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Coluna do Diário

Delator age sob pressão psicológica, diz Aloysio


    • São José do Rio Preto
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O ex-senador e ex-ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes (PSDB), que é de Rio Preto, se disse vítima ontem ao negar ter pedido propina para os empreiteiros da OAS. "Pedi recursos financeiros para a OAS em várias das minhas campanhas, conforme a legislação eleitoral da época, sem jamais exigir qualquer tipo de contrapartida. Tudo o mais só posso atribuir à pressão psicológica exercida pelos procuradores para obter delações mentirosas de alguém há tanto tempo encarcerado", afirmou Aloysio em nota à Coluna.

De acordo com reportagem divulgada pela Folha de S.Paulo, os representantes da OAS no acordo de delação premiada com os investigadores da operação Lava Jato apontaram Aloysio como o coordenador de supostos pagamentos de propinas para campanhas eleitorais do PSDB. Isso teria ocorrido, por exemplo, durante a campanha de José Serra como candidato a presidente em 2010.

De acordo com a reportagem, o ex-senador teve o seu nome citado ainda "como solicitante de repasses em troca de liberação de dinheiro de obras da prefeitura paulistana e do Governo de São Paulo para a empreiteira". Quem mencionou o nome do tucano rio-pretense foi o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, que cita Aloysio como a pessoa que solicita propina, seja para ele ou para Serra, nas campanhas de 2006 e 2010.

As acusações fazem parte do acordo de delação premiada homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada. Pinheiro deixou a prisão na última terça-feira, 17, após ficar preso desde 2016.

A Folha de S.Paulo divulgou que uma proposta de delação com depoimentos de Léo Pinheiro foi compartilhada por procuradores da Lava Jato no aplicativo Telegram e está no material que foi enviado por fonte anônima para o The Intercept Brasil. "A proposta de Léo Pinheiro enviada pelos procuradores é de junho de 2017, mas a Folha apurou que os relatos continuam na versão final, homologada agora pelo ministro Edson Fachin (STF)", afirma a reportagem.

Entre as acusações feitas pelo empreiteiro contra o tucano consta que, em 2007, já na gestão Serra no Governo de São Paulo, Aloysio se reuniu com representantes de cinco grandes empreiteiras na casa de um suspeito de operar para o PSDB e solicitou propina de R$ 5 milhões. As empresas receberiam em troca contrato de R$ 180 milhões para a construção da linha 4-amarela do metrô.

O diretório estadual do PSDB, presidido por Marco Vinholi, afirmou em nota que tem "total confiança" em Aloysio e "repudia as falsas informações relatadas sobre seu suposto envolvimento com o ex-executivo da OAS, Léo Pinheiro". "Réu confesso e preso, Léo Pinheiro usou de falácias na tentativa de dar peso à sua delação e, assim, obter a liberdade e penas mais amenas", consta na nota.

Afastado

Aloysio deixou o governo de João Doria (PSDB) em fevereiro, após ser um dos alvos da Lava Jato, inclusive, com mandado de busca e apreensão no seu apartamento em Rio Preto. O principal alvo da operação foi o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, também apontado como operador de propina do PSDB. Na época, Aloysio atuava na gestão do atual governador Doria como presidente da Investe SP.

 

Casas na região

O secretário estadual de Habitação, Flavio Amary (foto), participou da entrega de casas na região de Rio Preto neste sábado, 21. Ele divulgou nas redes sociais o sorteio de 200 casas na cidade de Santa Fé do Sul, que contou com a participação do líder do governo na Assembleia Legislativa, Carlão Pignatari (PSDB) e do deputado estadual Itamar Borges (MDB). Foram entregues ainda 392 casas da CDHU 60 em Dolcinópolis, 54 em Ubarana e 278 em Monte Azul Paulista.

Encontro Republicano

Antes, Edinho participou de encontro do Republicanos em Rio Preto na Câmara neste sábado, 21. O presidente nacional da legenda, deputado federal Marcos Pereira, participou do encontro que contou ainda com filiados e pré-candidatos a vereador na eleição de 2020.

