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Como o ensino bilíngue pode ajudar na alfabetização

Na Maple Bear os alunos aprendem com total imersão do inglês utilizando o método canadense de ensino

Núcleo Digital - 15/09/2019 00:00

A escolha da escola dos filhos pode ser um momento desafiador para muitos pais. O lugar mais acolhedor, o melhor método de ensino e até mesmo o local podem ser peças importantes na hora da decisão. Alguns modelos de educação vem chamando cada vez mais atenção desses pais por trazer uma dinâmica diferente da tradicional. Em Rio Preto, a Maple Bear ganha destaque por utilizar o método canadense de ensino, onde o aprendizado acontece em todas as esferas: física, intelectual, emocional e social. Além disso, a escola prioriza por um ambiente caloroso para seus alunos.

Para Karina Caldas Lima, empresária e mãe do Victor Hugo de 3 anos e da Guilhermina de 7 anos, a escolha da Maple Bear foi influenciada pelo ambiente acolhedor oferecido.

“Quando a Guilhermina entrou na escola, com 1 ano e 8 meses, eu senti que ela seria muito bem acolhida aqui, eu vi que tanto ela como eu ficaríamos bem nesse processo. Eu vi na escola muito calor humano sendo passado para as crianças e isso para uma mãe que coloca seu primeiro filho na escola, é uma segurança enorme já que você vê que o ambiente em que seu filho vai ser inserido está preparado para atender as necessidades dele”, explica ela.

Bilinguismo e Maple Bear - 50 anos de imersão em inglês

Na Maple Bear é utilizado o método bilíngue com imersão em inglês. Nesse caso os alunos aprendem algumas disciplinas em inglês e outras em português. A Maple Bear é reconhecida por oferecer o ensino bilíngue de verdade. A metodologia canadense foi construída em um ambiente que, há meio século, já promovia o ensino em dois idiomas, o francês e o inglês. Em cinco décadas os educadores canadenses desenvolveram e aprimoraram, como nenhum outro país do planeta, técnicas pioneiras nessa modalidade de ensino.

Mas como o bilinguismo pode impactar tão positivamente o desenvolvimento das crianças? Nos últimos anos, cientistas vêm apontando que a aquisição do segundo idioma de forma natural pode contribuir para que as crianças tenham ganhos significativos nos processos cognitivos e de aprendizagem.

O neuropsicologista Jubin Abutalebi, da universidade de San Raffaele, de Milão, afirma que o cérebro dos bilíngues desenvolve mais massa cinzenta em uma região associada à aquisição de vocabulário. Em entrevista à BBC, Abutalebi diz que é possível distinguir bilíngues de outras pessoas apenas observando imagens escaneadas dos seus cérebros, que apresentam uma quantidade significativamente maior de massa cinzenta no córtex cingulado anterior (ACC).

Assim como um músculo, quanto mais você usa o ACC, maior e mais flexível ele fica. Como um cérebro bilíngue é constantemente desafiado, ele precisa fazer um esforço maior para reconhecer e negociar significados, estimulando as funções do córtex pré-frontal dorsolateral – parte do cérebro que desempenha funções executivas, resolvendo problemas, fortalecendo a concentração, alternando entre tarefas e filtrando informações irrelevantes.

A professora dos 3ºs e 4ºs anos do bloco de inglês Mariana Lopes, explica as vantagens da imersão no inglês desde o infantil.

“Quando as crianças chegam para mim a partir do 3º ano elas já estão alfabetizadas na língua inglesa. E essa imersão no infantil que nós fazemos, faz com que eles consigam falar já como nativos. Nós percebemos que eles não aprendem somente o básico, mas que eles absorvem por exemplo, tanto termos científicos quanto outros comuns do dia a dia, não só aquele básico da comunicação utilizada em cursos de inglês”, conta ela.

Alfabetização na Maple Bear - Introdução à leitura com resultados concretos

Inserir a criança diretamente em um ambiente que utiliza outra língua pode ser um desafio para alguns pais. Mas para a empresária Carla Daud, mãe do Diogo de 6 anos e do Carlos de 8 anos, esse processo com seus dois filhos aconteceu de uma forma simples.

“O inglês parece que surge automaticamente para as crianças, é muito natural. A alfabetização se torna simples, já que eles ficam no aspecto das duas línguas. Uma coisa que me chamou muita atenção é a forma como eles apresentam as letras para os alunos. Primeiro eles conhecem e aprendem todas as letras de forma e por último inserem a letra cursiva, deixando o aluno livre para escolher qual prefere”, explica ela.

