Diário da Região

20/10/2019 - 00h30min

Éramos Seis

Danilo Mesquita fala sobre projetos e experiência

Além dar expediente na banda Baraderos, Danilo Mesquita está na novela 'Éramos Seis', da Globo, e em mais dois projetos da plataforma de streaming Netflix

Divulgação Danilo Mesquita integra a nova fase da família protagonista de 'Éramos Seis'
Danilo Mesquita integra a nova fase da família protagonista de 'Éramos Seis'

É típico da juventude o desejo de "abraçar" o mundo e se aventurar em diversas áreas. Danilo Mesquita, que interpreta o Carlos na segunda fase de "Éramos Seis", novela das 18h da Globo, é um bom exemplo. Na história, ele é o filho mais velho de Lola (Gloria Pires) e Júlio (Antonio Calloni) e vive às turras com o irmão rebelde, Alfredo (Pedro Sol/Nicolas Prattes). Além desse trabalho, tem uma série da Netflix para estrear no ano que vem, "Spectros"; e rodou o longa "Ricos de Amor", sem data definida para entrar no catálogo do mesmo serviço de streaming.

Não bastasse tudo isso, ainda dá expediente na banda Beraderos, que faz parte do selo Nascimento Música, criado por Milton Nascimento e o filho dele, Augusto. "Não é fácil, mas estou feliz com essa rotina intensa", garante o ator.

Na entrevista a seguir, o soteropolitano de 27 anos fala de como se sente mais próximo de Alfredo do que de Carlos em "Éramos Seis". Ele assume que é um romântico não só em cena, mas também na vida pessoal. E analisa sua carreira televisiva, que, em apenas quatro anos, envolve trabalhos de destaque na Globo, na Record e na Netflix. Além disso, Danilo surpreende ao revelar qual personagem o deixou mais realizado.

Entre os filhos de Lola, Carlos é o que mais enfrenta problemas. Tem uma carga diferente esse personagem?

É, eu sei que vou sofrer um pouco. Aliás, já estou ficando craque nisso! Mas vai ser uma delícia. Eu nunca fiz nada dessa época e é uma oportunidade de interpretar um personagem clássico, que veio de um livro e já teve algumas adaptações para a TV. É importante ser parte disso. Fiquei bem feliz com a chance. E também ansioso, nervoso, com medo de não dar conta, mas isso é normal.

Você chegou a procurar informações de versões passadas?

Dei uma pesquisada. Sei que Caio Blat fez o Carlos jovem e, depois, Jandir Ferrari assumiu o papel na fase adulta no SBT. Outro dia, encontrei o Emilio Dantas e ele me contou de outro ator que fez em uma versão anterior. Acho legal quando rola esse tipo de papo porque penso que, da mesma forma como hoje eu falo isso, alguém, um dia, vai dizer: "o Danilo fez o Carlos daquela 'Éramos Seis'". É muito bom imaginar isso. Peço para que eu seja minimamente honesto com essa galera que já fez.

Você falou em medo de não dar conta. O que mais preocupou você?

Carlos é um cara sério, o filho mais velho da família. Naquela época, esse posto vinha com certas responsabilidades: ser o homem da casa, dar certo, manter a moral e a ética, essas coisas. Se o pai e a mãe não estavam em casa, era o primogênito quem assumia o comando. Além disso, tem aquele amor incompreendido, que foi embora, e que ele espera reviver. É um homem que é difícil para mim, porque eu sou bem brincalhão. Carlos é mais introspectivo, um pouco no canto dele, mas é bem romântico também.

E você, é romântico?

Eu sou do signo de Peixes, dizem que a gente é romântico. Falam que os piscianos sofrem e eu sofro, viu... Mas o Carlos, se a família disser para ele que dois mais dois são cinco, é isso e pronto. Eu não, sempre fui questionador, o rebelde da casa na infância. Nunca fui a figura obediente, centrada... Acho que o Alfredo tem um lado até mais parecido comigo, embora eu tenha puxado da minha mãe a postura responsável em relação aos compromissos. Eu sou o único artista da minha família, o que mostra que eu buscava algo diferente para mim. O Carlos foi criado e conceituado para viver daquele jeito.

Você fez uma novela bíblica na Record, "Os Dez Mandamentos". O que mais desafia você em trabalhos de época?

O jeito de conversar é mais difícil, principalmente para mim, que sou baiano. A gente não fala nem "pra", a gente fala "pá", para não ter de pronunciar o "R" (risos). No texto bíblico, retratamos um período de antes da história, é diferente. Foi complicado também, mas era um personagem que questionava Deus, mais revoltado e isso dava certa liberdade na hora de dizer o texto. Havia outro caminho, que não me prendia tanto. Carlos é mais comedido, então isso fica mais marcado.

Você vem trabalhando com nomes importantes da TV brasileira. Agora mesmo faz o filho da Gloria Pires. Como se sente?

É uma grande honra. Assim como tive com a Adriana Esteves e com o Vladimir Brichta, com quem contracenei já, e tantos outros. A Gloria é uma querida com a gente, nos demos muito bem. O que o elenco mais jovem precisa fazer é estar preparado para caminhar junto com essa galera. Aproveitar para observar e aprender com eles. Para mim, isso é um sonho.

É inegável que você vive uma fase muito boa, com trabalhos importantes na Globo e na Netflix...

É muito louco isso. Parando para pensar, "I Love Paraisópolis" foi minha primeira novela e já era um bom papel. Cheguei na Globo bem e, logo depois, fui para a Record; fiz uma participação em "3%", na Netflix; e, quando voltei para a Globo, para fazer "Rock Story", foi intenso. Acho que foi o personagem que fiz melhor, o que mais me emocionou e me pegou, por questões de família. Foi onde mais gostei de ver o resultado. Depois, tive a sorte de ganhar o Valentim em "Segundo Sol", que foi o trabalho que mais me projetou. Mas, além disso, era uma história que se passava na minha cidade, onde falei do meu povo e isso foi extremamente importante. Agradeço demais ao Dennis Carvalho por esses dois momentos tão marcantes.

O que o levou a assinar com a Netflix logo depois dessa projeção conquistada na Globo?

Foi uma oportunidade que surgiu. O ator tem de se experimentar. Senti que deveria fazer outras coisas, até para melhorar como artista. Criar minha casca, minha bagagem.

Você concilia seu trabalho como ator com a banda Beraderos. Como fica sua agenda?

Já vivi momentos em que gravava 12 horas por dia e, à noite, chegando em casa, ia pegar um instrumento e ensaiar. É uma vida de louco, mas que eu pedi ao universo. Então, não posso reclamar. Tenho 27 anos e conquistei espaços muito legais, como trabalhar com alguns dos maiores atores do país. E, hoje, eu canto com meu maior ídolo e referência musical do lado, que é o Milton (Nascimento, dono do selo Nascimento Música), um cara que me dá toda a moral do mundo. Ele é muito fã de novelas e gosta bastante dos atores. É uma rotina cansativa, não é fácil. Mas é uma delícia, vivo uma fase bastante especial mesmo.

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