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INVESTIGAÇÃO

Quatro mortos pela PM já tinham assaltado pastor

O delegado Renato Pupo afirma que todos foram identificados e têm antecedentes criminais


    • São José do Rio Preto
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O delegado Renato Pupo, do 7º Distrito Policial, afirma que os quatro homens que morreram na terça-feira, 8, em confronto com policiais do Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar de Rio Preto (Baep), eram responsáveis pelo assalto à casa de um pastor evangélico Carlos Eduardo de Oliveira Silva, no último sábado, 5. 

Os quatro homens suspeitos mortos foram identificados como Ulisses Rogério Souza dos Anjos, Lindomar Viana, Adeilton Souza da Silva e Richard Miranda Claudino da Silva. Todos teriam assaltado  uma chácara na Estância Veneza, onde fizeram a moradora e a filha dela reféns. Durante a fuga, os quatro suspeitos foram baleados após troca de tiros com equipes do Baep.

No dia do crime foram identificados primeiro Ulisses e Lindomar, mas depois, coube ao Instituto Médico Legal fazer a identificação de Adeilton e Richard.

Pupo afirma que o pastor reconheceu por foto Ulisses e Lindomar como suspeitos de terem assaltado sua casa. Mas o delegado ainda investiga a suspeita se um dos homens tive participação em mais crimes.

"Pelo levantamento que fizemos, um dos quatro homens está ligado a um latrocínio que ainda está em investigação", diz o delegado.

O inquérito no 7º DP ainda não poderá ser encerrado, porque a polícia ainda precisa colher os depoimentos das vítimas, dos policiais envolvidos no confronto e aguardar a chegada dos exames de balísticas das armas apreendidas com os suspeitos e com os integrantes do Baep.

Além da investigação da Polícia Civil, foi aberto um inquérito policial militar na PM de Rio Preto para apurar se os pms que atiraram contra os suspeitos agiram dentro do que a lei estabelece como reação em legítima defesa.

Todas as armas apreendidas, três revolveres e uma pistola automáticas, encontradas com os suspeitos, e mais oito pistolas automáticas utilizadas pelos pms foram enviadas para exames de balística no Instituto de Criminalística. O relatório deve ficar pronto em até 20 dias.