Diário da Região

30/06/2019 - 00h30min

SEGURANÇA

Com ou sem multa, é melhor usar a cadeirinha

Enquanto se discute punição para quem transporta crianças fora da cadeirinha, especialistas alertam: independentemente da lei, vale a pena usar o dispositivo de segurança

Mara Sousa 19/6/2019 Gabriela não abre mão de usar a cadeirinha na hora de transportar a pequena Maria Julia
Gabriela não abre mão de usar a cadeirinha na hora de transportar a pequena Maria Julia

Em vigor desde 2008, a Resolução 277 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) ficou popularmente conhecida como "Lei da Cadeirinha". O motorista que descumpre a lei é autuado, recebe sete pontos na carteira e multa no valor de R$ 293,47. Mas a punição pode cair, caso seja aprovado um projeto de lei que prevê o fim da multa para motoristas que transportarem crianças de até sete anos e meio fora da cadeirinha. A proposta prevê que os condutores sejam notificados apenas com uma advertência por escrito.

Independentemente da multa, porém, especialistas recomendam que os pais continuem utilizando o dispositivo para proteger as crianças em casos de acidentes. Segundo dados analisados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), desde que a cadeirinha passou a ser obrigatória, o número de crianças de até nove anos internadas em estado grave após se envolverem em acidentes de automóveis caiu um terço. No mesmo período, houve queda de quase 20% na quantidade de vítimas fatais nesta faixa etária.

Só na região de Rio Preto, desde 2008, 831 crianças de zero a nove anos foram internadas em decorrência de acidentes de transporte, segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS). No mesmo período, a região registrou 226 mortes nessa faixa etária, segundo o Painel de Monitoramento de Mortalidade Infantil e Fetal do Ministério da Saúde. No ano passado, foram 60 internações e quatro mortes.

Os números de óbitos na região, porém, caíram nos últimos anos. Em 2008, foram registradas 30 mortes de crianças de zero a nove anos em acidentes de transporte. Dez anos depois, em 2017, esse número caiu para 11 mortes, uma redução de 63,3%.

Mário Martins Almeida, instrutor de trânsito do Sest/Senat, usa o exemplo de um carro a 80 quilômetros por hora. Se houver uma freada brusca e a criança estiver solta no banco traseiro, ela será arremessada nessa mesma velocidade para fora do veículo, o que pode provocar sérios ferimentos. "Independentemente de legislação, a gente tem que se preocupar com a segurança dos filhos", afirma.

A arquiteta Gabriela Villas Boas concorda. Mãe da pequena Maria Julia, de quatro anos, ela não abre mão do uso da cadeirinha. E não é por medo de tomar multa, mas para garantir a segurança da filha. "Em se tratando de uma criança, a segurança deve ser redobrada. Mas sabemos que nem sempre as pessoas pensam dessa forma e que muitos só cumprem seus deveres no trânsito por conta da exigência das leis", acrescenta.

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(Colaboraram Breno Maniezo e Larissa Senigali)

Regras de uso da cadeirinha

Até 1 ano

Deve-se usar o bebê conforto, um assento com base removível e que fica encaixado no veículo, deve ser colocado no banco traseiro e virado de costas para o motorista.

Entre 1 e 4 anos

Para crianças nesta faixa etária, deve-se usar a cadeirinha, um dispositivo que geralmente não tem base de fixação no carro, e deve ser colocado na posição central do banco traseiro e no sentido do motorista.

Entre 4 anos e 7 anos e meio

Deve-se usar o assento de elevação, um dispositivo que permite a criança de atingir a altura do cinto de segurança e possa usá-lo de forma adequada. O assento deve ser colocado no banco traseiro, virado de frente para o motorista.

Entre 7 anos e meio e 10 anos

Essas crianças não têm mais um dispositivo obrigatório. Elas devem estar no banco traseiro e com o cinto de segurança de três pontos. Caso não tenha altura suficiente para o uso do cinto, deve-se usar o assento de elevação.

Acima de 10 anos

Após os dez anos, as crianças já podem andar no banco do passageiro, sempre com o cinto de segurança.

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