Diário da Região

04/10/2019 - 00h30min

NO SUFOCO

Endividamento sobe pela 9ª vez seguida

Porcentual de famílias sem condições de pagar suas conta também cresceu

Freepik/Banco de imagens Cartão de crédito foi apontado como um dos principais motivos 
para as dívidas
Cartão de crédito foi apontado como um dos principais motivos para as dívidas

O nível de endividamento do brasileiro atingiu em setembro o terceiro maior patamar da série histórica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Esta é a nona alta seguida do índice, que atingiu 65,1% das famílias brasileiras, contra os 64,8% registrados em agosto. Foi também o maior resultado desde julho de 2013, informou a CNC.

Os números da inadimplência na pesquisa da CNC indicaram que as famílias de menor renda são as que mais estão sendo afetadas por contas ou dívidas em atraso. O porcentual de inadimplência dessa categoria passou de 27,4% em agosto para 27,6% em setembro.

Já a faixa mais alta, com renda superior a 10 salários mínimos, registrou queda na inadimplência para 10,8%, ante 10,9% no mês anterior. No total, a fatia das famílias brasileiras com contas ou dívidas em atraso subiu para 24,5% em setembro, contra 24,3% em agosto.

O porcentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso aumentou na comparação mensal, de 9,5% para 9,6% em setembro, no entanto caiu na comparação com um ano na ordem de 9,9%. Os que mais aumentaram o endividamento foram as famílias que estavam menos endividadas, apontou a CNC, passando de 23,5% para 28%, na comparação com o mesmo período de 2018.

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, apesar dos números, as famílias se mostraram mais otimistas em relação à capacidade de pagamento. "A perspectiva de renda extra com os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ajuda a explicar esse resultado", disse.

O cartão de crédito foi apontado como um dos principais motivos para as dívidas dos brasileiros, em comparação com o cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal e prestações de carro. O cartão de crédito é responsável por 79,5% das dívidas das famílias, seguido pelos carnês, com 15,5%, e financiamento de carro, com 9,7%.

Entre as famílias de baixa renda, o cartão de crédito chega a atingir 80% das dívidas, revelou a economista da CNC Marianne Hanson.

Cai medo do desemprego, diz CNI

O Índice de Medo do Desemprego caiu 1,1 ponto, depois de dois aumentos consecutivos, e ficou em 58,2 pontos em setembro, segundo pesquisa divulgada nesta quinta, 3, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa é trimestral, então a base de comparação é junho. O indicador varia de zero a 100 pontos e quanto maior o índice, maior o medo do desemprego. Com essa queda, o indicador está 7,5 pontos abaixo do registrado em setembro do ano passado, mas ainda continua acima da média histórica que é de 50,1 pontos.

De acordo com a pesquisa, a maior queda no medo do desemprego foi verificada entre pessoas com menor escolaridade e renda.

"O medo do desemprego diminuiu porque há uma melhora, modesta mas gradual, no mercado de trabalho. Isso aumenta o sentimento de segurança nas pessoas", afirma o economista da CNI Marcelo Azevedo em nota divulgada pela entidade.

A pesquisa da CNI também traz o grau de satisfação dos brasileiros com a vida. Em setembro, esse índice de satisfação alcançou 69 pontos, 1,6 pontos acima do de junho. O indicador ainda está abaixo da média histórica de 69,6 pontos. Apesar disso, a satisfação com a vida aumentou em todas as regiões do País, sendo maior no Sul, com 71 pontos.

A pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 12 municípios entre os dias 19 e 22 de setembro. (AE)

 

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