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PISTAS PARA A REDAÇÃO

Professores dão palpites sobre tema de redação do Enem 2019

Professores ouvidos pelo Diário apontam os possíveis temas da redação do Enem 2019 e dão dicas para melhorar a nota. Prova já será aplicada no primeiro dia do exame, neste domingo, 3


    • São José do Rio Preto
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Agronegócio e sustentabilidade, educação a distância, importância da família na construção da identidade do indivíduo, nacionalismo e ufanismo, saúde, suicídio, trabalho voluntário, uso das redes sociais. Esses são alguns dos temas apontados por cinco professores de Redação de Rio Preto ouvidos pelo Diário como possíveis de serem cobrados na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que acontece neste domingo, 3. O jornal pediu que cada um deles apontasse três possíveis assuntos, mas alguns acabaram apontando mais.

De acordo com o manual divulgado pelo próprio Inep, instituto responsável pela prova, a redação deverá ser um texto do tipo dissertativo argumentativo, sobre um tema de ordem social, científica, cultural ou política.

Os professores apostam em temas que deem menos margem à discussão política. Henrique Faria Bello, professor do Cursinho Alternativo, acredita que o candidato não deve ter receio de expressar pensamentos, argumentos e opiniões. "Os critérios de avaliação são objetivos, não envolvem exercício de subjetividade."

Durante a correção, os avaliadores levam em conta cinco competências - em cada uma delas, a pontuação máxima é 200, totalizando mil. São: demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa; compreender a proposta de redação e aplicar conceitos de várias áreas de conhecimento; organizar fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista; demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação e elaborar uma proposta de intervenção para o problema, respeitando os direitos humanos. O texto deve ter no mínimo sete e no máximo 30 linhas.

Clique na imagem para ampliar  (Foto: Reprodução)

Washington Paracatu, do cursinho Contexto, orienta que a redação deve propor soluções que possam ser executadas a partir de ação conjunta com o poder público. "Sem pautas de enfrentamento. Isso porque o tema deve permitir uma redação mais expositiva, sem pautas de confronto."

Clarice Greco, professora do Colégio Objetivo, reforça que é preciso fazer uma leitura atenta da proposta. "Tentar problematizar o tema, pensando sempre na realidade brasileira, montar um projeto de texto, procurar envolver várias áreas do conhecimento, apresentar uma solução viável, que possa ser de fato executada. E muito cuidado para não desrespeitar os direitos humanos", orienta.

Magaly Rodrigues, do Anglo Vestibulares, acredita que o candidato que ler atentamente a proposta já se destacará dos demais - a proposta é formada pelo tema, os textos de apoio e as instruções. O aluno deve perceber o problema, "que deve ser analisado com base nas causas, e sobre essas causas devem incidir as intervenções."

Mariana Renófio, do Intelectus, diz que os textos de apoio estão ali para auxiliar. Os estudantes devem trazer informações autorais. "O texto de apoio está ali para nortear a discussão. É importante que ele traga elementos de conhecimento prévio, culturais, aquilo que aprende na escola, aquilo que ele vê."

Alguns pontos podem fazer o candidato "zerar" na redação: fugir do tema, não atender à estrutura dissertativo-argumentativa ou ter menos de sete linhas.

Todos as questões do Enem são elaboradas por especialistas e pré-testadas antes de integrarem o chamado Banco Nacional de Itens (BNI). A prova de redação é a única prova subjetiva. As demais quatro provas terão 45 questões de múltipla escolha cada.

Os itens do Enem são elaborados por especialistas selecionados por meio de chamada pública do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Eles devem seguir a matriz de referência, guia de elaboração e revisão de itens estabelecidos pelo Inep. Após escritos, os itens passam, então, por revisores e depois por especialistas do Inep.

Finalmente, os itens são pré-testados em aplicações feitas em escolas. O processo é sigiloso e os estudantes não sabem que estão respondendo a possíveis questões do Enem. Com a aplicação, avalia-se a dificuldade, o grau de discriminação e a probabilidade de acerto ao acaso da questão. Os itens aprovados passam a compor o BNI, que fica disponível para aplicações futuras do Enem.

Esse banco, segue um protocolo de segurança. Todos os colaboradores com acesso aos itens assinam termos de sigilo e confidencialidade. No caso do Enem, assinam também uma declaração de não impedimento, para assegurar que não possuem relações de parentesco, que configuram nepotismo. (Agência Brasil)