Diário da Região

31/08/2019 - 20h43min

Enrosco Familiar

Bolsonaro diz que Queiroz era nota 10

João Cruz/Agência Brasil O presidente recebe camiseta de presente e cumprimenta populares no Palácio da Alvorada neste sábado, 31
O presidente recebe camiseta de presente e cumprimenta populares no Palácio da Alvorada neste sábado, 31

O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado, 31, que nunca teve problemas com Fabricio Queiroz, ex-assessor de seu filho, Flávio Bolsonaro, quando deputado estadual do Rio de Janeiro. "Queiroz era um cara sem problemas, nota 10, mas não respondo por ele", disse a jornalistas na saída do Palácio do Alvorada.

O presidente lembrou que conhece o ex-assessor desde 1984 e que nunca teve problemas com ele. Ele também negou que tenha feito contato com Queiroz, que estaria fazendo um tratamento contra um câncer. Reportagem da revista "Veja" mostra que ele está morando no bairro do Morumbi, em São Paulo. "Não existe telefonema meu para ele, nada, não sei onde ele está", disse.

Bolsonaro disse ainda que Queiroz já prestou depoimento por escrito e isentou o senador. "Pelo que eu sei, ele já prestou depoimento por escrito e, pelo que fiquei sabendo, eximiu meu filho de culpa", afirmou.

Queiroz prestou depoimento por escrito ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro no fim de fevereiro. Na defesa, ele afirmou que fazia o "gerenciamento financeiro" de valores recebidos pelos demais servidores do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro. O ex-assessor negou que tenha se apropriado desses valores, que, pela sua versão, eram usados posteriormente para ampliar a rede de "colaboradores" que atuavam junto à base eleitoral do parlamentar fluminense.

Queiroz também afirmou à época que, como acreditava estar agindo de forma lícita e dispunha da confiança de Flávio, "nunca reputou necessário expor" ao chefe "a arquitetura interna do mecanismo que criou".

Este foi o único depoimento prestado pelo ex-assessor de Flávio até hoje. Em maio deste ano, a Justiça do Rio autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal do senador e de Queiroz, atendendo a um pedido do Ministério Público Estadual, junto com familiares de ambos e dezenas de outras pessoas que trabalharam com o então deputado estadual.

Depois disso, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli suspendeu, a pedido da defesa de Flávio, todos os processos judiciais que tramitam no País onde houve compartilhamento de dados da Receita Federal, do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e do Banco Central com o Ministério Público sem uma prévia autorização judicial, ou que foram instaurados sem a supervisão da Justiça. Com a determinação do ministro, todos os casos que tratam sobre a controvérsia ficam suspensos até que o STF decida sobre a questão, incluindo o processo contra Flávio. 

 

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