Júri condena motorista a seis anos de prisãoÍcone de fechar Fechar

Morte no Trânsito

Júri condena motorista a seis anos de prisão


    • São José do Rio Preto
    • máx 32 min 18

O representante comercial Guilherme Meucci Soares, 28 anos, foi condenado nesta quinta-feira, 3, a seis anos de prisão, em regime semiaberto, pelo acidente que matou em 2012 o empresário Rodrigo Fernandes Pereira, na rodovia Washington Luís. Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, Guilherme voltava de um casamento e bateu no carro do empresário depois de rodar oito quilômetros na contramão.

A sentença desta quinta-feira foi a segunda condenação do processo. Em 2014, a juíza que respondia pela 4ª Vara Criminal, Gislaine Faleiros Vendramini, determinou que era caso de julgamento popular e pronunciou o representante a júri popular, que em 2017 o condenou a 14 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado - meio cruel e meio que dificultou a defesa da vítima.

A defesa do representante comercial não concordou com a decisão e recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). No entendimento do STJ, terceira instância da Justiça brasileira, o caso não é de crime qualificado - com agravantes. Para o ministro, Jorge Mussi o fato de Guilherme ter dirigido na contramão configura apenas um risco de provocar a morte (dolo eventual) e não a intenção de matar (dolo direto).

Com o recurso acolhido, a sentença do Tribunal do Júri de Rio Preto foi anulada. O processo voltou para a comarca e nesta quinta-feira foi mais uma vez para o Tribunal de Júri, mas com a acusação de homicídio simples (sem qualificadoras).

Guilherme poderá recorrer em liberdade. O advogado de defesa, Odinei Rogério Bianchini, afirmou que vai analisar se recorrerá ou não. Bianchini não comentou a sentença. Já o promotor de Justiça Marcos Antônio Lelis afirmou que vai recorrer para aumentar a pena. "Diante das consequências do crime: a vítima era um empresário pai de dois filhos", finalizou.