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AMÉRICA

Italiano tenta validar eleição para o comando do América

Presidente protocola na Justiça documentação da eleição realizada por ele, a fim de oficializar escolha da chapa 'Sempre América' para Conselho; opositor Pedro Batista vai contestar


    • São José do Rio Preto
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Ainda em pé de guerra na disputa pelo comando do América e no aguardo de definição da Justiça sobre as duas eleições realizadas, Luiz Donizete Prieto, o Italiano, saiu na frente dos opositores e pediu na segunda-feira, 30, o arquivamento do processo que determinou a realização do pleito para o triênio 2017-2020, protocolando os documentos da eleição realizada sob seu comando, em 20 de setembro, e que elegeu a chapa 'Sempre América', com 38 votos, sem a participação da concorrente 'Novo América'.

"O Italiano cumpriu todos os prazos, tudo feito dentro da legalidade, então estamos pedindo o arquivamento. Não houve constrangimento, tudo na mais absoluta ordem", disse Emílio Ribeiro Lima, advogado do cartola e agora sócio, que assinou a lista de presença no pleito.

A chapa 'Novo América', que realizou seu pleito no último sábado, 28, promete protocolar o seu processo eleitoral na Justiça nesta quarta-feira, 2, reafirmando que Italiano estava afastado de suas funções pelo Conselho Deliberativo e não poderia realizar a eleição.

O imbróglio ainda pode ficar maior, já que em outro processo, Celso Sebastião Pinto, subscritor da chapa de Italiano, pediu a anulação da eleição organizada por Pedro Batista.

"Está sendo lavrada a ata e amanhã [quarta] vamos protocolá-la junto ao processo através do Valmes Campania [advogado de Benedito Teixeira Júnior em 2017 e da chapa]. Nessa ata consta, inclusive, que ele [Italiano] estava afastado de acordo o estatuto desde o dia 3 de setembro", disse Renato Custódio, advogado do Conselho e sócio. "Estão simplesmente omitindo ao juiz que foi feita uma nova eleição pelo presidente do Conselho e de que o Italiano está afastado", emendou.

Em relação ao afastamento, a defesa de Italiano alega que o cartola não foi notificado sobre a situação. A oposição, porém, mostra como prova um Aviso de Recebimento (AR) dos Correios, confirmando a entrega da notificação no endereço do Teixeirão, em 13 de setembro. "Não foi notificado e essa questão, inclusive, tenho conhecimento apenas pela imprensa. Somente após ser notificado teria valor judicial. Ele [Batista] quer deixar o Italiano fora do processo eletivo, ninguém vai cair nessa malandragem", emendou Emílio.

A eleição que elegeu a chapa de Italiano para compor o Conselho Deliberativo contou com a presença de 38 sócios e foi marcada por um tiro de arma de fogo de José Zanin Júnior, policial rodoviário federal aposentado e integrante da chapa de Italiano. Ele teve um desentendimento com Oswaldo Meucci Neto, o Faiskinha, do grupo de oposição, e sacou um revólver, efetuando um disparo contra o chão. "Vamos informar isso, juntando as atas, questionando o tiro, inibindo a presença de sócios irem lá votar", afirmou Custódio.

No pleito organizado por Batista, 70 sócios elegeram a chapa 'Novo América', encabeçada por Marco Cezar Vilela. O pleite teve a presença de Marino Manella e do empresário José Luiz Franzotti.

O caso

Em 28 de agosto, a juíza Luciana Conti cancelou a eleição do América do triênio 2017-2020, apontando a exclusão irregular da chapa 'Novo América', então encabeçada por Birigui Júnior, pela secretaria de Italiano.

Ela determinou a realização de novas eleições com a participação das duas chapas em prazo de até 25 dias, obedecendo às normas estatutárias. Porém, devido às brigas entre Conselho e Italiano foram feitas duas eleições, sem participação de oposição. A Justiça deve se posicionar sobre os fatos nos próximos dias.