Diário da Região

06/10/2019 - 00h30min

TELEVISÃO

Protagonista de Éramos Seis há 25 anos, Othon Bastos agora é um padre

Depois de viver o patriarca Júlio em 1994, no SBT, Othon Bastos interpreta um padre em sua segunda participação em uma adaptação de 'Éramos Seis', agora na Globo

TV Globo/Divulgação Aos 86 anos, Othon Bastos encara a sua segunda adaptação de 'Éramos Seis' na TV
Aos 86 anos, Othon Bastos encara a sua segunda adaptação de 'Éramos Seis' na TV

Poucos atores conseguem, na TV, interpretar personagens diferentes de uma mesma história, em momentos distintos. E é exatamente isso que Othon Bastos experimenta, dando vida ao padre Venâncio de "Éramos Seis". Em 1994, quando o SBT produziu a quarta adaptação do romance homônimo de Maria José Dupré, ele deu vida a Júlio, o patriarca da família central da trama, papel que hoje é de Antonio Calloni na novela das 18h da Globo. A homenagem feita pela equipe pegou Othon de surpresa.

"É muito gratificante viver isso. Foi um momento especial, um trabalho lindo realizado pela Irene Ravache naquela época (ela fazia a protagonista Lola, que agora é defendida por Gloria Pires). Nós nos dávamos muito bem, ficamos grandes amigos. Já se passaram 25 anos. Naquele tempo eu estava com 60, 61 anos... Conheci pessoas maravilhosas lá. Até hoje, o Caio Blat e o Wagner Santisteban me chamam de papai", recorda ele, que completou 86 anos em maio.

Sobre sua função na adaptação de Angela Chaves, Othon sabe pouco. Na verdade, não houve em outras versões um personagem como o que ele encarna no folhetim atual. Pelo menos ele não se lembra disso.

"Bom, o Júlio ia muito pouco à igreja (risos). Então, não era um cenário que fizesse parte do meu roteiro. No final da novela, na última cena, ela está rezando e o espírito dele chega para conversar. É uma daquelas sequências que mexem com a gente até hoje", conta.

Segundo Othon, a intenção do diretor Carlos Araújo é de que padre Venâncio interaja com diversos núcleos do folhetim. Como aqueles padres de tramas de época, que conhecem todo mundo e, de vez em quando, vai tomar um café ou comer alguma coisa na casa de alguém.

"Bate uma saudade de ter participado daquele momento tão importante. Por um lado, acho bacana meu personagem estar em outro universo e não ter nada a ver com Júlio e Lola. Mas, de verdade, ainda não sei muito bem como vai ser minha participação", diz.

De qualquer forma, o ator foi uma das peças fundamentais para o resto do elenco na fase inicial de preparação. Ele e Nicette Bruno - que já viveu Lola em outra adaptação, de 1977, feita pela extinta TV Tupi - se encontraram com a equipe para conversar sobre suas experiências com a história. Um momento que, confessa, o deixou em dúvida sobre o que fazer.

"Eu não tinha nada a dizer para o Calloni. Imagina, ele é um ator excelente, com uma maneira muito própria de atuar. O que eu desejo é que ele possa ser tão feliz com esse personagem quanto eu fui, quando estive nesse posto", argumenta, esbanjando humildade.

Mundo moderno

Não foi só a sociedade que mudou nos últimos 25 anos. A evolução tecnológica promoveu o surgimento de novas plataformas e formatos que acabaram transformando a relação do público com a teledramaturgia nesse período. Mesmo assim, Othon acredita que isso não será um empecilho para "Éramos Seis" e, a julgar por suas palavras, vê praticamente como certo o sucesso desta nova versão.

"É bom termos uma novela assim, que faz a gente refletir sobre valores que nem sempre são priorizados nas histórias de hoje. As pessoas conseguem se enxergar naqueles personagens. Torço para que tenha, com o passar do tempo, o mesmo impacto que todas as outras adaptações tiveram", defende.

O fato de boa parte do público conhecer a trajetória da família Lemos e, portanto, saber como tudo termina também não é visto como um problema para o veterano. "É como reler um livro em que você já conhece o destino das pessoas que aparecem ali, mas a sua maneira de enxergar certas situações é outra. E aqui é um novo olhar não só de quem atua, mas também de quem está escrevendo", analisa.

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