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Italiano é barrado na volta ao Rubro

Conselho não se manifesta, mas busca recurso para manter afastamento


    • São José do Rio Preto
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O presidente do América, Luiz Donizete Prieto, o Italiano, foi barrado em sua volta ao clube na tarde desta segunda-feira, 19, por não apresentar documentação com a decisão liminar do juiz Marco Aurélio Gonçalves. Assim não teve de volta as chaves da sede. Na sexta-feira, 16, o dirigente foi reconduzido ao cargo pelo magistrado após liminar favorável à sua volta e que anulou a decisão do Conselho Deliberativo pelo seu afastamento, em 4 de julho.

Sem as chaves do clube, Italiano disse que nesta terça-feira, 20, vai voltar ao cargo de qualquer jeito. "Não precisa de oficial de Justiça, a decisão é clara. Amanhã [hoje] de manhã pego as chaves, senão mando um chaveiro abrir", disse Italiano.

Procurado para comentar a volta de Italiano ao cargo, o presidente do Conselho Deliberativo, Pedro Batista, não atendeu às ligações da reportagem.

Italiano voltou contrariando algumas decisões tomadas pela gestora que ficou no cargo durante seu afastamento, sob presidência de Elyseu Sicolli, ao garantir que o clube não disputará a Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2020. A parceira Faupro Import, comandada por Fausto Gonçalves e Paulo Rogério, preparava atletas para disputar a competição e pleiteava ser uma das sedes da Copinha. "Este ano não tem torneio mais. Mas ano que vem não vamos disputar a Copinha. Vou reformar o alojamento e voltar a reformar o estádio", disse Italiano. "Vamos publicar o edital para transformar o clube em Sociedade Anônima ainda esta semana."

Italiano foi afastado da presidência do América por 60 dias em 4 de julho, para que uma comissão de sindicância apurasse possíveis irregularidades em sua administração. O cartola entrou com pedido de liminar no dia 22 de julho para voltar ao cargo e, na última sexta, 42 dias depois, teve decisão a seu favor para voltar.

Em decisão liminar do juiz Marco Aurélio Gonçalves, da 1ª Vara Cível de Rio Preto, afirmou-se que não ficou demonstrado no processo de afastamento o cumprimento do artigo 38 do estatuto do clube, em relação à convocação dos conselheiros, assim como não ficou claro se durante a reunião do Conselho houve votação para o afastamento de Italiano.

Na sexta, o advogado do grupo que estava na direção do Rubro, Renato Custódio, disse que entraria com mandado de segurança de forma urgente e um pedido de reconsideração da liminar para tentar anular a decisão. Nesta segunda, ele não atendeu as ligações da reportagem.