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PRESERVAÇÃO DA AMAZÔNIA

Noruega bloqueia repasse de R$ 133 mi


    • São José do Rio Preto
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O ministro do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Ola Elvestuen, anunciou nesta quinta que o país europeu suspendeu o repasse de 300 milhões de coroas norueguesas, equivalente a R$ 133 milhões, para ações contra o desmatamento no Brasil. Segundo o jornal norueguês Dagens Næringsliv, Ola considera que o País não cumpre o acordo de preservação da Floresta Amazônica.

A Noruega é a principal financiadora do Fundo Amazônia, maior programa de combate ao desmatamento no País.

Questionado a respeito, o ministro brasileiro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse ao Estado que as negociações sobre o destino do fundo ainda estão em andamento e que, por isso, vê como "natural" a decisão de reter repasses à iniciativa. "As tratativas sobre o Fundo Amazônia ainda não foram concluídas, portanto é natural que novas contribuições aguardem esse desfecho."

A decisão da Noruega era esperada. Na semana passada, em tom crítico ainda não visto em público, Salles disse, em audiência pública na Câmara, que a Noruega não tinha moral para falar do desmatamento no Brasil, por causa de suas políticas ambientais.

"A Noruega é o país que explora petróleo no Ártico, eles caçam baleia. E colocam no Brasil essa carga toda, distorcendo a questão ambiental", disse o ministro.

Dois dias após, a Noruega reagiu e emitiu nota para afirmar que "está comprometida a continuar com a gestão responsável, prudente e sustentável dos seus recursos petrolíferos". A indústria petrolífera norueguesa, declarou, "é líder global em padrões de saúde, segurança e proteção ambiental".

Alemanha

Outro país europeu que bloqueou verbas destinadas à preservação da Amazônia foi Alemanha, com o corte de 35 milhões de euros, cerca de R$ 155 milhões. Em entrevista publicada no sábado, 10, pelo jornal Tagesspiegel, a ministra do Meio Ambiente, Svenja Schulze, afirmou que a política do governo brasileiro na Amazônia "levanta dúvidas se uma redução consistente das taxas de desmatamento ainda está sendo perseguida".

Na quarta-feira, 14, Bolsonaro rebateu o governo alemão e disse que a chanceler Angela Merkel deve "pegar a grana" bloqueada para preservação ambiental e reflorestar a Alemanha.