Diário da Região

26/09/2019 - 16h15min

BACTÉRIA

Saúde investiga caso de febre maculosa em Rio Preto

Doença é transmitida por bactéria que vive no carrapato-estrela

Guilherme Baffi 25/10/2018 Placas de alerta sobre a febre maculosa foram espalhadas perto da Represa Municipal
Placas de alerta sobre a febre maculosa foram espalhadas perto da Represa Municipal

A Secretaria de Saúde de Rio Preto está investigando uma suspeita de febre maculosa, doença provocada por uma bactéria que vive no carrapato-estrela. Os exames estão sendo feitos pelo Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo. De acordo com o Departamento de Vigilância Epidemiológica, todos os anos são investigados de quatro a dez casos suspeitos, porém todos são descartados.

"No banco de dados não temos casos confirmados da doença. Sendo assim, não temos a transmissão da febre maculosa no município", garante a enfermeira Andreia Negri Reis, gerente do Departamento. "No entanto, sempre que há suspeita os profissionais são orientados a seguir o protocolo do Ministério da Saúde."

O biólogo Luiz Alberto Feboli Filho, da Vigilância Ambiental, orienta as pessoas a evitarem áreas infestadas por carrapatos - não sentar ou deitar onde exista infestação deles ou onde haja animais que possam servir de hospedeiros para os artrópodes, como cavalos e capivaras - assim como o macaco não transmite a febre amarela, os mamíferos não são vetores da febre maculosa, transmitida apenas pelo carrapato.

Ao ir para um local em que possa haver carrapatos o ideal é usar sapato fechado e roupas compridas, que protejam a pele, e aplicar repelente sobre as peças. Ao encontrar um carrapato, não se pode esmagá-lo com as unhas, pois ele pode liberar as bactérias e contaminar as partes lesionadas.

No máximo três horas depois de sair da área de risco, é necessário examinar o corpo à procura de carrapatos.

Em setembro do ano passado a Represa de Rio Preto foi classificada como área de risco para transmissão da febre maculosa depois que exames feitos pela Sucen constataram a presença da bactéria responsável pela doença em parte dos cavalos que viviam no local. De acordo com a Saúde, não houve novos casos de animais infectados e são consideradas as áreas de risco aquelas onde há gramado e hospitais como capivaras e equinos que possam servir de hospedeiros para os carrapatos.

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