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Manchas indesejadas

Melasma não tem cura, mas tratamentos proporcionam o controle do problema


    • São José do Rio Preto
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O melasma é uma condição que se caracteriza pelo surgimento de manchas marrons na pele, mais comumente na face, mas também pode acometer os braços, pescoço e colo, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia. O problema é mais frequente em mulheres e não há uma causa definida, embora seja muitas vezes relacionado ao uso de anticoncepcionais, à gravidez e exposição solar.

O melasma é uma condição que se desenvolve por conta de origem genética, racial, hormonal e ambiental, por isso não é possível evitar o surgimento das manchas, segundo a dermatologista Ana Paula Antoniassi, de Rio Preto. É comum também as pessoas associarem o melasma ao estado hormonal, no entanto, Ana Paula diz que ainda não se conhece a causa definida dessa condição. "Sabe-se que a herança genética, a ação de hormônios femininos, gravidez, disfunção da tireoide e exposição aos raios ultravioletas sem proteção são fatores de risco para o aparecimento do melasma."

Para evitar que a pele fique desprotegida e as manchas apareçam, a dermatologista Renata Meneguette, de Rio Preto, recomenda a aplicação do protetor solar. "Ele deve ser aplicado todos os dias, mesmo em dias chuvosos e nublados. Aplicação pela manhã e reaplicar a cada duas horas. Dar preferência para os protetores físicos e químicos, com fator de proteção alto, de preferência com cor e que tenham proteção contra os raios UVA, UVB e luz visível", afirma a especialista, que também recomenda o uso de chapéus, sombrinhas, bonés e guarda-sol.

Além disso, quem tem pele com melasma deve usar produtos prescritos por dermatologistas. Renata diz que hoje já existem no mercado protetores solares com cor de base e pós compactos com uma boa cobertura para manchas. Dessa forma, é possível 'camuflar' as manchas e proteger a pele.

Para Ana Paula, a maquiagem também pode ser uma grande aliada do dia a dia das mulheres que sofrem com o melasma, já que determinados produtos ajudam a amenizar a aparência das manchas. Mas cuidado com os exageros. "Uma maquiagem com excesso de produtos pode influenciar a obstrução dos poros e intensificar as manchas, por isso é muito importante ter a indicação de um dermatologista sobre qual maquiagem mais indicada para você", recomenda.

Diagnóstico é clínico

O melasma pode piorar muito durante o verão, por conta da exposição solar e do calor. "Não só os raios ultravioletas, mas os infravermelhos também atuam na pigmentação, desencadeando ou piorando o melasma. Qualquer situação com irradiação de calor (ambientes quentes, fogão, churrasqueira, lareira) agrava o melasma, explica a dermatologista Beatriz Cavalcanti, de Rio Preto.

O diagnóstico é feito por meio de exame clínico dermatológico. Segundo Beatriz, um aparelho com tecnologia digital é usado para diagnosticar e identificar a extensão na face. Em algumas áreas as manchas podem ser identificadas visualmente, mas em outras ficam ocultas. "Com essa tecnologia podemos mapeá-las por completo. Esses aparelhos fazem uma análise detalhada nas camadas mais profundas da pele, possibilitando a detecção de melasmas muito iniciais o que facilita o diagnóstico precoce e tratamentos mais indicados de acordo com sua extensão, profundidade e densidade dos depósitos do pigmento melanina."

Tratamentos

para o melasma

Ana Paula Antoniassi diz que o melasma não tem cura, mas é possível controlá-lo. Ela indica cremes clareadores, microagulhamento, laser e luz pulsada, podendo ser utilizados isolados ou associados. "É preciso conversar com o seu dermatologista para saber qual o procedimento mais indicado. O tratamento individualizado e realizado com cautela irá melhorar a aparência das manchas e evitar o efeito rebote", orienta.

Apesar de existir muitas opções de tratamentos para o melasma, o dermatologista João Carlos Pereira também recomenda a combinação de tratamentos para obter melhores resultados. O especialista cita diversas tecnologias sofisticados a base de laser, radiofrequência e microagulhamento como Laser QS Nd: YAG 532 e 1064, Dye laser, Thulium laser, Erbium laser, tecnologia Fotona, Dióxido de Carbono laser, pico laser, Laser de baixa potência e a Luz Intensa Pulsada (LIP).

"A técnica chamada de 'drug delivery', muito utilizada atualmente, consiste em realizar microperfuracões na pele através de lasers fracionados específicos ou com aparelhos de microagulhamento e depois aplicar produtos com ativos a base de ácido tranexâmico, vitamina C, clareadores, entre outros, que penetram mais profundamente na pele com objetivo de potencializar os resultados", explica o médico.

Há ainda, segundo Pereira, os fotoprotetores orais, como polipodium leucotomos, picnogenol e luteína que também podem ser usados para ajudar os filtros na proteção da pele. "As combinações terapêuticas entre os tratamentos citados e a experiência do profissional determinam o sucesso do tratamento, além da extensão e densidade de pigmento existente na mancha. Os tratamentos são realizados com as medicações indicadas para uso diário em casa e principalmente com tratamentos semanais na clínica, conforme as particularidades de cada caso. O outono e inverno são as melhores épocas para os tratamentos", afirma. V&A