Júri reduz pena de dupla que matou homem queimadoÍcone de fechar Fechar

Homicídio

Júri reduz pena de dupla que matou homem queimado

Dupla colocou fogo em carro com a vítima trancada no porta-malas


    • São José do Rio Preto
    • máx 32 min 18

O Tribunal de Júri de Rio Preto diminuiu as condenações dos dois rapazes acusados de matar o funcionário da Prefeitura de Guapiaçu Silvio Camargo Júnior, assassinado aos 36 anos em 2016. O tempo de reclusão de Reniqui Osório de Oliveira caiu de 26 para 19 anos e o de Héctor Maik da Silva caiu de 22 para nove.

Os dois rapazes já tinham sido condenados em julgamento realizado em novembro de 2017, mas os advogados de defesa dos réus recorreram da sentença, o que provocou este novo Tribunal do Júri.

Silvio, Reniqui e Hector já se conheciam e se encontraram em uma festa em Guapiaçu. No final do evento, como morava na mesma rua da vítima, Hector teria pedido carona para sua casa e Reniqui pediu para ir junto. No meio do trajeto, os rapazes teriam dominado Silvio, que até tentou fugir, mas foi jogado no porta-mala do próprio carro, um Corsa preto.

Durante a fuga, eles teriam perdido o controle da direção e caíram com o carro em uma vala. Como não conseguiram sair do local, os rapazes teriam ateado fogo ao veículo, segundo a versão da Polícia Militar. O veículo foi incendiado próximo à Represa do bairro São José, em Guapiaçu.

Durante o novo julgamento, os advogados de defesa, Rogério Repiso Campanholo e Wagner Domingos Camilo, usaram três argumentos para pedir a redução de pena dos réus: que eles estavam embriagados, que Silvio teria assediado sexualmente um deles, e que o carro teria caído acidentalmente na vala e pegado fogo sozinho.

O promotor de Justiça Marco Antonio Lelis de Oliveira apresentou o vídeo da câmera de monitoramento que mostra os rapazes em fuga do carro incendiado, além dos depoimentos com as confissões dos acusados.

Inconformado com a redução da pena, Lelis pretende entrar nos próximos dias com recurso contra a decisão. "Não acho adequado alegar que Hector não sabia o que fazia por efeito do álcool. Não era uma criança que bebida pela primeira vez. O importante é que foi mantida a tipificação do crime, homicídio doloso qualificado", diz o promotor.

Os dois rapazes, que já estão presos no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Rio Preto desde a época do crime, foram devolvidos ao sistema prisional, que vai determinar onde eles irão cumprir a pena.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos réus no início da noite desta quinta-feira, 15.