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VÍRUS

Saúde confirma mais três casos de sarampo

Pacientes são duas crianças de 1 ano e um adolescente


    • São José do Rio Preto
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Foram confirmados na tarde desta terça-feira, 23, mais três casos de sarampo em Rio Preto, totalizando 16. De acordo com a Secretaria de Saúde, os pacientes são duas crianças de 1 ano, ambas com uma dose da vacina, e um adolescente com duas doses da vacina.

Para frear a doença, que está avançando pelo país, fazendo vítimas principalmente no Estado de São Paulo, o Ministério da Saúde anunciou nesta semana que bebês a partir do sexto mês de vida serão vacinados com uma "dose zero" - as doses do calendário nacional de imunização deverão ser administradas normalmente no 12º e no 15º meses de vida.

Na região casos confirmados nos municípios de Catanduva (1), Fernandópolis (32), Jales (1), José Bonifácio (1), Olímpia (1) e Votuporanga (2). Nenhum óbito foi registrado. Há pelo menos 73 casos em investigação nas cidades de Rio Preto, Bady Bassitt, Catanduva, Fernandópolis e Votuporanga. As secretarias municipais têm feito o bloqueio vacinal das pessoas que tiveram contato com os pacientes com suspeita ou contaminação confirmada. Os exames são realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, e pela Fundação Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro.

Como a dose não é indicada para menores de seis meses, é importante que todos ao redor do bebê estejam imunizados. A criança pequena recebe anticorpos por meio do leite materno, por isso é recomendado o aleitamento. Transmitido por vias respiratórias - por fala, tosse ou espirro -, o sarampo é ainda mais contagioso que a gripe. Segundo Andreia Negri Reis, enfermeira gerente do Departamento de Vigilância Epidemiológica de Rio Preto, o vírus fica por até uma hora suspenso no ar. O período de transmissão também é alto: a pessoa infectada pode passar a doença por dez dias, seis deles antes de apresentar o principal sintoma do sarampo, que são manchas vermelhas pelo corpo.

Quem tem até 29 anos só estará protegido se tiver duas doses da vacina contra a doença; dos 30 aos 59 anos uma dose é suficiente e idosos não precisam ser imunizados, pois possivelmente tiveram contato com o vírus quando ele circulou anteriormente. Mesmo que a proteção contra o vírus não seja completa, a imunização previne que a doença evolua de forma grave.