Série brasileira mergulha no universo de uma facção criminosaÍcone de fechar Fechar

IRMANDADE

Série brasileira mergulha no universo de uma facção criminosa

Com elenco encabeçado por Seu Jorge, série 'Irmandade' estreia na Netflix na próxima sexta-feira, 25


    • São José do Rio Preto
    • máx 32 min 18

Com um grande elenco, liderado pelo cantor e ator Seu Jorge - de, entre outros, "Cidade de Deus" (2002) e "A Vida Marinha com Steve Zissou" (2004) - estreia, na próxima sexta, 25, no serviço de streaming Netflix, a série "Irmandade", em oito episódios.

A história gira em torno dos personagens Edson (Seu Jorge) e Cristina (Naruna Costa), moradores de uma favela de São Paulo e irmãos que se separam após Edson ser preso ainda muito jovem, em meados da década de 1970, por tráfico de drogas.

Enquanto Cristina batalha para se tornar uma advogada respeitada e entrar para o Ministério Público, seu irmão mais velho, preso há 20 anos, se organiza no presídio e lidera a criação de uma violenta facção criminosa, batizada de "Irmandade", com o intuito de manter os direitos mínimos dos colegas de cárcere e lutar contra a tortura que corre solta no local, estabelecida pelos agentes da lei.

Cristina acaba, ao tentar ajudar Edson, se complicando no Ministério Público e é presa. Ela é, então, cooptada por um detetive da polícia nada ortodoxo, Andrade - papel de Danilo Grangheia -, que propõe, em troca de sua liberdade, que ela colabore para desmantelar a organização do irmão. Para isso, a advogada terá de se infiltrar na Irmandade, arriscando a própria vida.

As semelhanças levam o espectador mais informado a pensar na história do Primeiro Comando da Capital (PCC), também criado na década de 1990, como a Irmandade. No entanto, Pedro Morelli, criador e diretor geral da atração, explica, com exclusividade para a Agência Estado, que nenhum personagem foi inspirado em uma pessoa real.

"A série não é inspirada no PCC. A Irmandade é uma facção criminosa fictícia que criamos a partir de muita pesquisa sobre várias facções reais de todos os cantos do Brasil. Existem alguns conceitos recorrentes e os usamos na concepção da Irmandade. O ponto em comum é que todas elas nasceram como uma resposta a uma repressão violenta do Estado no sistema carcerário", afirma Morelli.

Segundo ele, o crime organizado no país é gigantesco e está fora de controle. "Se tivessem condições decentes de vida dentro das prisões desde o começo, talvez isso [o surgimento de facções criminosas] não houvesse acontecido dessa forma."