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PAZ NO TRÂNSITO

Frota de veículos em Rio Preto cresce mais do que população

Desde 2010, a frota rio-pretense de veículos cresceu percentualmente mais do que população


    • São José do Rio Preto
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Rio Preto

Quem passa pelo entrocamento da rodovia Washington Luís com a BR-153 ou pelo cruzamento da rua João Mesquita com a avenida Ernani Pires Domingues no final da tarde já sabe: é preciso ter paciência para enfrentar o trânsito intenso nas duas regiões de Rio Preto. E esses locais não são os únicos onde os condutores rio-pretenses precisam ter dose extra de calma. Pelo menos outras oito regiões da cidade também possuem pontos de congestionamentos nos horários de pico, como mostra o mapa ao lado.

Apontando uma tendência de agravamento dos gargalos se o desenho das vias continuar o mesmo, a frota de carros e motos na cidade não para de crescer. Entre 2010 e 2019 houve um aumento de 123.525 veículos na cidade, crescimento de 45%. Por outro lado, houve aumento modesto de apenas 12,8% da população rio-pretense. Se o panorama de crescimento seguir, conforme levantamento feito pelo Diário em janeiro, a expectativa é que em 2023 Rio Preto tenha mais veículos do que gente.

Se a projeção se confirmar, além do grande tempo de espera no trânsito, o rio-pretense estará ainda mais sujeito a acidentes - e esse é o tema da quinta reportagem da série "Paz no Trânsito".

Entre os corredores mais movimentados da cidade estão os da avenida Alberto Andaló, Domingos Falavina, Brigadeiro Faria Lima, Murchid Homsi, Mirassolândia e Potirendaba. Faça sol ou chuva, diariamente nesses locais há pontos de congestionamento durante os horários de pico - entre 7h e 8h30 e das 17h30 às 19h30.

Clique na imagem para ampliar  (Foto: Reprodução)

Segundo o guarda civil municipal Roger Assis, a corporação ajuda na fiscalização de trânsito da cidade e em situações em que é preciso intervir nas vias. "Por exemplo, se há um acidente no meio de alguma via e atrapalha o trânsito, a GCM entra para ajudar. Onde existe semáforo ou rotatória e o trânsito é intenso, o condutor precisa ter paciência", orienta Assis.

O secretário de trânsito de Rio Preto, Amaury Hernandes, destaca que os principais gargalos estão na região central. Cruzamentos de ferrovias com as ruas General Glicério e Bernardino de Campos, por exemplo, nas proximidades do atual Terminal Rodoviário, têm fluxo intenso de veículos não apenas nos horários de pico, mas durante todo o dia.

Segundo Hernandes, são vários os gargalos no trânsito rio-pretense, como o acesso à rodovia Washington Luís (SP-310) a partir das avenidas Bady Bassitt, Alberto Andaló e Murchid Homsi. "Internamente, as avenidas Fernando Costa e a Juscelino Kubitschek. A avenida Murchid Homsi sentido aos lagos da represa, à tarde, apresenta um trânsito muito intenso", exemplifica o secretário.

As obras atualmente complicam a vida dos motoristas - é difícil chegar a qualquer ponto de Rio Preto sem "esbarrar" em uma delas. Conforme o secretário, elas têm o objetivo de acabar com os congestionamentos. "É um ditado antigo: não tem como você melhorar sem causar um problema em determinado instante. Não conseguimos melhorar o sistema viário sem fazer alterações nele. No momento em que estão sendo feitas, as obras vão causar problemas, mas após a finalização dessas obras vamos ter uma cidade muito melhor", rebate Hernandes.

Para o secretário, assim como são importantes as obras para melhoria do trânsito, também é necessário que o condutor se conscientize sobre o respeito mútuo nas vias, principalmente nas grandes cidades. "O trânsito é feito por todos. O carro tem que respeitar a moto, a moto a bicicleta, e todos respeitar os pedestres. A mobilidade urbana veio para que todos respeitem os usuários da via", reforça Hernandes.

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