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Os brinquedos estão de volta aos cinemas com Toy Story 4

'Toy Story 4' chega aos cinemas nesta quinta-feira, 20, apostando na fórmula consagrada da Pixar que investe em temas, narrativas e personagens que vão muito além do entretenimento fácil para crianças


    • São José do Rio Preto
    • máx 32 min 18

Parece que foi ontem, mas já faz 24 anos que a Pixar fez sua estreia nos cinemas com a primeira animação totalmente feita por computação gráfica e revolucionou o gênero. A revolução não foi, entretanto, apenas visual. O estúdio, que começou como uma divisão da Lucasfilm, de George Lucas ("Star Wars"), trouxe para o mundo um novo olhar sobre o que era fazer animação, com temas, narrativas e personagens que iam muito além do entretenimento fácil para crianças.

E tudo isso começou com um grupo de brinquedos que ganhava vida sempre que não havia um humano por perto. "Toy Story", lançado em 1995, contava a história de um cowboy de brinquedo, Woody, que traça um plano para tentar se livrar da mais recente adição à coleção de seu dono, o brinquedo do momento, o astronauta Buzz Lightyear. No entanto, quando eles acabam separados de Andy, a inimizade se torna uma parceria para que consigam voltar para casa.

Era, sim, uma aventura colorida e cheia de humor para os pequenos, mas também era uma história repleta de nuances sobre a construção de relacionamentos e a adaptação ao novo, o que permitia que o público adulto se sentisse inserido e envolvido da mesma forma que as crianças.

"Toy Story" também foi o primeiro filme da Pixar a ganhar uma continuação. "Toy Story 2" chegou aos cinemas em 1999 depois de quase ser lançado diretamente para o mercado de "home video", algo que era bastante comum entre as sequências das animações da Disney, que, na época, atuava como distribuidora dos longas do estúdio. O sucesso entre os críticos se repetiu e o público compareceu em peso, fazendo a bilheteria crescer na comparação com o primeiro.

Um terceiro filme parecia aposta certa, mas dessa vez demorou um pouco mais que o esperado, principalmente por conta de disputas de bastidores que só se acalmaram quando a Disney comprou a Pixar em 2006. Assim, "Toy Story 3" chegou aos cinemas 11 anos depois do segundo longa. Nele, Andy cresceu, foi para a faculdade, e acabou doando seus brinquedos para uma garota da vizinhança, Bonnie.

O filme, que mais uma vez foi um sucesso de público e de crítica, soava como uma evolução natural da história, uma produção que cresceu junto com seu público. E, como sempre, "Toy Story 3" mesclava perfeitamente o infantil e o adulto, com a diferença de, desta vez, contar com um tom melancólico e uma abordagem que mais soava como o encerramento da trilogia.

Mas se enganou quem achou que a história acabava ali. E mesmo com muitos - público e crítica - se questionando se realmente havia a necessidade de um quarto longa, correndo o risco de manchar o histórico extremamente positivo da franquia, a Pixar resolveu seguir em frente. Agora, nove anos depois, chega aos cinemas de Rio Preto nesta quinta-feira, 20, "Toy Story 4".

E eles parecem, mais uma vez, saber o que estão fazendo. Desde que começou a ser exibido para a crítica, "Toy Story 4" tem recebido só elogios. Até o fechamento desta reportagem, o filme tinha 99% de aprovação no site Rotten Tomatoes, que compila críticas e faz uma média que varia de zero a 100%. Segundo o consenso, "comovente, engraçado e belamente animado, 'Toy Story 4' consegue o raro feito de estender - e talvez concluir - a saga animada perfeita".

Mas o caminho até aqui também não foi fácil. Assim como as continuações anteriores, que passaram por uma série de imprevistos e reviravoltas, "Toy Story 4" teve sua parcela de crises nos bastidores, o que atrasou seu lançamento em dois anos - inicialmente marcado para 2017.

John Lasseter, diretor dos dois primeiros e que assumiria o posto neste quarto longa, acabou se afastando em julho de 2017. Na época, ele disse que não poderia se comprometer por conta do seu trabalho no comando da Pixar, Walt Disney Animation Studios e Disneytoon Studios. Pouco tempo depois, entretanto, acusações de assédio contra ele surgiram, o que nos faz questionar o real motivo do distanciamento.

Alguns meses depois, o longa também perdeu dois de seus roteiristas, Rashida Jones e Will McCormack. A dupla abandonou o projeto em novembro de 2017 sob a justificativa de diferenças "criativas e filosóficas". Depois, Rashida ainda comentou sua saída em algumas entrevistas citando como uma das possíveis causas o fato de o estúdio não ter nenhum filme dirigido por uma mulher.

No fim das contas, o filme acabou escrito por Andrew Stanton - que trabalhou nos três primeiros e dirigiu "Procurando Nemo" - e a novata Stephany Folsom. Quem também faz sua estreia em uma função no filme é o diretor Josh Cooley. Esse é seu primeiro longa-metragem.

História

No filme, Woody sempre teve certeza sobre o seu lugar no mundo e que sua prioridade é cuidar de sua criança, seja Andy ou Bonnie. Mas quando Bonnie adiciona um relutante novo brinquedo chamado Garfinho ao seu quarto, uma aventura na estrada ao lado de velhos e novos amigos mostrará a Woody quão grande o mundo pode ser para um brinquedo.

E essa aventura vem repleta de rostos antigos e novos. Além dos brinquedos já muito conhecidos do público, temos o retorno de Betty, a boneca de porcelana que estava longe das telas desde "Toy Story 2", e a adição de vários novos personagens como Coelhinho e Patinho - bonecos que são prêmios de um parque de diversões e que estão ansiosos para serem pegos - e Duke Caboom, que na versão original é dublado por Keanu Reeves.

Bilheteria

A expectativa é de que o filme estreie com uma bilheteria em torno de US$ 140 milhões nos Estados Unidos apenas em seu primeiro fim de semana em cartaz, colocando-o entre os maiores lançamentos de animação. O recorde atualmente é de "Os Incríveis 2", com uma arrecadação de US$ 182 milhões na estreia.

 

Também chega às salas de cinema de Rio Preto nesta quinta-feira, 20, "Casal Improvável", mais uma produção que resgata para as telonas o clássico gênero das comédias românticas, há um tempo meio apagado.

No filme de Jonathan Levine, Charlize Theron interpreta Charlotte Field, uma das mulheres mais influentes do mundo. Uma diplomata poderosa que acaba se tornando uma possível candidata à presidência dos Estados Unidos. Nesse processo, ela se depara com o jornalista Fred Flarsky (Seth Rogen). Aparentemente sem nada em comum, os dois, na verdade, dividem uma história no passado. Ela foi a babá e a primeira paixão de Fred.