Goleiro reassume posto e está preparado para os pênaltisÍcone de fechar Fechar
    • São José do Rio Preto
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Numa posição onde a maioria dos clubes busca atletas renomados e de mais experiência, o gol, o Mirassol aposta e já consolida o nome do prata da casa Matheus Aurélio, 20 anos. Depois de jogar três edições de Copa São Paulo de Juniores, duas de Copa Paulista, foi titular no último Paulistão e agora voltou de empréstimo do Náutico, a todo vapor, para ajudar o Leão na busca do inédito título da Copa Paulista. No sábado, às 20h15, o time encara o XV de Piracicaba, fora de casa, precisando da vitória para ir à final. "Sou muito grato ao Mirassol, me acolheram, deram estrutura para crescer e acreditam no meu trabalho. Vou dar meu máximo pra conquistar essa vaga no cenário nacional", diz Matheus.

Matheus fez parte do elenco do 'Timbu' que foi campeão da Série C do Brasileiro, mas não chegou a ter espaço para jogar, ficando apenas na reserva. "Foi algo novo, nunca tinha vivido e logo na primeira vez que saí fiz parte de um grupo de acesso, com título nacional. É uma experiência incrível."

O goleiro jogou as duas primeiras rodadas desta Copa Paulista, mas depois saiu. Wendell, que já não está mais no clube, Gustavo e João Paulo se revezaram no posto. De volta, jogou contra o São Caetano, pegou penalidade e reassumiu o posto no primeiro duelo contra o XV (2 a 2). "Quando tive a oportunidade de Série C nem pensei muito, pois seria muito bom pra mim, um calendário de ano todo, experiência diferente, daria bagagem", disse o goleiro. "Apenas segui treinando, jogar ou não é o técnico que escolhe, quem manda nisso é o treinador, o pessoal do Mirassol. Eu, João e o Gustavo mantemos uma relação muito boa, todos amigos."

Nos três anos como profissional, Matheus Aurélio fez algumas defesas de penalidades, o que aumenta a esperança do torcedor caso o jogo tenha novo empate. "É algo que tem de treinar, assim como os batedores. Analisar quem chuta, buscar informações ao máximo para na hora estar preparado. Mas na hora tem a intuição também", disse o goleiro, que segue uma máxima de seu pai, Marco Aurélio, de que goleiro pega pênalti mal batido. "Procuro esperar o máximo o batedor. No pênalti do São Caetano, esperei, pois ele vinha bem lento pra bola."

Mas Matheus espera mesmo que o jogo se resolva no tempo normal. "Temos condições de ir lá e conseguir nos 90 minutos. Mas, se as penalidades acontecerem, a gente vai estar bem preparado."