Filha que matou o pai para roubar TV é condenada a 45 anos de prisão Ícone de fechar Fechar

MIRASSOL

Filha que matou o pai para roubar TV é condenada a 45 anos de prisão

Crime aconteceu em dezembro de 2018, em Mirassol


    • São José do Rio Preto
    • máx 32 min 18
Mirassol

A Justiça de Mirassol condenou a 45 anos de prisão a filha que matou o pai de 63 anos para roubar uma TV de 32 polegadas e trocar o aparelho por drogas. Nayara Nyderia Rocha Alonso foi sentenciada pelo juiz da 2ª Vara da cidade, Senivaldo dos Reis Junior. O crime aconteceu em dezembro de 2018, por volta das 7h da manhã, dentro da “Chácara Vó Ana", em Mirassol, onde o idoso morava. De acordo com o processo, a filha agrediu o idoso e a vítima morreu em decorrência das agressões. 

De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, o crime foi planejado. "(Nayara) se dirigiu para a propriedade onde seu genitor residia, e, na parte dos fundos da casa apanhou uma barra de ferro. Na sequência, ingressou na residência, foi surpreendida por Nelson e desferiu um golpe com a referida barra de ferro na cabeça da vítima", afirma trecho do documento. 

Segundo a denúncia, mesmo depois de ferido, o pai sofreu outros dois golpes. Depois de desfalecido, Nayara saiu da casa com a televisão e, segundo o MP, vendeu o aparelho para comprar drogas. A Justiça também usou de imagens de câmeras de segurança da rua da chácara, as quais mostraram uma mulher entrando e saindo da chácara com uma TV.

Segundo a promotoria, familiares confirmaram que a pessoa era Nayara. O circuito de segurança foi o que levou os policiais a prenderem a ré escondida em uma casa. Ao ser presa ela confessou o crime. O aparelho foi encontrado com uma outra moça e foi recuperado. A mulher afirmou aos policiais militares que tinha comprado a TV por R$ 10.

Segundo a denúncia, a família afirma que no dia do velório Nayara ficou ao redor do caixão "pedindo perdão". Apesar da ré constar como usuária de drogas, a Justiça entendeu que ela estava consciente quando agrediu o pai. "Não ficou devidamente demonstrada a excludente de culpabilidade, visto que a acusada mesmo disse que o efeito da droga já tinha passado", afirma trecho da sentença. 

O juiz ainda destacou a "frieza" da filha. "Anoto que a frieza demonstrada pela acusada espanta qualquer um que lhe tenha escutado em juízo, não mostrando de forma efetiva qualquer tipo de arrependimento pelo ato praticado", escreveu. Com a condenação, Nayara ainda terá que arcar com as custas do processo e multa. Ela continua presa durante o prazo que a defesa dela tem para recorrer da decisão. O MP afirmou que não deve recorrer da decisão.