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Tensão

PM reforça segurança em escolas

Onda de boatos nas redes sociais provocou pânico em pais de estudantes


    • São José do Rio Preto
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A Polícia Militar divulgou nesta quinta-feira, 19, um comunicado informando que reforçou o patrulhamento nas escolas de Rio Preto e nos entornos e que nenhuma denúncia de ataque às unidades foi confirmada. Rumores de atentados a colégios circularam pelas redes sociais e provocaram pânico em pais de estudantes.

Os rumores começaram depois que um rapaz de 16 anos foi apreendido na segunda-feira, 16, após ter ameaçado realizar um ataque na Escola Estadual Bady Bassitt, onde estuda. Ele teria dito que um ataque ocorreria no dia 20 de setembro. O compartilhamento de áudios e imagens com supostas ameaças também ocorreu depois que um estudante de Direito teria ameaçado cometer um atentado na Unirp. A faculdade reforçou a segurança e o aluno foi localizado pela polícia em um hotel nesta quarta-feira, 18. Ele prestou depoimento e vai responder ao inquérito em liberdade.

O tenente da PM Marcos Celso de Oliveira Sanches reforça que nenhuma das informações disseminadas sobre ataques nesta sexta se mostrou concreta. Segundo o policial, nesta quinta-feira, 19, foram atendidos vários chamados, sobretudo em escolas públicas, sobre supostos ataques. "Está sendo feito patrulhamento nas escolas, foi feito contato com a direção delas até mesmo para deixar funcionários e alunos mais tranquilos", afirma.

Pais ficaram apreensivos com os rumores, com medo de mandar os filhos para a aula nesta sexta-feira. Algumas escolas resolveram adotar medidas de segurança. O Colégio Coopen, por exemplo, emitiu um comunicado aos pais informando que os portões do estacionamento ficarão fechados e só serão abertos dez minutos antes dos horários de saída. As aulas ao ar livre foram suspensas, a entrada de qualquer pessoa que não seja estudante será feita somente pela secretaria e os estudantes que tinham autorização para esperar pelos responsáveis fora da escola deverão permanecer dentro do prédio. Funcionários foram destinados para reforçar a vigilância nos acessos à unidade.

O juiz Evandro Pelarin, da Vara da Infância e Juventude, solicitou que não sejam repassados áudios que possam causar pânico. "Se receber um áudio desses, verifique os veículos locais de imprensa ou ligue para as autoridades, mas não repasse esse tipo de coisa."

Marcos Vinicius Junta Gonçalves, publicitário de 37 anos, é pai de um aluno de 10 anos que estuda no Sesi e irá à escola nesta sexta. "Acredito que quem quer fazer não fica falando. Não concordo com as divulgações de áudio porque isso só gera pânico", defende. Ele afirma ainda que a divulgação dessas informações pode de fato estimular alguma violência e que não acha saudável colocar a criança em pânico. "Se optar por não mandar, que não deixe o filho ficar sabendo que é por isso." Em nota, o Sesi-SP afirmou que as aulas acontecerão normalmente nesta sexta-feira, 20.

A Escola Estadual Professor Justino Jerry Faria cancelou provas que seriam realizadas nesta sexta-feira, 20. A Secretaria de Educação do Estado confirmou o adiamento, mas disse que cada unidade possui seu calendário e que não poderia afirmar que era por causa das supostas ameaças de atentado.

Em nota, a Diretoria Regional de Ensino se colocou à disposição de pais e alunos para esclarecimentos e disse que as aulas acontecerão normalmente nesta sexta-feira e que a comunicação entre a Polícia Militar e o Gabinete Integrado de Segurança da Secretaria de Educação foi reforçada. A Secretaria Municipal de Educação de Rio Preto também informou que as aulas acontecerão normalmente nesta sexta-feira, 20, e que o calendário escolar segue inalterado.

Aluno detido

Nesta quinta-feira, 19, um rapaz de 15 anos, aluno da Escola Estadual Monsenhor Gonçalves, foi levado para a Central de Flagrantes depois de publicar em seu status de WhatsApp um vídeo e uma imagem em que apareciam armas. Conhecidos ficaram preocupados e acionaram a polícia, a quem o estudante afirmou que havia publicado as imagens após ouvir uma canção sobre um massacre escolar ocorrido nos Estados Unidos, sem intenção de realizar qualquer tipo de ameaça. A mãe do rapaz e a diretora da escola também foram ouvidas e ele foi liberado.