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RIO PRETO

Justiça barra volta de Dalla Pria

Justiça alega prescrição no pedido de ex-presidente de anular decisão do Conselho Deliberativo que o excluiu do quadro associativo junto da esposa e filhos. Dalla Pria também pedia R$ 75 mil de danos morais


    • São José do Rio Preto
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A tentativa de Vergílio Dalla Pria Neto de voltar ao quadro associativo do Rio Preto junto de seus familiares e de seu ex-tesoureiro foi frustrada pela decisão do juiz Sandro Nogueira de Barros Leite, da 2ª Vara Cível de Rio Preto. O magistrado reconheceu a prescrição do pedido de Dalla Pria, que ingressou com a ação em 28 de janeiro deste ano, para anular os efeitos da decisão do Conselho Deliberativo de 2 de agosto de 2015, além de pedir danos morais de R$ 75 mil.

A decisão do juiz foi baseada no artigo 206 do Código Civil, que prevê a perda da pretensão neste caso em três anos. Dalla Pria ainda foi condenado a pagar os honorários advocatícios de 10% do valor da causa, ou seja, R$ 7,5 mil. "Arcará a parte autora com as custas e despesas processuais, bem como honorários advocatícios, ora fixados em 10% do valor dado à causa, atualizados desde o ajuizamento do feito", diz trecho da sentença.

O advogado de Dalla Pria, Renato Barbosa Pereira, afirmou que irá recorrer da decisão no Tribunal de Justiça. "O mérito não foi analisado. Foi utilizado um artigo que fala sobre balanços de empresas, ali se trata de uma sansão disciplinar", disse Pereira. "Vamos pedir a reforma da decisão no Tribunal e que analise o mérito da exclusão deles. Na defesa eles não apresentaram o processo administrativo, que houve infração do estatuto. Foi arranjada a exclusão deles", emendou.

O médico Vergílio Dalla Pria Neto, 72 anos, presidiu o Rio Preto por 28 anos e acabou sendo afastado pelo Conselho Deliberativo em 2014, sob a alegação de irregularidades administrativas. Em 2015, o órgão optou pela exclusão dele e familiares do quadro associativo. A ação mirava o clube e o presidente do Conselho, Itamar Rubens Malvezzi. Fazem parte da ação Dalla Pria, sua esposa Wayta, que presidiu o clube entre 1988 e 1992, e os filhos Júnior, Kelly, Samantha, Sabrina, Marco Vinícius e Waytinha, além do seu ex-tesoureiro José Rodrigues Negrão.

Na página oficial do clube, no Facebook, o presidente José Eduardo Rodrigues afirmou que a decisão já era esperada e transferiu ao ex-dirigente a culpa por uma série de contas que clube está tendo de responder agora, como na ação movida pelo espólio de Antônio Carlos Caparroz Lopes, que cobra R$ 680 mil do clube, de empréstimos feitos à agremiação na gestão de Dalla Pria. Rodrigues sempre defendeu que os empréstimos eram fictícios, e isso utilizou como motivo da exclusão de Dalla Pria. O ex-presidente não comentou a decisão e as declarações de Rodrigues.