SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUINTA-FEIRA, 16 DE SETEMBRO DE 2021
LANÇAMENTO

Mariana Kupfer lança livro sobre maternidade em Rio Preto

Apresentadora Mariana Kupfer lança livro em Rio Preto onde narra a experiência da maternidade independente como escolha

Felipe NunesPublicado em 23/07/2019 às 00:30Atualizado há 09/06/2021 às 03:35
Apresentadora Mariana Kupfer, com a filha Victória, de 9 anos (Reprodução/Facebook)

Apresentadora Mariana Kupfer, com a filha Victória, de 9 anos (Reprodução/Facebook)

"Já se imaginou aos 34 anos em um consultório de reprodução assistida falando com um médico sobre importação de sêmen?". É com esse questionamento que a apresentadora Mariana Kupfer inicia seu livro "Eu, mãe e pai - a maternidade independente como escolha", publicado neste ano, pela editora Manole.

O livro, que conta os desafios de como ser uma mãe-solo, será lançado nesta quarta-feira, 24, em frente à Livraria Cultura, no Shopping Iguatemi, em Rio Preto. O evento, marcado para as 19 horas, é aberto ao público e contará com um bate-papo, seguido de uma sessão de autógrafos. Acompanhada da escritora, estará a pequena Victória, de 9 anos, filha de Mariana.

De acordo com a autora, a ideia de narrar sua própria experiência em um livro surgiu depois de perceber um grande número de mulheres interessadas em serem mães de maneira independente. "Há quatro anos apresento o programa "Amar na Maternidade", com relatos reais. E passei a ter muito contato com histórias de superação, de luta, de doença e de amor", conta. Após ter acesso a esses relatos, Mariana lembra que passou a se envolver e acompanhar as histórias.

Mas foi depois de participar do programa Conversa com Bial, em agosto de 2018, que ela percebeu o grande número de pessoas interessadas no assunto. "Muitas mulheres começaram a me escrever do Brasil todo. Eu consegui atender todas as pessoas, mas vi que tinha a demanda para um material bem mais vasto", conta.

No livro, Mariana narra como teve a decisão de se tornar mãe aos 34 anos, em 2009. Sem um companheiro, ela passou por um procedimento de inseminação artificial depois de escolher um doador em um banco de sêmen norte-americano. Em maio de 2010 nasceu a pequena Victória.

Mariana lembra que escreveu o livro com o objetivo de contar a história da filha e inspirar outras mulheres a seguirem seus sonhos como mães. Além da autobiografia, o livro também possui participação de diversos especialistas que colaboraram de maneira técnica. "Além do livro revisitar minha história com a Victória, virou um manual bem atual para a mulher que quer fazer inseminação artificial. Muita gente não sabe nem por onde começar e estão bem distantes da área médica. Esse é um serviço que estamos oferecendo para os leitores", destaca.

"Eu, mãe e pai" também apresenta histórias de superação de outras famílias formadas por meio de adoção ou de inseminação artificial. Uma das ideias defendidas pela autora é de que a vontade se tornar mãe ou pai, não depende de ter um parceiro ou parceria, independente do sexo. "Precisa só ter amor, vontade de ser mãe e muita disposição", diz.

Mariana adianta que quem participar do bate-papo terá a oportunidade de tirar muitas dúvidas e se emocionar com os relatos de histórias de várias famílias. "A maternidade é um tema muito amoroso, tem bastante troca com o público, estou bem animada", finaliza.Serviço Talk com Mariana Kupfer e noite de autógrafos. Quarta-feira, 24 de julho, às 19 horas, no Shopping Iguatemi, em frente à Livraria Leitura. Aberto ao público

Cresce importação de sêmen no Brasil

Em 2017, o número de importações de sêmen bateu recorde no Brasil, apontou a Anvisa. Divulgado no ano passado, o 2º Relatório de Dados Importação de Células e Tecidos Germinativos para Uso em Reprodução Humana Assistida apontou que o Brasil importou 860 amostras de sêmen de bancos norte-americanos. O número representa um crescimento de 97% em relação ao número de amostras solicitadas no ano anterior, 2016, quando foram registradas 436 importações.

Ainda de acordo com o relatório, 38% dos pedidos de importação feitos em 2018 foram de mulheres solteiras. Outros 42% partiram de casais heterossexuais e 20% de casais homoafetivos de mulheres.

Apesar de ser um procedimento mais caro do que optar por um banco de sêmen nacional, a Anvisa destacou alguns fatores que influenciaram para o aumento das importações nos últimos anos. Entre eles está a disponibilidade de acesso às características físicas, intelectuais e psicológicas dos doadores. Os bancos internacionais também possuem maior disponibilidade de amostras com diversidade de testes genéticos realizados, uma maior disponibilidade de informações sobre a família do doador, inclusive com relatos de doenças pré-existentes. Além disso, como no Brasil, existem poucos bancos de sêmen, por isso, os interessados possuem maior dificuldade de encontrar amostras com as características pretendidas.

 
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