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PESQUISA DIÁRIO

Câmara não passa de regular para 56% dos eleitores

Para especialista que realizou a pesquisa, no geral, a avaliação é negativa


    • São José do Rio Preto
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Para a maioria de eleitores de Rio Preto que fez a avaliação da Câmara em pesquisa do Diário, realizada pelo Instituto PHD, de Campinas, o Legislativo não passa de regular. Foi o que responderam 40% dos entrevistados na pesquisa. Já para 16,8% das pessoas ouvidas, a atuação da Câmara é considerada negativa, sendo que 9,5% consideram "ruim" e outros 7,3% avaliam a Casa como "péssima".

Os percentuais mostram que 56,8% dos moradores ouvidos na pesquisa julgam a atividade da Câmara como "regular", "ruim" ou "péssima".

Já para 20,2% dos eleitores entrevistados, a avaliação da Câmara é positiva. Desse total, 18,7% classificaram a atuação da Câmara como "boa" e 1,5%, como "ótima".

A pesquisa do Diário, realizada pelo Instituto PHD, ouviu 402 eleitores, de todas as faixas etárias, entre os dias 24 e 25 de agosto. A margem de erro é de cinco pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança da pesquisa é de 95%.

Na avaliação do diretor do Instituto PHD, André Pioli, no geral, a avaliação do rio-pretense sobre a Câmara é negativa. Ele afirma que a classificação como regular não pode ser considerada como positiva para a Casa de leis. "Pode-se considerar que quem classifica como regular considera normalmente que está ruim. Eu classificaria como algo pouco mais negativo. A nota está concentrada no regular, precisamos agora acompanhar qual vai ser o movimento de migração, se é para bom ou ruim. Eu classifico essa quantidade de regular como algo negativo", afirmou o diretor do instituto.

A pesquisa do Diário revela ainda que 23% dos eleitores entrevistados, o que representa quase 1/4 do total, não responderam ou não souberam responder sobre a atuação da Câmara de Rio Preto. "Isso mostra que para parcela importante não há comunicação com a Câmara de vereadores. A população não sabe exatamente o que está sendo feito pelos vereadores ao ponto de não conseguir ter uma opinião. É uma parte grave que mostra a pesquisa", afirmou Pioli. As sessões da Câmara são transmitidas ao vivo por canal aberto e, na última semana, o Legislativo abriu licitação para compra de equipamentos para a TV Câmara com custo estimado em quase R$ 1 milhão.

Na divisão da opinião por sexo, o percentual de homens que têm avaliação negativa da Câmara é maior que o total registrado na pesquisa. Para 20,7% dos homens entrevistados, a análise é negativa, sendo que 12,3% classificaram como "ruim" e 8,4% como "péssima". Entre as mulheres, a avaliação negativa ficou em 7,1% que consideram "ruim" e 6,4% consideram "péssima". Para 20,9% dos homens, o quadro geral da Câmara é positivo, com 1,4% que disseram que é "ótimo" e 19,5% avaliaram com "boa". Entre as mulheres, a análise positiva é de 19,7%. Entre os homens, 37% disseram que a Casa é "regular", enquanto essa avaliação é maior entre as mulheres, de 41,9%.

Regiões

A pesquisa do Diário dividiu a cidade em seis regiões, na qual foram entrevistados eleitores e eleitoras de cerca de 30 bairros. O diretor do Instituto PHD chama a atenção dos dados da região 5, que inclui bairros da zona norte, a mais populosa de Rio Preto, como Jardim Vetorasso e Solo Sagrado. "É a região com maior quantidade de pessoas que avaliam como regular (46%). Isso significa que os vereadores devem se concentrar nessa região. Nessa região também acima da média percentual que não sabe avaliar. Os vereadores e Câmara de uma forma geral têm de fazer trabalho mais voltado para essa região", afirmou Pioli, ao analisar a pesquisa.

Já na região 4, que inclui Bela Vista, João Paulo 2º e São Deocleciano, concentra-se maior avaliação negativa, com 21,8% que afirmam ser ruim ou péssima. Na análise positiva da Câmara, o melhor desempenho é na região 1, com bairros como São Francisco, Novo Mundo, Cidade Jardim e Tarraf 2.

A melhor avaliação do desempenho da Câmara de vereadores rio-pretenses é de 26,8% dos eleitores que têm renda mensal entre dois e cinco salários mínimos, que classificaram a Casa como "boa" ou "ótima". Já para o eleitorado que recebe acima de dez salários mínimos, a análise negativa é maior e chega a 26,7%, que classificam como "ruim" ou "péssima". Nesta faixa de renda, 11,9% classificaram a atuação da Câmara como "boa".

Entre mais jovens, de 16 a 14 anos, total de 27,5% respondeu que a atuação da Câmara é "boa". Já 7% disseram ser "ruim". Entre eleitores com mais de 60 anos, 11% avaliaram a Câmara como "péssima". "Esse dado da pesquisa mostra que vereadores devem promover mais ações voltadas a pessoas nessa faixa etária", afirmou o diretor do Instituto PHD, André Pioli. A pesquisa também fez levantamento sobre em quem eleitores que avaliaram a Câmara têm preferência de voto para prefeito no ano que vem (veja quadro acima). (VM)