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RETRAÇÃO

Indústria regional perde 300 empregos

Na comparação com agosto do ano passado, o resultado atual é pior


    • São José do Rio Preto
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O emprego na indústria na região de Rio Preto fechou negativo em agosto. Pesquisa mensal do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) mostra que, no mês passado, o índice ficou em -0,36%, o que representa a perda de 300 empregos. O resultado é pior que o de julho, quando a região - que compreende 102 municípios - criou 300 vagas.

O resultado do mês foi influenciado pelos desempenhos negativos de três setores: máquinas e equipamentos (-11,63%), seguido por produtos alimentícios (-0,18%) e petróleo e biocombustíveis (-0,99%). Na comparação com agosto do ano passado, o resultado atual é pior, já que naquela ocasião o índice havia sido positivo em 0,53% (500 empregos gerados).

No ano, a região tem um acumulado de -1,55%, o que representa a queda de 1.350 postos de trabalho. Nesta leitura de tempo, o setor de máquinas e equipamentos também está na pior situação, com índice negativo de 42,70%. Nos últimos 12 meses, o acumulado é de -3,10%, representando uma queda de aproximadamente 2.750 postos de trabalho. Máquinas e equipamentos foram os que mais demitiram, com índice negativo de 43,14%.

Rio Preto seguiu no bloco da maior parte das diretorias regionais do Ciesp. Entre as 37 diretorias, 24 (65%) apresentaram resultados negativos, oito ficaram estáveis e cinco apresentaram contratações.

Por regiões, o interior puxou o nível de emprego para baixo, com queda de 0,48%. Já a Grande São Paulo e o ABCD registraram avanço no período, de 0,25% e 0,11%, respectivamente, segundo a pesquisa.

O destaque negativo foi a cidade de Jaú (-3,63%), que fechou 900 vagas, influenciada pelos setores de produtos de metal (-17,65%) e artefatos de couro e calçados (-12,24%). A cidade com maior evolução no emprego industrial foi Diadema (0,91%), com abertura de 350 postos, beneficiada pelos segmentos de veículos automotores e autopeças (4,01%) e produtos têxteis (3,74%).

No Estado, a indústria fechou 5 mil vagas, queda de 0,23% ante julho, com ajuste sazonal. No acumulado do ano, a indústria perdeu 5,5 mil postos. Segundo o vice-presidente da Fiesp/ Ciesp, José Ricardo Roriz, o resultado é convergente com a média para o mês, observada desde 2011, influenciada pelos setores de veículos e couro e calçados.

(Com Agência Estado)

 

O comércio varejista, por sua vez, registrou abertura de vagas no mês de julho, superando quatro meses consecutivos de resultados negativos. Pesquisa do Sindicato do Comércio Varejista de Rio Preto (Sincomercio) em parceria com o Fecomercio, revela um aumento de 49 postos de trabalho, resultado de 1.179 admissões e 1.130 desligamentos.

O desempenho é melhor do que de julho de 2018, quando o saldo foi de 19 postos. Quem mais gerou vagas foi o setor de supermercados, 25, que é o maior empregador da cidade (29.088 vínculos ativos).

Em sete meses, houve a perda de 351 empregos formais na cidade, com destaque para a lojas de vestuário, tecidos e calçados (-280) vagas. Em 12 meses, o varejo local gerou um total de 469 empregos. (LM)