Diário da Região

30/06/2019 - 00h30min

LIMITES

Levar trabalho para casa pode se tornar um hábito nocivo

Viver sem se desconectar do trabalho pode até impactar a produtividade do funcionário na empresa. Especialistas recomendam bom senso para atender a demandas fora de hora e organização para manter as obrigações apenas no ambiente profissional

Johnny Torres 28/6/2019 Ivone, que é especialista em RH, diz que excessos refletem na qualidade dos trabalhos
Ivone, que é especialista em RH, diz que excessos refletem na qualidade dos trabalhos

Vivendo em um ritmo acelerado – muitas vezes frenético – de atividades no trabalho, às vezes fica difícil se distanciar das funções em momentos de descanso ou lazer. As próprias ambições profissionais podem levar o trabalhador a deixar de lado o equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal. E isso pode ser um comportamento nocivo tanto para as relações interpessoais quanto para o desempenho na carreira.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos apontou que os brasileiros estão entre os que mais misturam a vida pessoal e a profissional, comportamento conhecido como "blurring". O estudo mostrou que 74% dos brasileiros carregam seus computadores, smartphones e tablets durante as férias ou fins de semana para cumprir expedientes e atividades, o que, consequentemente, gera estresse e desconforto, uma vez que não há um equilíbrio.

Uma outra pesquisa, esta realizada por uma empresa especializada em viagens de negócios do grupo hoteleiro Accor, mostra que 83% dos brasileiros acham que o "blurring" facilita a vida profissional. Mas não é bem assim. Profissionais que se mantêm conectados ao trabalho 24 horas por dia, sete dias por semana, sem o devido tempo para descanso, podem ter impactos negativos em sua produtividade na empresa, segundo a analista de recursos humanos Ivone Mariz Ibiapina, da Kodilar. "Muitas vezes, os sinais estão visíveis, principalmente no bem-estar e na produtividade dos colaboradores, o que se reflete na redução da velocidade e da qualidade dos trabalhos", explica.

O ideal, portanto, é contar com o bom senso para evitar essa conexão excessiva com o trabalho, sem se indispor com seus superiores quando há uma demanda fora de hora. Para a psicóloga clínica e organizacional Luma de Castro Morante, é fundamental saber distinguir quando é um caso de urgência e quando é algo que pode ser resolvido no dia seguinte. "O mais importante é observar com qual frequência são recebidos e-mails, ligações e mensagens fora do horário de trabalho. Se isso acontece frequentemente, é preciso limitar essa relação abusiva entre empregador e empregado", ressalta.

O advogado Alisson Deniran Oliveira acrescenta que, resguardando algumas situações, não existe lei que force o trabalhador a efetuar horas extraordinárias e o empregador também não pode obrigar o empregado a manter-se conectado após sua jornada de trabalho. "De uma forma amigável, o empregado deve informar que não se reportará às questões do trabalho fora de seu horário de intervalo ou descanso", diz.

A psicóloga destaca ainda que o ideal é elaborar uma organização no dia a dia para exercer as atividades dentro do horário de trabalho, estabelecendo um cronograma com atividades profissionais e prioridades e seguindo-o com disciplina. "Isso faz toda a diferença no aumento da produtividade e não será necessário tempo extra para concluir as atividades, nem levar trabalho para casa, ganhando mais tempo para se dedicar a si mesmo, à família e à vida social", finaliza.

Dicas para equilibrar o trabalho e a vida pessoal

1- Tenha planejamento e disciplina

2- Domine seu tempo e seu espaço

3- Restrinja seu acesso a e-mails e mensagens de texto fora do ambiente de trabalho

4- Deixe os assuntos de trabalho no trabalho

5- Descanse e se desconecte ao fim do expediente

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(Colaborou Alana Gabriela)

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