. "Ele é um técnico muito novo, com ideias novas e todo início de trabalho vem com ideias diferentes, sendo sempre um desafio pra gente. É muito moderno, aberto a receber as coisas, uma pessoa maravilhosa e estou gostando de trabalhar com ele", comentou.

Caso de racismo

Durante partida amistosa do Minas contra o Praia Clube, em 19 de outubro, atos racistas aconteceram contra a jogadora norte-americana Deja McClendon, ponteira do Minas. Segundo o clube, em nota de repúdio divulgada na ocasião, "foram observados comentários racistas na página do Facebook da Federação Mineira de Vôlei (FMV), organizadora da competição e que realizava a transmissão da partida".

"As pessoas precisam se educar um pouco mais, não sei porque jogam tanto ódio em cima das outras. Século 21 e tem as mesmas coisas. É claro que no esporte não cabe mais isso e quando acontecer a gente tem que se manifestar, mas queria que cada vez mais as pessoas se conscientizassem de que o racismo e o preconceito, de qualquer tipo e forma, não pode mais acontecer", disse Carol.

A Superliga

Além do Minas, disputam a Superliga o Praia Clube-MG, Osasco Audax, Sesi Bauru, Sesc-RJ, São Paulo/Barueri, Fluminense, Curitiba, Pinheiros, São Cristóvão/São Caetano, Valinhos e Flamengo. O Minas é bicampeão do torneio, enquanto Carol Gattaz venceu a competição em 2008/09 e 2010/11, pelo Rio de Janeiro, e em 2004/05 pelo Osasco.