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ESTREIA

Franquia MIB está de volta aos cinemas

Franquia 'MIB' volta aos cinemas a partir desta quinta-feira, 12, em um filme que serve como continuação e recomeço da série, expandindo seu universo e colocando a mulher como protagonista


    • São José do Rio Preto
    • máx 32 min 18

Os homens - e as mulheres - de preto estão de volta. Mas agora a escala é global e cheia de novas caras. Depois de três produções lançadas em um intervalo de tempo de 15 anos, entre 1997 e 2012, com Will Smith e Tommy Lee Jones como protagonistas, MIB - "Men In Black" ou "Homens de Preto", como preferir - é a mais nova franquia a passar por um processo de expansão/recomeço com o lançamento de "MIB: Homens de Preto Internacional", que chega aos cinemas de Rio Preto nesta quinta-feira, 13 de junho.

Quando "MIB: Homens de Preto" chegou aos cinemas em 1997, logo se tornou um grande sucesso. O filme trazia um Will Smith despontando como astro de cinema logo após o grande sucesso de "Independence Day" e toda a seriedade de Tommy Lee Jones como o equilíbrio perfeito para o humor rápido de Smith. Além da dupla impecável de protagonistas, o longa contava com um roteiro enxuto, repleto de humor e boas cenas de ação, efeitos especiais bem feitos e uma direção segura de Barry Sonnenfeld. Agradou crítica e público.

Cinco anos depois, em 2002, a primeira continuação sofreu para repetir o sucesso. Foi massacrada pela crítica por se apoiar em repetições do longa original e não se conectou da mesma forma com o público, tendo um retorno inferior nas bilheterias. Talvez por isso um terceiro filme levou dez anos para chegar aos cinemas. "MIB: Homens de Preto 3" estreou em 2012 com um desempenho melhor entre a crítica e até que bons números nas bilheterias, mas a empolgação pela franquia parecia ter se apagado.

E assim começou a busca por formas de não deixar "MIB" morrer. Uma das alternativas analisadas, inclusive, foi a de unir nas telonas "MIB" e "Anjos da Lei". Isso mesmo, os produtores consideraram seriamente, inclusive com logo revelado e nomes contratados, criar um crossover com a franquia de humor adaptada para o cinema pelos diretores Phil Lord e Chris Miller.

No projeto, que seria chamado "MIB 23" em uma mistura dos títulos das duas franquias, os policiais interpretados por Channing Tatum e Jonah Hill, depois de se disfarçarem de estudantes para realizar a prisão de traficantes, passariam a fazer parte da agência secreta que regula todo tipo de vida alienígena na Terra e é incumbida de proteger o planeta contra ameaças extraterrestres.

Essa ideia não foi para frente. O caminho escolhido, então, foi o de criar um filme que servisse tanto como uma continuação para a série quanto como um recomeço. Assim nasceu "MIB: Homens de Preto Internacional", que expande aquele mundo já apresentado. Enquanto a trilogia original se passava quase que totalmente em Nova York, o novo "MIB" leva os personagens e os espectadores por uma viagem pelo mundo, em uma aventura global que justifica o subtítulo.

Para começar, a própria base dos agentes deixa de ser a cidade norte-americana e passa para Londres, no que seria uma de muitas unidades da corporação espalhadas pelo mundo. Mas a ameaça enfrentada pelos protagonistas exige que eles visitem outros lugares, entre eles um deserto, como o trailer já revelou.

E por falar em protagonistas, essa é outra mudança. Saem Tommy Lee Jones e Will Smith, que interpretavam os agentes K e J, respectivamente, e entram Chris Hemsworth e Tessa Thompson, conhecidos aqui como agentes H e M. A dupla repete a parceria formada nos sets de gravações de "Thor: Ragnarok" e "Vingadores: Ultimato", filmes em que ele interpreta o Deus do Trovão Thor e ela a guerreira Valkyrie, e traz para as telas mais da amizade que se formou.

Essa deve ter sido uma das motivações, inclusive, para que o estúdio contratasse a dupla. Hemsworth pegou o papel primeiro, mas Thompson liderava a corrida pelo papel da protagonista. Com o histórico positivo dos dois trabalhando juntos, não deve ter sido uma decisão difícil. E essa familiaridade entre eles também contribuiu para a própria produção. O diretor F. Gary Gray ("Velozes & Furiosos 8") conduziu as gravações com bastante improvisação, algo que eles dominam.