A professora de português Carla Fonseca Ferreira, mãe da Lara de 13 anos, explica que o português é introduzido no último ano do ensino infantil, quando as crianças tem 5 anos. Eles começam com uma hora de língua portuguesa por dia e as aulas são divididas por eixos temáticos, são assuntos que as crianças têm muita atração. Por exemplo, na segunda-feira, eles aprendem contar parlendas e cantigas. Nos anos seguintes a carga horária de Português aumenta, sempre priorizando a leitura.

“As crianças leem muito, então todo o ensino na Maple Bear é a partir da literatura. A gente tem modalidades de leituras bem distintas, coisas que a gente nem conhece aqui no Brasil. Por exemplo, temos uma modalidade chamada leitura guiada, onde o professor trabalha com um grupo pequeno de alunos numa mesa em formato de meia lua, cada criança com seu exemplar naquele livro e aí o professor pode avaliar uma série de habilidade que as crianças precisam desenvolver para a leitura. Enquanto essa turma está com o professor, as outras turmas estão fazendo outras atividades em outros centros distintos acompanhadas por uma segunda professora”, explica Carla.

Para Carla aprender as duas línguas simultaneamente amplia o horizonte das crianças, já que elas utilizam dois lados do cérebro aprendendo muito mais.

“Isso não confunde, na verdade, isso acrescenta. Tem todo aquele momento em que as crianças ainda estão adquirindo a noção ou conseguindo fazer a distinção do som do fonema, do grafema, isso acontece em qualquer idioma. A questão da leitura e da escrita, ela é distinta e acontece da mesma forma independente de que país você viva ou que idioma você fale”, finaliza.

Na primeira infância o processo de aquisição dos idiomas ocorre de forma gradual: as crianças ouvem e apreendem significados, pelo exemplo e contexto, para, em momento posterior, realizar a produção oral. Isso ocorrerá ao mesmo tempo em inglês e português, sendo as crianças capazes de atribuir significados iguais para palavras em idiomas diferentes com a compreensão progressiva de que são apropriadas em contextos diferentes. Portanto, acontece uma transição suave, na qual a criança se sinta acolhida e perceba o idioma não como um obstáculo entre ela e seus desejos e necessidades, mas como elemento capaz de despertar interesse e curiosidade.

Neste sentido, os professores e assistentes reforçam a compreensão das mensagens, acompanhando sempre palavras com objetos e ações. Da mesma forma, ao externar suas necessidades no idioma nativo, a criança é atendida da mesma forma, ainda que o feedback lhe seja fornecido sempre em inglês. É importante destacar que quanto mais cedo o ingresso, mais suave será o processo de adaptação.

Middle Years - Fundamental II

Na Maple Bear os alunos no Fundamental II, têm a oportunidade de expressar sentimentos, questionamentos e curiosidades. Incentivo à experimentação, ao desafio intelectual, à descoberta e à solução de problemas.

O professor de geografia Jean Pereira de Azevedo, explica um outro fator utilizado no sistema de ensino da escola: o protagonismo do aluno.

“Já dei aula em vários colégios e nunca vi isso. Os alunos já são incentivados a serem líderes, protagonistas, não ter medo em falar em público, o que é essencial no mundo de hoje. Quando cheguei na Maple Bear, fui surpreendido pelos alunos por conta da questão de quererem se expor em público”, conta ele.

Os pais também notam essa diferença e sentem a melhor adaptação dos filhos. Nas aulas de Jean por exemplo, ele utiliza a tecnologia para incentivar os alunos a aprenderem mais. Eles conseguem absorver isso tudo na prática, com a edição, iluminação, filmagem. Nas aulas os alunos utilizam muito mais que computadores, usam câmeras, montam maquetes e até mesmo a sucata.

A economista Cristina Crivellin, mãe do José Luís de 11 anos, aluno do Year 6 teve uma experiência positiva ao optar pela escola. Ela conta que seu filho começou aos 4 anos na Maple Bear e sempre notou que seu filho e outras crianças recebem uma atenção especializada, que ensina autonomia e valores importantes para o seus alunos.

"Para nós tem sido uma alegria muito grande que ele estude aqui. Uma coisa que me chama muito a atenção é a forma que eles ajudam os alunos a serem independentes, por exemplo, no final de todos os semestres os filhos apresentam para os pais tudo aquilo que eles estudaram.Esse acolhimento social da família também é uma coisa muito importante, nós vemos que a escola preza por esse convívio com toda a sociedade", conta ela.

Na Maple Bear temos a certeza de que estamos sempre de partida para as novas descobertas, nossos alunos são preparados para serem bem sucedidos em qualquer lugar do mundo. Nós os preparamos para serem cidadãos do mundo.

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