Pirando

Integrantes do PL de Rio Preto trocaram mensagens pelo WhatsApp para tentar "identificar" quem repassou informação a esta Coluna de que, caso a vereadora Márcia Caldas (PPS) ingresse no partido, pré-candidatos prometem deixar a sigla. O presidente do PL, vereador Fábio Marcondes, que está de saída para o DEM, até se reuniu com o deputado federal Luiz Carlos Motta (PL) para debater o assunto.

Juventude

Bruno Marinho, filho do vereador José Carlos Marinho (PSB), foi escolhido para presidir a Juventude do Patriota em Rio Preto. Ele recebeu aval da direção da sigla na cidade, conforme divulgação no Instagram feita pelo presidente local da sigla, Ulisses Ramalho.

Homenagem

O secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, segue expandindo a sua atuação política. Ele recebeu título de cidadão em Presidente Prudente na sexta-feira, 20. Ele estava acompanhado do seu pai, Geraldo Vinholi, chamado de "Vinholão" pelo governador João Doria (PSDB).

 

Que vibe?

O presidente da Câmara de Rio Preto, Paulo Pauléra (PP) viu na Coluna, mas não entendeu o que era a tal "vibe" palavra em inglês que significa vibração e a pronúncia "vaibe" citada por Fábio Marcondes (PR) ao se esquivar da avaliação da Câmara em pesquisa feita pelo Diário. "Eu perguntei, sim, mas foi zoação", brincou Pauléra.

Manifeste-se

A juíza da 2ª Vara da Fazenda de Rio Preto, Tatiana Pereira Santos (foto), deu prazo de 30 dias para a Prefeitura contestar cobrança do Ministério Público de multa de R$ 775 mil por atraso do município regularizar imóveis públicos com laudo de vistoria de bombeiros. No total, 196 imóveis públicos tiveram atraso para ter o laudo ou ainda não o possuem.

Jura que não

O ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB) negou que tenha batido o martelo sobre a sua possível candidatura, como garantiu aliados à Coluna. "No PSB de Rio Preto, ainda não foram discutidas candidaturas a prefeito, nem minha, nem de qual outro companheiro", afirmou Valdomiro.

Mudança - A servidora da Emurb Ana Maria Guilhen, que virou ré em ação por troca de cheques de terceiros, assim como ex-chefe de fiscalização da Área Azul Anilto Alves, não integra mais a comissão de Licitações da empresa municipal. O presidente da Emurb, Rodrigo Juliano, publicou portaria com a nova comissão, sem Ana Maria, que segue no setor financeiro da empresa.

Audiência - Comitiva de deputados estaduais vem a Rio Preto nesta segunda-feira, 23, para audiência pública que irá receber propostas de moradores ao Orçamento do governo do Estado no ano que vem. A audiência será comandada pelo deputado Wellington Moura (foto), do Republicanos, presidente da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento da Assembleia.

Orçamento - Já na quinta-feira, 26, o secretário de Planejamento de Rio Preto, Israel Cestari, irá apresentar dados do projeto do Orçamento do município para o ano que vem, último ano do mandato de Edinho Araújo (MDB). Neste ano, o Orçamento ficou em cerca de R$ 1,7 bilhão, montante que deve ser acrescido para o próximo ano. A Prefeitura também apresenta balanço das contas na quinta.

TV Câmara - Está marcada para esta segunda-feira, 23, o pregão eletrônico para compra de equipamentos para a TV Câmara de Rio Preto. A concorrência dividida em quatro lotes prevê despesas de até R$ 996.309,13. Segundo a assessoria da Câmara, os equipamentos atuais, como câmeras, estão "obsoletos". A assessoria avalia que o valor pode ser reduzido em até 30% na disputa entre as empresas interessadas na concorrência.

 

O procurador-geral da República interino, Alcides Martins, diz em parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) que as mensagens hackeadas do celular do coordenador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, são prova ilícita, e, mesmo que pudessem ser utilizadas, não seriam 'capazes' de provar a inocência do ex-presidente Lula. O parecer foi entregue no âmbito de recurso da defesa do petista contra decisão do ministro Edson Fachin, que rejeitou habeas corpus para libertá-lo e anular suas ações penais. De acordo com a defesa, que queria o compartilhamento de provas dos celulares dos alvos da Operação Spoofing que mira as invasões do Telegram de autoridades , informações do site The Intercept teriam mostrado que Lula foi alvo de uma conspiração.