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Rio Preto

Rio Preto é 34ª cidade mais funcional do País, diz estudo

No estudo Connected Smart Cities, da Urban Systems, cidade subiu 23 posições em relação a 2018. Lista leva em conta 11 setores divididos em 70 indicadores - saúde é o item do município que mais se destaca

Francela Pinheiro
Publicado em 19/09/2019 às 00:30Atualizado em 28/12/2021 às 00:39
Hospital da Criança: saúde é o item em que Rio Preto mais se destacou no ranking da Connected Smart Cities (Johnny Torres/Arquivo)

Hospital da Criança: saúde é o item em que Rio Preto mais se destacou no ranking da Connected Smart Cities (Johnny Torres/Arquivo)

Rio Preto está mais inteligente e conectada. Da 57ª posição do Ranking Connected Smart Cities, em 2018, a cidade passou para o 34ª lugar em 2019, entre 700 municípios analisados. Feito com o objetivo de mapear as cidades com maior potencial de desenvolvimento no Brasil, o estudo leva em conta indicadores que retratam inteligência, conexão e sustentabilidade. A área da saúde foi a mais bem avaliada. Municípios da região também estão no ranking e a cidade mais inteligente do levantamento foi Campinas.

O ranking foi realizado pela Urban Systems para analisar 70 indicadores dentro de 11 eixos. Para o economista Bruno Sbrogio, o fato de Rio Preto ter ficado entre as 40 melhores significa que o município está no caminho certo. "É uma demonstração que a cidade tem potencial para crescimento, tem uma boa infraestrutura, sem muitos gargalos e cresce sem muitos problemas", analisou.

Na área mais bem avaliada, a saúde, o levantamento levou em conta a quantidade de médicos por habitantes, a cobertura do serviço de saúde da família, os investimentos públicos na área e ainda analisou a mortalidade infantil. Os indicadores colocaram a saúde da cidade como a 44ª melhor do ranking.

Em seguida veio o setor da economia, em 48º lugar. Neste quesito, o ranking se baseou no crescimento do PIB per capita (por habitante), no crescimento das empresas e empregos, na receita produzida no próprio município, na porcentagem de empregos em educação e pesquisa, entre outros indicadores. "Uma cidade do interior sempre se assegurando entre as grandes", afirmou Sbrogio.

A terceira área mais bem avaliada foi tecnologia e inovação - 53ª posição. Neste quesito o município levou em conta a porcentagem da população que tem acesso a banda larga e internet, a quantidade de fibra ótica na cidade, cobertura de 4 e 5G, além da quantidade de empregos formais de nível superior.

O presidente da Empresa Municipal de Processamento de Dados (Empro), João Curado, destaca a instalação de 271 quilômetros de fibra ótica para interligar cerca de 500 prédios públicos municipais. "Interligamos todas as secretarias, ampliamos para 61 serviços on-line, e criamos também o prontuário eletrônico nas UBS(s) e agora estamos levando para as UPA(s)", disse.

Em quarto lugar das melhores áreas rio-pretenses veio empreendedorismo. A cidade ficou na 62ª posição ao ser analisada pela ótica do crescimento das empresas de tecnologia, parques tecnológicos, incubadoras e aumento das microempresas individuais.

Sete posições abaixo - 69º lugar - ficou a área da educação. Neste eixo do estudo foi analisada a taxa de evasão escolar do município, a média de alunos por turma de sala de aula, professores com curso superior, a média do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e a quantidade de vagas em universidades.

Por último Rio Preto conseguiu a 93ª posição em urbanismo. Para fazer esse ranking, o estudo levou em conta a lei de uso e ocupação do solo, plano diretor estratégico, despesas públicas com urbanismo e a porcentagem da população em baixa e média densidade.

Apesar de ter melhorado, Rio Preto ficou duas posições abaixo da melhor colocação já atingida: 32ª, em 2017. Região

Na região, Catanduva e Votuporanga foram destaque nos eixos meio ambiente, educação e economia. Fernandópolis também apareceu na lista nos quesitos meio ambiente, saúde e educação. Já Mirassol e Olímpia estão no ranking pela área da educação.

A quinta edição do ranking Connected Smart Cities trouxe pela primeira vez uma cidade que não é capital de Estado como líder. Campinas, maior cidade do Interior paulista, foi eleita a maior referência na soma de todas as áreas. O município se destacou em tecnologia e educação (1ª colocada), empreendedorismo (2ª), governança (3ª) e mobilidade (4ª).

Cidade vai mal em 4 setores

Apesar do bom desempenho de Rio Preto, o município não pontuou em quatro áreas analisadas pelo Ranking Connected Smart Cities 2019. O município ficou de fora da classificação da mobilidade e acessibilidade, meio ambiente, segurança e governança.

A campeã da mobilidade e acessibilidade foi a capital do Estado. São Paulo foi a que mais pontuou pela diversificação do transporte, ciclovias, porcentagem de veículos que menos poluem e idade média da frota, entre outros.

No quesito meio ambiente, Santos se destacou por indicadores como monitoramento de áreas de risco e serviços de abastecimento e tratamento de água e esgoto. Nesta área, o estudo também levou em conta a porcentagem de resíduos sólidos coletados na cidade e reciclagem.

Nas áreas de segurança e governança, as cidades classificadas como as melhores foram Balneário Camboriú (SC) e Brasília (DF), respectivamente. (FP)

 
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