Presidente arquiva denúncia e oposição tenta anular sessãoÍcone de fechar Fechar
    • São José do Rio Preto
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Com a participação de apenas quatro vereadores em sessão extraordinária, a Câmara de Guapiaçu arquivou denúncia contra o prefeito Carlos Cesar Zaitune (MDB) acusado de cometer infração política administrativa. Votaram contra a abertura de uma Comissão Processante (CP) contra o prefeito os vereadores Leandro Lucas Teixeira (DEM), Luiz Renato Lorenzi (PP) e Fernando Raimundo da Silva (PTB). O presidente do Legislativo, Júnior Pereira Cardoso (PSDB) não votou.

Grupo de quatro vereadores apresentou ofício explicando a ausência na reunião extra pelo curto espaço de tempo para análise do parecer elaborado pela Diretoria Jurídica sobre as acusações contra o prefeito. Alessandro Merighi Gilio (MDB), Cláudio Ventura de Lima (PHS), Eduardo Fernandes Gimenez (MDB) e Vanderlei Aparecido Perozin (PSD) informaram Cardoso que receberam o documento apenas às 11 horas de quarta-feira, 14. Eles alegaram ainda que o Juliano Vetorasso (PTB) está viajando e também não poderia participar. Por conta disso, Ventura afirmou que deve pedir na Justiça a anulação da sessão extraordinária.

Acusado de manobrar em favor do prefeito, o presidente do Legislativo, durante a sessão, afirmou que estava agindo de acordo com o previsto no decreto-lei 201/67 - que estabelece os crimes cometidos pelos prefeitos. Para a abertura de uma Comissão Processante (CP) contra Zaitune seriam necessários seis dos nove votos no plenário.

O parecer foi elaborado com base em representação feita pela técnica em enfermagem Ana Lucia Miranda, que disse ter mantido um relacionamento com prefeito. Ela protocolou na Casa áudios, mensagens e vídeos gravados a partir do WhatsApp. Em vídeos, o prefeito apareceria se masturbando no seu gabinete no prédio do Executivo.

Ventura afirmou que já pediu a ata da sessão extra e outros documentos para entrar na Justiça com mandado de segurança. "Essa sessão deve ser anulada por não atender o que está previsto no regimento interno", afirmou o vereador ao defender que a reunião poderia ser iniciada com, no mínimo, cinco parlamentares no plenário.

O caso também pode ser encaminhado ao Ministério Público. A assessoria do prefeito já afirmou ao Diário que ele não se manifestaria sobre o assunto.