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PROTESTO VERDE

Palmeiras vai à CBF após polêmica

Principal ponto é o gol anulado de Bruno Henrique, por um toque no braço de Willian


    • São José do Rio Preto
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O Palmeiras vai à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para se posicionar oficialmente sobre a arbitragem do empate por 1 a 1 com o Internacional, neste domingo, no Beira-Rio, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Representado pelo presidente Maurício Galiotte, o Palmeiras vai entregar um documento com ponderações sobre algumas situações do jogo - principalmente o gol anulado de Bruno Henrique, por conta de um toque no braço de Willian no início da jogada.

O objetivo é pedir explicações à CBF sobre a utilização do árbitro de vídeo; não há, por exemplo, exigência para o árbitro Bráulio da Silva Machado deixar de apitar jogos do Palmeiras.

Após a partida, Galiotte já havia se posicionado em entrevista na saída do Beira-Rio, pedindo critério igual em todos os jogos e dizendo que "o VAR não tem atuado em jogos do Flamengo", atual líder do Brasileirão.

'Cheirando mal'

Outro que não escondeu sua revolta contra a arbitragem de vídeo é o ex-presidente do Verdão, Paulo Nobre. Ele usou as redes sociais para demonstrar o o seu descontentamento. Em tom irônico, o ex-dirigente criticou a utilização, segundo ele, errada do VAR e lembrou até a decisão do Campeonato Paulista de 2018.

"Revoltante! Parece brincadeira de mau gosto! Sinceramente, achei que esse recurso extracampo, que CLARAMENTE foi usado de maneira ilegal e decidiu a final do Paulistão de 2018, viesse oficialmente para ajudar e dar credibilidade ao futebol! Hoje, percebo que esse VAR cheira mal!", escreveu Nobre no Twitter.

Em outra mensagem, o dirigente continuou seu protesto. "Sendo oficializado o VAR, ao invés de ajudar a dar credibilidade, cria mais dúvida nos torcedores de quase todos os times! Fora o fato da demora que mata a dinâmica do jogo! Lamentável!."

No Paulistão, o lance que até hoje os palmeirenses reclamam envolveu Ralf e Dudu. O árbitro Marcelo Aparecido marcou pênalti do volante sobre o atacante, mas depois mudou a marcação e anulou a penalidade. O jogo não contava com a utilização do VAR e, embora a arbitragem garante que não houve qualquer interferência externa, os dirigentes palmeirenses tentaram de todas as formas a anulação do jogo, sem sucesso. O Corinthians ganhou o jogo por 1 a 0 no tempo normal e ficou com o título ao bater o rival por 4 a 3 nos pênaltis.