Diário da Região

10/10/2019 - 16h41min

TIROTEIO

PM que matou perito durante briga vai a júri

Homicídio aconteceu durante uma briga na avenida Murchid Homsi

Guilherme Baffi 2/4/2018 Reconstituição da morte do policial civil que trocou tiro com policial militar em frente ao restaurante na avenida murchid Homsi em Ri oPreto
Reconstituição da morte do policial civil que trocou tiro com policial militar em frente ao restaurante na avenida murchid Homsi em Ri oPreto

O policial militar Luis Carlos Fragoso, réu pelo assassinato do perito criminal da Polícia Civil Eduardo Teixeira Moreno, vai a júri popular. A decisão é da juíza da 3ª Vara Criminal de Rio Preto, Carolina Marchiori Bueno Cocenzo. O crime aconteceu em abril de 2018, durante uma briga em um bar, na avenida Murchid Homsi, na Vila Ercília. 

Segundo a decisão da juíza, a confusão que acabou em homicídio começou quando o perito chegou no local acelerando uma moto. A situação virou briga e, durante os atritos, o perito efetuou dois disparos no chão. Um dos tiros atingiu a perna de um amigo do PM.

Logo em seguida, segundo o que consta na Justiça, o perito se afastou e se manteve longe dos confrontos. Foi quando, conforme trecho da decisão, o PM avançou "lateralmente, fora da visão da vítima" e efetuou oito tiros contra o policial civil. "Soube-se que após a vítima ter caído ao solo, o acusado deu continuidade às agressões", escreve a magistrada.

No dia do crime, Fragoso foi preso, mas depois foi solto em audiência de custódia. O homicídio foi investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Ele permanece em liberdade. O policial militar foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado - vingança, meio cruel e surpresa (recurso que dificultou a defesa da vítima). A promotoria também se manifestou a favor do julgamento popular. 

Das testemunhas do crime, quatro prestaram depoimentos em condição de testemunha protegida. "O réu admitiu que atirou na vítima, embora tenha alegado que o fez para defender seu amigo que tinha sido baleado pela vítima", afirma a juíza. "O aprofundamento da análise da prova deve ser feita pelo Tribunal do Júri, inclusive se houve excesso na alegada tese de legítima defesa", finalizou. 

A data do júri ainda deve ser marcada. A decisão da Justiça cabe recurso da defesa do PM.

(Colaborou Marco Antonio dos Santos)

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