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Thales Pagoti comanda equipe de Rio Preto rumo à Série B

Rio Preto Rugby aposta na qualidade de seu 'camisa 10' para vencer Ribeirão Preto na final do Paulista, sábado, em São Paulo


    • São José do Rio Preto
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A responsabilidade de criar as principais jogadas de ataque na decisão do Campeonato Paulista de Rugby da Série C, entre Rio Preto e Ribeirão Preto, no sábado, dia 12, está nas mãos do rio-pretense Thales Pagoti Lima, de 29 anos. Com a função de estruturar os corredores de ataque e escolher as jogadas, a atuação do professor de história e filosofia será primordial para trazer para Rio Preto o inédito título estadual e o acesso à Série B. "Um time bem organizado terá mais chances de pontuar. Tento me manter focado, imaginando o jogo e tentando estabelecer o que fazer em cada momento da partida", prevê Thales.

Atuando na posição de abertura, uma espécie de 'camisa 10' do rugby, em linguajar futebolístico, o jogador organiza as estratégias de jogo no ataque e tudo o que é feito sai de suas ordens ao time. Ele terá que ler a defesa ribeirão-pretana, além de decidir qual tipo de chute a equipe dará - se é para sair do campo de jogo ou pingar no campo e ganharem território. "As jogadas tendem a sair a partir do que eu peço. Além disso, tenho as funções de chutes estratégicos durante o jogo, que no rúgbi é o único momento que a bola vai pra frente", explicou.

São cinco treinos na academia por semana e outros dois treinamentos específicos para manter-se na posição da equipe, que chegou pela primeira vez à final do Paulista Série C, logo no primeiro ano em que disputa. "Venho me dedicando bastante ao desempenho das técnicas básicas, como passe e chute, além da visão de jogo, mantendo rotina de treinos dentro e fora de campo", afirmou o atleta.

A temporada tem sido mais do que especial para o time fundado em 2014. São oito vitórias e apenas uma derrota no torneio. Na primeira fase, jogando em casa, Rio Preto bateu Ribeirão por 35 a 26. "Esta temporada tem sido incrível pela evolução do time. Diferente dos outros anos, tivemos uma evolução no lado psicológico, e isso ajuda muito na hora em que algo sai fora do planejado durante a partida", elogiou Thales.

Na equipe desde sua fundação, cada final e chance de acesso do time é uma oportunidade para colocar Rio Preto no cenário do rúgbi estadual. "Assim como boa parte dos meus companheiros, fundamos o time e seguimos na trajetória pra estabelecer Rio Preto no cenário nacional, desenvolvendo esse esporte que nos traz bons amigos, valores na vida e alegrias".

Vaquinha

Com dificuldades financeiras para disputarem a final no sábado, às 13h45, no campo do São Paulo Athletic Club (SPAC), em São Paulo, a equipe organizou uma vaquinha virtual para cobrir os gastos com transporte e alimentação. Eles arrecadaram R$ 3.100,00, superando os R$ 3 mil pedidos inicialmente. O time ainda organiza uma excursão para quem quiser acompanhar o duelo na capital. O valor da passagem será de R$ 75,00.

Fundado em 2014, o Rio Preto Rugby está atrás de novos atletas para a formação do time juvenil e pensar na renovação para o futuro, vislumbrando a elite estadual. Neste ano a equipe começou o time de base, com jovens entre 14 e 17 anos. "Procuramos jovens que tenham interesse em conhecer o esporte e seus valores, não tem a necessidade de ter conhecimento, pois o objetivo é ensinarmos. Os treinos são aos sábados, às 15 horas, no campo do Estoril", disse o técnico e jogador da equipe, João Henrique Mortati, 33 anos.

O empresário defende o rúgbi da cidade desde o seu surgimento, quando a modalidade sevens (olímpica com sete jogadores) era praticada. "A partir da aderência de atletas, iniciamos a modalidade de Rugby XV. Fizemos as inscrições na federação e entramos no Campeonato Paulista Série D", relembrou João.

Foram três anos na última divisão do estado, até conseguir o acesso à Série C no ano passado, juntamente com Ribeirão Preto, rival da final de sábado. "É muito importante essa chegada até a final, tanto para o histórico do time quanto para mostrar à cidade que os esportes alternativos têm sua frente. Alcançamos o que tanto desejamos", finalizou. (VS)

Rio Preto

34 x 17 Iguanas

19 x 09 Wallys

35 x 26 Ribeirão Preto

40 x 29 Jequitibá

26 x 27 Cougars

32 x 0 FEA

97 x 14 Mogi

103 x 0 União

29 x 18 Iguanas

Pontos Marcados: 415

Pontos Sofridos: 140

Ribeirão Preto

31 x 17 Cougars

26 x 24 Jequitibá

21 x 10 União

26 x 35 Rio Preto

20 x 17 FEA

31 x 24 Iguanas

26 x 27 Wallys

24 x 0 Mogi (WO)

27 × 22 Wallys

Pontos Marcados: 241

Pontos Sofridos: 176