Diário da Região

01/07/2019 - 10h03min

NOVOS PROJETO

Rodrigo Lombardi na televisão e no cinema

Na Globo, ator participa da série 'Carcereiro'. No cinema, ele estrela o filme 'O Olho e a Faca', de Paulo Sacramento

TV Globo/Divulgação Ator Rodrigo Lombardi está na série 'Carcereiros', da TV Globo
Ator Rodrigo Lombardi está na série 'Carcereiros', da TV Globo

Rodrigo Lombardi acaba de chegar de uma temporada em Londres. Como possui uma rede de intercâmbio educacional - uma nova forma de aprender línguas -, foi pesquisar escolas e métodos para agregar ao rol de suas ofertas. Aproveitou para fazer o que gosta. Viu teatro. Um Harold Pinter ("Betrayal") com Tom Hiddleston, uma nova montagem de "A Morte do Caixeiro Viajante" no Young Vic, com Wendell Pierce como Willy Loman. Rodrigo esteve à frente de outra elogiada montagem de Arthur Miller, no ano passado - "Um Panorama Visto da Ponte". "Achei excepcional. Embora não seja a mesma peça, é muito interessante, e estimulante, ver como a gente está na mesma vibe, e o que eles valorizam, o texto, o equilíbrio entre a palavra e a fisicalidade do ator, também nos move."

Voltou cheio de ideias - novas montagens, quem sabe até a direção, que lhe atrai cada vez mais, mas isso é assunto para daqui a pouco. Deixando um pouco o teatro de lado, Rodrigo está na TV e nos cinemas com trabalhos importantes. Na Globo - aberta -, você segue os capítulos de "Carcereiros". Na Globoplay, pode antecipar os capítulos que faltam. A semana passada foi decisiva.

"Adriano, meu personagem, teve de fazer uma escolha forte. Sua ligação com Érika (Letícia Sabatella) foi muito longe e ela ameaçou a mulher grávida dele. Foi morta por um sniper. Essa trama acabou, mas a série segue o Adriano enrolado nas questões profissionais e afetivas."

A violência do sistema prisional brasileiro volta e meia explode no noticiário. "É uma realidade muito tensa. Muito explosiva e violenta. E ele está sempre à mercê de suas emoções, numa função que exige muito autocontrole e determinação." Rodrigo anuncia - "Fizemos um filme, um spin-off. A mesma equipe. (José Eduardo) Belmonte na direção, Marçal Aquino, Fernando Bonassi e Dennison Ramalho como roteiristas. Deve estrear até o fim do ano, embora esse mercado seja complicado. Acho que vai ser bom. Passa-se numa única noite de motim e violência. E o Adriano, como sempre, é colocado à prova." Por mais que Rodrigo Lombardi diga que o teatro é sua casa, é um ator que se deu muito bem no audiovisual.

Além de "Carcereiros", está em "O Olho e a Faca", de Paulo Sacramento, que estreou na quinta, 27. A vida numa estação de petróleo em alto-mar. Roberto, o personagem de Rodrigo, passa longos períodos afastado da família. Na estação, termina promovido num processo que prejudica outro funcionário mais indicado para o cargo. Como se filma essa história? No mar, há sempre o balanço da água, mas a vida de Roberto parece oscilar mesmo é na terra firme, não tão firme assim. Está em crise com a mulher, tem uma amante, o filho é um rebelde sem causa, ou com, considerando-se essa história familiar.

Sacramento, ex-montador, conta sua história com rigor absoluto. Especialistas reconhecem que é difícil filmar no mar. Há sempre esse balanço das ondas. Sacramento filma com rigor, monta com mais rigor ainda. Um filme perfeccionista, senão perfeito. O mundo de Roberto está implodindo, mas nada treme. Imagem, ângulo, corte. E na terra, que deveria ser firme, tudo implode.

A desestabilização desse mundo vem por meio de um signo, o corvo. "Gostei muito dessa maneira de filmar. É como se Roberto reprimisse a emoção, e fosse reduzido só à fisicalidade." É um homem sob pressão, reage às teclas que são acionadas. Ao agir assim, pode errar muito. Onde fica o instinto nesse mundo de emoção controlada, senão esvaziada? A cena de sexo com Débora Nascimento é das mais intensas da história do cinema brasileiro. Alguns críticos estão dizendo que é gratuita, mas não - é visceral.

"O Olho e a Faca" não se assemelha a nada que o cinema nacional tenha apresentado recentemente. É um óvni. Tem um antecedente (leia crítica), mas é um biscoito tão fino que só cinéfilos de carteirinha hão de se lembrar. Difere bastante da série da Globo com Cauã Reymond - "Ilha de Ferro". Rodrigo admite que é muito curioso pela técnica. "Quero saber tudo. A lente, a luz, o ângulo da câmera." Quer dirigir, "mas vou começar pelo que mais sei, o teatro." Está aprendendo - como Adriano, como Roberto.

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