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NASCIDO PARA LUTAR

O sonho americano do rio-pretense Pim

Jovem pugilista rio-pretense Eduardo Oliveira Pim, 20 anos, chama atenção de Yamaguchi Falcão em vídeo nas redes sociais e ganha padrinho para tentar a carreira profissional nos Estados Unidos


    • São José do Rio Preto
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O post de um vídeo nas redes sociais abriu caminho para o jovem boxeador rio-pretense Eduardo Diogo Guedes Oliveira, o Pim, 20 anos, realizar um sonho. Ele embarca na noite desta terça-feira, 29, para os Estados Unidos, com visto de trabalho como atleta profissional até 2022, na tentativa de construir uma carreira vitoriosa dentro dos ringues. No começo de 2018, o jovem pugilista postou imagens de uma luta que realizou no Rio de Janeiro, pela equipe Coliseu de Guarulhos, e chamou a atenção do experiente Yamaguchi Falcão Florentino, 31 anos, campeão latino, medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 e prata no Pan de Guadalajara 2011.

"Tinha postado nas redes e o Yamaguchi viu a luta, gostou, entrou contato comigo [para saber] se tinha interesse de passar para o profissional que ele ia me ajudar com promotor, empresário e tudo. Assim surgiu essa oportunidade", conta Pim, que é bicampeão paulista infantil, vice-brasileiro, além de segundo no Paulista Juvenil e medalha de prata nos Jogos Abertos do Interior de 2017 por São Vicente. "É aproveitar e treinar bastante, manter o foco e se tornar um campeão mundial. É a realização de um sonho, sempre queria ir pra fora e completar a segunda parte desse sonho."

Nos EUA, ele ficará em Long Island, em Nova Iorque, tendo suas lutas agenciadas pela Banner Promotions, a mesma empresa que promovia as lutas do campeão Acelino Popó Freitas. Seu empresário e treinador será Patrick Zagarino. Aqui no Brasil, vinha treinando com Michel Carvalho, em Santos. "Tem mais um rapaz de Santa Catarina que treina lá e outros dois irmãos do Yamaguchi devem ir", disse Pim. "Fiz cinco meses de inglês intenso, terei dificuldades, mas dá pra se virar, fome não vou passar", brinca.

Eduardo ficará morando na casa do empresário. Todo o processo e gastos para que fosse ao EUA treinar e se desenvolver foi bancado pela promotora. "Gastos com passagens, vistos, tudo por conta deles, creio que gastaram em torno de R$ 10 mil. Estão acreditando no potencial dele", disse o pai de Pim, Ednaldo Tuca Carvalho.

Aliás, ficar longe da família, pai madrasta e irmã é outra barreira nessa transição em busca pelo sonho. "Vai ser difícil, mas a gente se acostuma e se Deus quiser um dia levo eles pra lá. Estava treinando em Santos e ficava um mês, dois, longe de casa. Agora o contato vai ser mais por vídeo chamada", disse Pim, fã do filipino Manny Pacquiou, primeiro campeão mundial em sete categorias de peso diferentes e com 11 títulos mundiais no currículo. "É exemplo como pessoa e atleta."