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MAPA DO TURISMO

Guia turístico da União inclui 55 atrativos locais

Região Noroeste paulista está presente no novo mapa brasileiro de turismo, com 55 cidades que encantam pelas águas termais, pelos rios limpos, gastronomia típica e riqueza cultural


    • São José do Rio Preto
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Cinquenta e cinco cidades da região de Rio Preto estão no novo Mapa do Turismo Brasileiro 2019-2021. No Noroeste paulista, é possível conhecer a rota das águas, sabores e saberes, a região das águas sertanejas e ainda se maravilhar com as rotas dos rios Grande e Tietê, que cortam os municípios do interior paulista. No Brasil, entre os pontos turísticos mais conhecidos e os menos populares são 2.694 cidades turísticas divididas em 333 regiões. Regiões e municípios, cujas atividades geram serviço, consumo, renda, empregos e arrecadação. 

Para entrar para o mapa do turismo brasileiro, as cidades precisam seguir uma série de critérios, compromissos e recomendações estabelecidas pelo Ministério do Turismo. A primeira é ter um Conselho Municipal de Turismo (Comtur) estabelecido. Outra obrigação é investir parte do orçamento na área. O MT também exige que haja serviços e atividades registrados no Cadastro dos Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur). Um Termo de Compromisso também deve ser assinado. 

Os municípios entram para o mapa em grupos por meio de regiões turísticas, a que chamamos na reportagem de rotas turísticas. Essas regiões são definidas de acordo com a identidade histórica, cultural, econômica e/ou geográfica em comum entre os municípios. Na região, são sete. "A região Noroeste paulista é muito diversificada em termos de atrativos, sejam naturais, culturais, históricos ou turísticos", afirmou a turismóloga Cristina Prado Rodrigues, secretária de turismo de Olímpia. 

A primeira da lista é Águas, Sabores e Saberes, ao redor de Ibirá. Além das águas terapêuticas e do conjunto hidromineral das termas da cidade, os visitantes podem se refrescar nas prainhas de Sales ou conhecer o Cemitério dos Esquecidos. O fossário está dentro de uma mata onde estão enterrados corpos de índios e brancos que viveram no final do século 19.

Clique na imagem para ampliar  (Foto: Reprodução)

É da região também uma das rotas religiosas do País - Caminhos do São Domingos - na região de Catanduva. As cidades se uniram para mostrar a fé em São Domingos de Gusmão por meio de templos e até do rio que leva o nome do padroeiro. O rio Tietê também é protagonista no interior paulista em duas regiões turísticas. Se o visitante escolher pela rota Coração do Tietê ele pode conhecer as belezas do rio por meio de sete pontos ao redor de Novo Horizonte. 

Se a escolha for pelos caminhos de Tietê Vivo, a opção se amplia para 12 cidades na região de Buritama. Dá para tomar um banho de rio nas prainhas, praticar esportes náuticos e turismo de pesca, pedalar nas trilhas e ainda aproveitar as delícias dos pratos de peixada da gastronomia local. A lista de pontos turísticos para quem gosta de um descanso à beira do rio não para por aí. 

Em Maravilhas do Rio Grande, o turista pode explorar a riqueza do rio Grande ao longo de 14 cidades próximas a Cardoso. Mais próximo do Mato Grosso do Sul está a região turística Entre Rios, às margens do rio Paraná. O destaque é a Estância Turística de Santa Fé do Sul, com turismo ecológico, esportivo, pesca e gastronomia com peixes típicos da região, como a tilápia e o tucunaré. 

Para representar a paixão sertaneja, a região turística Águas Sertanejas reúne outras dez cidades em uma diversidade de roteiros que mistura cultura caipira, águas termais e folclore. Neste grupo Olímpia se destaca também como Estância Turística e Barretos pelo rodeio internacional em touros e cavalos. "A região Noroeste tem rios, lagos, vida rural, proporcionando um maior contato com a natureza, que é o que os turistas das grandes cidades buscam", afirmou. 

O que é o Mapa do Turismo?

  • Instrumento do Ministério do Turismo que auxilia no desenvolvimento de políticas públicas para o turismo. As rotas turísticas são organizadas com os municípios que apresentam características e potencialidades similares e complementares. Ao todo, são 333 regiões turísticas, com 2.694 cidades

Rotas turísticas com cidades da região

  • Águas, Sabores e Saberes: Adolfo, Catiguá, Ibirá e Sales
  • Águas Sertanejas: Barretos, Bebedouro, Colina, Guaíra, Guaraci, Monte Azul Paulista, Olímpia, Pirangi, Tabapuã e Viradouro
  • Caminhos do São Domingos: Catanduva, Santa Adélia e Uchôa
  • Coração do Tietê: Mendonça, Novo Horizonte, Guaiçara, Lins, Pongaí, Promissão e Sabino
  • Entre Rios: Jales, Santa Clara d'Oeste, Santa Fé do Sul e Três Fronteiras
  • Maravilhas do Rio Grande: Cardoso, Fernandópolis, Guarani d'Oeste, Indiaporã, Macedônia, Meridiano, Mira Estrela, Ouroeste, Paulo de Faria, Pedranópolis, Populina, Riolândia, Valentim Gentil e Votuporanga
  • Tietê Vivo: Araçatuba, Barbosa, Birigui, Braúna, Buritama, Gastão Vidigal, Lourdes, Monções, Penápolis, Piacatu, Santo Antônio do Aracanguá e Zacarias

