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Inquérito policial

Casa de repouso é suspeita de maus-tratos


    • São José do Rio Preto
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A delegada da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) Margareth Franco abriu inquérito policial para investigar um casal suspeito de maus-tratos e apropriação de aposentadoria de idosos internados em uma casa de repouso na Estância São Pedro, zona norte de Rio Preto.

A DDM foi informada da precária situação dos idosos por meio de uma denúncia anônima, formalizada no dia 26 de julho deste ano.

O denunciante diz que a casa é usada como centro clandestino para idosos, que funciona em uma chácara cercada de muros e mantida sempre com portão trancado para impedir que saiam.

Também é apontado como irregular o fato de proprietários do local não terem formação para cuidados físicos e de saúde dos idosos. "Abrimos inquérito para apurar dois crimes: de maus-tratos contra idosos e de apropriação indébita das aposentadorias. Também solicitamos à Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Rio Preto que envie técnicos até o local para verificar as condições da clínica e de saúde dos idosos", diz a delegada.

Investigadores da DDM estiveram no imóvel e encontraram cinco idosos que eram alimentados com comida gelada, dormiam em quartos sem iluminação, em condições precárias, e alguns até tinham de ficar deitados no chão.

Sobre a apropriação indébita, o casal é suspeito de ficar com as aposentadorias dos idosos. Em um dos casos, por meio de uma procuração, o casal teria até vendido o imóvel de um idoso doente, no valor de R$ 300 mil. Eles teriam usado o dinheiro para comprar uma casa no bairro Solo Sagrado e mais dois imóveis em Adolfo.

O inquérito também será encaminhado para o Ministério Público de Rio Preto. O promotor de Justiça Sérgio Clementino, que já investiga o funcionamento clandestino de asilos e clínicas de repouso, disse que não tinha recebido qualquer denúncia contra esta clínica. Ele afirma que vai aguardar ser comunicado pela DDM para estudar o caso.

A Prefeitura informou que não foi encontrado cadastro da clínica no banco de dados da Prefeitura e irá enviar técnicos até o local para verificar se tem alvará de funcionamento, se está dentro dos padrões de higiene e qual o estado de saúde do idosos. Caso os idosos sejam encontrados em situação precária, a Prefeitura vai contactar os familiares para que as pessoas sejam retiradas do local. O caso será acompanhado também pelo Conselho dos Idosos.

A reportagem não conseguiu contato com o casal proprietário do local.