Diário da Região

04/09/2019 - 00h30min

R$ 25 MILHÕES EM PROPINA

Casal Garotinho é preso no RJ por desvio

Reprodução/Facebook Imagens de Rosinha e Garotinho em publicação nas redes sociais feita pela deputada e líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann
Imagens de Rosinha e Garotinho em publicação nas redes sociais feita pela deputada e líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann

O Ministério Público no Rio de Janeiro deflagrou nesta terça, 3, a Operação Secretum Domus, e prendeu o casal de ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Matheus. Também foram expedidos mandados contra Sérgio dos Santos Barcelos, Ângelo Alvarenga Cardoso Gomes e Gabriela Trindade Quintanilha.

Os cinco são investigados pelo superfaturamento em contratos celebrados entre a Prefeitura de Campos dos Goytacazes e a construtora Odebrecht, para a construção de casas populares dos programas "Morar Feliz I" e "Morar Feliz II" nos dois mandatos de Rosinha como prefeita.

As ordens de prisão foram expedidas pela 2ª vara de Campos dos Goytacazes, na região norte fluminense, com base nas delações de dois executivos da construtora, Leandro Andrade Azevedo e Benedicto Barbosa da Silva Junior, fechadas no âmbito da Lava Jato.

O Ministério Público identificou o superfaturamento de mais de R$ 62 milhões nos contratos fechados com a Odebrecht. No total, o valor das licitações ultrapassaram R$ 1 bilhão. O prejuízo causado ao município pelo superfaturamento é de ao menos R$ 62 milhões, indica o MP. Conforme a Promotoria, as contratações, além de superfaturadas, foram "pagamento sistemático de quantias ilícitas, em espécie, em favor dos ex-governadores". As investigações identificaram o recebimento de R$ 25 milhões em propinas pagas pela Odebrecht.

Bolinha e pescador

As promotoras do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio (MP-RJ) confirmaram que Anthony Garotinho tinha os apelidos de "bolinho", "bolinha" e "pescador" nas planilhas de propinas da empreiteira Odebrecht.

Essa é a quarta prisão de Garotinho, que foi alvo de preventiva. Em todas as outras ocasiões, conseguiu decisões favoráveis da Justiça e ficou solto.

A Promotoria justificou a preventiva alegando que os réus teriam poder para parar as investigações. "Tendo em vista a peculiaridades das características dos réus, é notório que podem, através de várias ações, fazer alguma ameaça, ainda que psicológica, ou algum manejo com testemunhas que foram arroladas", afirmou a coordenadora do Gaeco, Simone Sibílio.

A defesa de Rosinha e Garotinho afirma que a prisão "é absolutamente ilegal, infundada e se refere a supostos fatos pretéritos". E enfatiza que, "no caso concreto, a prefeitura de Campos pagou apenas pelas casas efetivamente prontas e entregues pela construtora Odebrecht".

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