Outras classificações

  • Além do governo federal, o Estado também faz classificação de municípios com potencial turístico. Os títulos garantem às cidades aportes financeiros para incentivar o turismo, desde que respeitadas normas estabelecidas pelo governo
  • Estâncias turísticas da região: Ibirá, Ilha Solteira, Olímpia e Santa Fé do Sul
  • Municípios com Interesse Turístico (MIT) na região: Adolfo, Barretos, Bebedouro, Buritama, Cardoso, Fernandópolis, Icém, Indiaporã, Jales, Mendonça, Mira Estrela, Novo Horizonte, Ouroeste, Paulo de Faria, Palmeira d'Oeste, Riolândia, Sales, Santa Albertina, Sud Mennucci, Três Fronteiras, Ubarana, Uchôa, Valentim Gentil e Votuporanga

Fonte: Ministério do Turismo e Secretaria de Estado de Turismo

A cidade de Rio Preto e outras 12 cidades da região sumiram do mapa do turismo brasileiro. Junto com Américo Brasiliense, Aspásia, Bálsamo, Cajobi, Cedral, Itajobi, Icém, Potirendaba, Suzanápolis, Ubarana e Urupês, o município foi excluído no novo Mapa do Turismo Brasileiro 2019-2021. A adesão a uma região turística depende do município e a chamada é feita a cada dois anos. Sobre os motivos porque Rio Preto não consta mais no mapa, a Prefeitura não informou. 

Para o economista Leonardo Menezes, esse recuo pode ser consequência da crise econômica e de cortes de gastos feitos pelas prefeituras. "Isso fez com que as finanças públicas do município tivessem um arrocho maior, diminuindo ainda mais os investimentos", afirmou. Segundo o economista, as consequências da crise no turismo vão além dos investimentos. "Menos pessoas demandando nossas atrações turísticas". 

Já na outra ponta, as cidades de Barbosa, Macedônia, Mirandópolis, Monte Azul Paulista, Paulo de Faria, Monções e Zacarias foram incluídas no mapa neste ano. As cidades de Cardoso e Três Fronteiras ganharam uma posição nas categorias e Indiaporã perdeu uma posição e passou para a categoria E. Segundo o Ministério do Turismo, a indicação da cidade como município turístico, o agrupamento das cidades em regiões turísticas e a categorização são decisões feitas por políticas de cada estado. (FP)

O Mapa do Turismo Brasileiro classifica os municípios turísticos por categorias em uma escola de A a E. Das sete rotas da região, apenas Olímpia está na categoria B. O restante está em grande parte nas categorias C e D. Segundo a turismóloga da Secretaria Estadual do Turismo, Ana Carolina de Souza, essa classificação não pode ser considerada como ranking. "Elas indicam o nível que o turismo impacta na economia local de cada um dos municípios", afirmou. "Não se avalia potencial turístico, atratividade, potencialidade, qualidade nem demais aspectos de caráter subjetivo", explicou.

Segundo Ana, a categorização é um critério também para administrar a verba pública do turismo, "com objetivo de melhor atender às peculiaridades dos diversos municípios brasileiros", afirmou. (FP)

Com 16.876 leitos espalhados em 22 hotéis, 56 pousadas, dois hotéis fazenda, um flat, um hostel e seis resorts, a Estância Turística de Olímpia gera cerca de 3,5 mil empregos diretos no setor de hospedagem, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego. A partir de pesquisas de taxas de ocupação hoteleira e medição dos ingressos nos parques aquáticos, a cidade recebeu, em 2018, 2.645.603 turistas, entre visitantes nacionais e internacionais. Pessoas que chegam à cidade não só para dormir e usufruir das atrações principais, mas também para comer fora, beber, abastecer os veículos em postos de combustíveis, comprar na farmácia, no supermercado e deixar dinheiro no município. 

Para garantir essa fonte de serviços, consumo, emprego, renda e arrecadação, a cidade oferece turismo em águas termais, parques aquáticos, Festival do Folclore, gastronomia caipira e estrutura adequada para receber visitantes brasileiros e de outros países do mundo. "Temos histórias a serem contadas, um folclore rico e diversificado, modo de vida, a cultura caipira, a arte expressa de uma forma local. É isto o que os turistas buscam hoje, novas experiências, novos saberes, emoções", afirmou.

A resposta disso é mais dinheiro para a cidade - só de impostos federais por meio do setor de hospedagem a cidade fatura R$ 7.017.083, segundo Ministério do Turismo. 

De acordo com a Secretaria Municipal do Turismo, Olímpia também conta com verbas de incentivo ao turismo provenientes do Estado mediante a participação do próprio município na composição do Fundo de Melhoria das Estâncias. Além disso, todos os anos a Estância Turística pode receber R$ 3,5 milhões se apresentar projeto turístico aprovado pelo Conselho de Orientação e Controle do Fundo de Melhoria das Estâncias (COC). "Em setembro de 2019, foi assinado convênio para recurso da ordem de R$ 3,9 mi para a reforma do Recinto do Folclore", afirmou a turismóloga Cristina Prado, que é secretária de turismo da cidade. 

Para o economista Leonardo Menezes, um turismo organizado e estruturado é investimento feito em prol da própria cidade. "Com atividades na área do turismo você tem a possibilidade de aumentar as vendas, comercialização e prestação de serviços. Isso gera receita, tributos e com isso, o ciclo econômico vai esquentar e girar a economia", explicou.

Na análise de Menezes, o turismo na região de Rio Preto como no País como um todo poderia ser melhor explorado. "Não é satisfatório", disse. "Acredito que deveria ter investimento maior e mais integrado. Temos setores sertanejos, alta culinária, de igrejas, parques aquáticos, rodeios, então são cidades que poderiam ter um fundo de investimento regional para atrair turistas".