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ARMADO NO SUPREMO

Caso Janot é inaceitável, diz Aras

OAB pede que o STF submeta todos os MPs do País a detector de metais


    • São José do Rio Preto
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O novo procurador-geral da República, Augusto Aras, classificou em nota como 'inaceitáveis' as atitudes do ex-PGR Rodrigo Janot, que revelou ter ido armado ao Supremo Tribunal Federal (STF) com a intenção de matar a tiros o ministro Gilmar Mendes. Apesar disso, o recém-indicado ao posto máximo do Ministério Público Federal afirmou que o fato não tem o condão de macular a instituição.

"O Ministério Público Federal é uma instituição que está acima dos eventuais desvios praticados por qualquer um de seus ex-integrantes", diz Aras no comunicado. O novo PGR afirma ainda confiar nos colegas, 'homens e mulheres dotados de qualificação técnica e denodo no exercício de sua atividade funcional'.

Segundo Aras, o MPF continuará cumprindo 'com rigor' sua missão. "Os erros de um único ex-procurador não têm o condão de macular o MP e seus membros", afirma a nota.

As declarações do novo ocupante da cadeira que já foi de Janot se somam às críticas feitas até mesmo por ex-auxiliares do antigo PGR. Ex-secretário-geral do MPF na gestão de Janot, o procurador-regional da República Blal Dalloul disse que as declarações do ex-PGR representam "uma das páginas tristes para a história do Ministério Público, e sua revelação nada traz de positivo".

Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil pediu ao Supremo Tribunal Federal que determine às Cortes de todo o país que submetam à inspeção com o uso de detector de metais todos os membros do Ministério Público, da advocacia e da magistratura. A Ação Direta de Inconstitucionalidade é uma reação à declaração do ex-procurador-geral Rodrigo Janot, que afirmou nesta quinta, 26, ter chegado a planejar, em 2017, assassinar a tiros o ministro do Supremo Gilmar Mendes.

Atualmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) proíbe a entrada de pessoas portando qualquer tipo de arma, mas autoridades que ingressam nas instalações do tribunal - como parlamentares, governadores e procuradores-gerais da República - não passam por detectores de metais, já que utilizam um acesso restrito, diferente daquele usado pelo público comum.