A entrada de Tessa Thompson para o elenco também carrega um peso considerável. Trata-se de uma mulher negra assumindo o protagonismo em uma grande franquia norte-americana. Um avanço que há muito tempo deveria ser algo comum, mas que finalmente está se tornando realidade.

E parece que a escolha do elenco foi uma das poucas decisões acertadas da produção. Nesta quarta-feira, 12, as críticas de "MIB: Homens de Preto Internacional" começaram a ser divulgadas pela imprensa especializada e o resultado não é nada positivo. Quase todos elogiam o trabalho de Hemsworth e Thompson, mas as coisas boas ditas param por aí.

Com apenas 32% de aprovação no site Rotten Tomatoes, que compila críticas e faz uma média que vai de zero a 100%, "MIB: Homens de Preto Internacional" conquistou o posto de filme com a pior avaliação da franquia. Antes dele, o detentor da alcunha era "MIB 2", com 39%. Claro que esse número ainda pode mudar, com a entrada de novas críticas, mas há ainda a possibilidade de piorar.

No consenso, eles descrevem a nova produção como "amável, porém esquecível. MIB Internacional acaba moendo a química de seus protagonistas pelas engrenagens de uma franquia com poucos motivos para continuar".

Outro recorde negativo que o filme deve registrar para a franquia é o de menor bilheteria de estreia nos Estados Unidos. Segundo especialistas, a estimativa é de que o longa arrecade em torno de US$ 40 milhões no fim de semana de abertura. Os três filmes que vieram antes estrearam com uma arrecadação superior a US$ 50 milhões.

Sinopse

Os homens de preto sempre protegeram a Terra da escória do universo. Nesta nova aventura, eles enfrentam sua maior e mais global ameaça até hoje; um infiltrado na organização dos Homens de Preto. Neste cenário, acompanhamos Molly (Tessa Thompson), uma mulher que cresceu com a meta de se tornar uma agente da MIB. Ao descobrir sozinha a localização da agência secreta, ela ganha sua tão sonhada chance e é selecionada para uma missão em Londres, onde se torna parceria do queridinho, porém preguiçoso, agente H.

 

O protagonismo feminino também é o que move as outras duas estreias da semana em Rio Preto. A primeira delas é "Fora de Série", uma comédia independente que fez bastante sucesso pelo circuito de festivais de cinema e que chegou às salas coberta de elogios. Com 97% de aprovação no Rotten Tomatoes, "Fora de Série" foi descrito pelos críticos como "ágil, engraçado e novo. 'Fora de Série' faz o que parecia quase impossível, que é acrescentar um novo olhar às comédias sobre o amadurecimento".

"Este não é um filme sobre duas garotas nerds que querem se vestir como as populares e fazer de tudo para conquistar o carinha descolado. É uma história sobre a amizade entre duas meninas", conta a diretora Olivia Wilde, que faz sua estreia na função com a produção.

As mulheres também dominam os bastidores da produção. Além de Wilde na direção, o longa conta com roteiro escrito por uma equipe toda feminina forma da por Katie Silberman ("Megarromântico"), Emily Halpern ("Good Girls"), Sarah Haskins ("Black-ish") e Susanna Fogel ("Meu Ex É Um Espião"). E ainda há diversas mulheres assinando a produção, como Megan Ellison ("A Hora Mais Escura"), Jessica Elbaum ("Pai Em Dose Dupla"), Katie Silberman ("O Plano Imperfeito"), Chelsea Barnard ("Ela").

No entanto, o filme é outro exemplar que chega a Rio Preto apenas com cópias dubladas, deixando os fãs de filmes legendados mais uma vez de lado.

Suspense

A outra novidade é "Obsessão", um suspense psicológico estrelado pela atriz indicada ao Oscar Isabelle Huppert ("Elle") e Chloë Grace Moretz ("Kick-Ass: Quebrando Tudo" e "A Invenção de Hugo Cabret"). A direção ficou com Neil Jordan, premiado e diverso diretor responsável por "Traídos pelo Desejo", "Entrevista com o Vampiro" e "Byzantium: Uma Vida Eterna".

O filme conta a história da jovem Frances McCullen (Chloë), que acabou de perder a mãe e cria uma amizade incomum com a enigmática viúva solitária Greta Hideg (Huppert). Na medida em que elas vão se tornando amigas, Frances descobre que os planos da viúva se revelam cada vez mais obscuros, para desespero de sua melhor amiga Erica Penn, que está ajudando Frances a se inserir em Nova York e a alerta sobre as verdadeiras intenções de Greta.