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SEGUNDA FASE

Anel viário avança após entrave de áreas

Prefeitura consegue posse de terrenos na Justiça e licença ambiental


    • São José do Rio Preto
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Quase três meses depois de assinar contrato da segunda fase de obras do anel viário, o prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (MDB), assinou nesta quarta-feira, 14, a ordem de serviço para o início da empreitada. A obra ficará a cargo da empresa Constroeste, que ganhou licitação com proposta de R$ 20,1 milhões. O atraso para início desta fase ocorreu por conta de disputa com proprietários de áreas e a esperada licença ambiental, que é emitida pela Cetesb. O prazo previsto no contrato para conclusão da empreitada é de um ano e seis meses. Edinho pediu ao representante da empresa, Denner Fernandes Beato, que a obra seja concluída antes desse período.

A primeira fase também é realizada pela mesma empresa. Nesta etapa, as obras vão interligar ruas e avenidas nos bairros Conjunto Habitacional São José do Rio Preto, Residencial Santa Ana e Duas Vendas. A empreitada ainda prevê quatro pontos além de viadutos sobre o rio Preto e ainda sobre o córrego Felicidade.

Segundo o prefeito, quando esta etapa for concluída, irá facilitar o acesso à região norte da cidade por trecho da cidade que é "interrompido" por áreas de fundo de vale. O anel viário segue trecho por onde passa o linhão da CPFL. No total, tem 35 quilômetros de extensão, sendo que 13 quilômetros terão obras.

O impasse na segunda fase ocorreu por conta de impasse com donos de áreas, em casos que foram parar na Justiça, além das licenças ambientais. A Justiça concedeu a imissão de posse de áreas ao município para as obras. A Prefeitura por sua vez depositou na Justiça valores apontados em laudo pericial e aguarda o desenrolar do processo.

"Conseguimos a imissão da ponte feita pelo juiz e muitas vezes com autorização do proprietário. Hoje temos essas áreas liberadas. Além disso, todas as licenças ambientais foram concedidas, num longo, demorado, intenso [processo]", afirmou o prefeito nesta quarta. "Vamos viabilizar anel viário, com interligação de bairros, encurtando as distâncias hoje existentes", disse Edinho.

Segundo o secretário de Planejamento, Israel Cestari, a segunda etapa é de menor extensão, com 1,2 quilômetro, mas considerada a mais complexa. "São obras em fundo de vale e o custo dela é maior, com travessias, pontes e viadutos", disse Cestari.

O representante da Constroeste no evento, Denner Fernandes Beato, disse que se trata de trecho complexo. "Essa é a principal fase do anel viário. Vai depender das chuvas. O que pudermos agilizar nesta época de estiagem será feito", afirmou a Edinho com relação ao prazo da obra.

Etapas

Enquanto autoriza as obras da segunda etapa do anel viário, a primeira, que começou em maio, segue nas regiões da avenida Belvedere (perto da rodovia BR-153), e também no Jardim Tarraf, já próximo ao Parque Tecnológico. O contrato dessa obra é de R$ 10 milhões. A terceira fase, que está terminando a licitação e Constroeste também apresentou a menor proposta R$ 9,3 milhões. A última etapa está em fase final de projeto.

A construção do complexo de viadutos na avenida Mirassolândia será concluída antes do prazo previsto em contrato. A obra no valor de R$ 24,8 milhões, foi iniciada em julho do ano passado, com previsão de conclusão no início de 2020.

Segundo a Prefeitura, o complexo vai interligar a rua Capitão Faustino de Almeida com as avenidas Mirassolândia e Domingos Falavina, passando sobre a avenida Ernani Pires Domingues. São seis alças de acesso à região norte.

O procurador da Constroeste, Denner Fernandes Beato, disse nesta quarta, 14, que obra está "praticamente pronta". "A obra do complexo da Mirassolândia será entregue antes do prazo contratado. Quando o projeto é bem elaborado, no momento certo, o resultado é esse. As obras acontecem e, inclusive, podem acabar antes do prazo", afirmou Denner. (VM)