Diário da Região

28/05/2019 - 00h30min

Moeda Digital

Ainda vale a pena usar bitcoin?

Criptomoeda atingiu o maior valor dos últimos 12 meses na segunda-feira, 27. Em Rio Preto, comerciante acredita no potencial da moeda até para compras do dia a dia, mas é preciso cuidado ao investir

Divulgação Samuel aceita pagamento em bitcoin em sua loja de roupas
Samuel aceita pagamento em bitcoin em sua loja de roupas

Um ano e meio depois da explosão do bitcoin, a cotação da criptomoeda voltou a apresentar uma curva ascendente e tem chamado a atenção de investidores e entusiastas das moedas virtuais. A unidade, cujo preço estava estabilizado desde dezembro do ano passado, atingiu seu valor mais alto nos últimos 12 meses nesta segunda-feira, 27, sendo negociada a 8.750,04 dólares, ou R$ 35.212,41, e já acumula alta de 70% no mês de maio.

Para analistas do mercado financeiro, a alta se deve ao crescente interesse de empresas, sobretudo as estrangeiras, nesses ativos. Em Rio Preto, há quem acredite no potencial da criptomoeda também para transações financeiras comuns, como para pagar compras no shopping.

É o caso do comerciante rio-pretense Samuel Tiago Nogueira, que passou a apostar na moeda virtual, participando inclusive de grupos de investimento. Dono de uma loja de confecções em um shopping da região norte da cidade, ele decidiu disponibilizar o bitcoin como forma de pagamento.

Depois de entrar em contato com empresas de regiões como Campinas e São Paulo, o comerciante percebeu que o uso da criptomoeda possui, segundo ele, uma "demanda reprimida" em Rio Preto, já que é utilizado como investimento e não como moeda de troca para os gastos do dia a dia.

O empreendedor acredita que existe na cidade um público com capacidade para comprar pelo sistema, mas que ainda não encontrou opções disponíveis, por isso a ideia de implantar esse modelo de pagamento em sua loja. "Minha intenção é posicionamento de mercado. Em breve, usar a moeda virtual em vez de dinheiro será explosão do mercado e já quero estar preparado", afirmou.

As vendas por esse sistema começaram na última semana. "Contamos, por enquanto, com o boca a boca dos usuários, mas já tenho planos para esta nova forma de pagamento e espero que a opção vá aumentar e virar rotina", disse.

Clique na imagem para ampliar  (Foto: Reprodução)

Cartório deixou de usar

Em meio à explosão do bitcoin, quando a unidade da criptomoeda chegou a valer 20 mil dólares (quase R$ 65 mil na época), em dezembro de 2017, o 2º Cartório de Notas de Rio Preto passou a aceitar o bitcoin e outras moedas virtuais como forma de pagamento.

Na ocasião, o Diário mostrou como o dinheiro criptografado era aceito como pagamento pelos serviços. A intenção era oferecer aos clientes outras opções, acreditando no poder da novidade. Mas isso durou apenas alguns meses, já que uma decisão da Corregedoria Geral da Justiça proibiu que o segmento aceitasse qualquer tipo de moeda virtual pelos serviços.

O tabelião-chefe do estabelecimento, Célio Caus, disse não ter concordado na época, mas acatou a ordem. "Nada me impediria de receber em outra moeda, desde que eu pagasse os tributos e impostos para o Tribunal e para o Estado em reais", disse.

Mesmo assim, Caus revelou ter atraído muitos curiosos, interessados em investir na opção que, depois de um tempo, apresentou queda de valor e desapareceu, por um tempo, do cenário de negócios.

Para investir sem perder dinheiro

Lucas Henrique Maurício é coach financeiro e investe em bitcoin há alguns anos. Para ele, vale a pena investir na moeda. "Já passamos de 100% de retorno. O bitcoin chegou a valer próximo de 3 mil dólares e agora está oscilando entre 7 e 8 mil dólares, ou seja, fazendo conversão, cada bitcoin ultrapassa R$ 30 mil", disse.

Maurício acredita que, na realidade, há, ainda, espaço para mais valorização da moeda, mas é preciso saber investir. "Quem for investir neste momento tem de estar ciente de que o bitcoin, por ser uma criptomoeda, é volátil, ou seja, tem variação de preço em curto espaço de tempo", explicou.

Neste momento, segundo o especialista, há três tipos de investidores. "O primeiro é aquele que não ganha com a moeda porque bate o desespero e vende por conta do momento errado, desfazendo o investimento e tendo prejuízo", conta.

Já o segundo tipo de investidor é o que mantém a posição, entendendo que caiu e aguardando os próximos passos. O terceiro é o tipo ideal de investidor. "Ele compra num montante. Se o valor cai, compra mais, porque, quando voltar a subir, terá mais bitcoins", afirmou.

De acordo com Maurício, a grande maioria dos investidores é do primeiro tipo. Por isso, muitas vezes o investimento não decola. Outro fator apontado pelo especialista são as fases de euforia da moeda, em que muita gente começa a comprar e não sabe como fazer para investir.

"O número de investidores em criptomoedas no Brasil é maior do que na bolsa, sendo que a volatilidade é maior, o que mostra que brasileiro tem o perfil de querer ganhar dinheiro rápido. Esse tipo de pessoa que perde", disse.

O especialista afirma que, se o investidor tiver consciência da volatilidade desse mercado, ele compra, de forma recorrente e em pequenas quantidade. Ao atingir 50% de lucro, vende parte de seus investimentos, de modo a garantir esse lucro.

Para valer a pena o negócio e ser o terceiro tipo de investidor, é preciso estar antenado ao mercado e conhecer a história do bitcoin, que se baseia em um conceito de autenticação das coisas, difícil de se rastrear e que permite negociação com países e economias mais fechadas, o que aumenta sua popularidade e utilização.

"Tem tudo pra ser mais utilizado. Ainda teremos cartão de crédito que você saca da conta em bitcoin. É um mercado com bastante futuro", finalizou Lucas.

 

Senado discute regulação

As comissões de Ciência e Tecnologia e de Assuntos Econômicos do Senado Federal vão realizar uma audiência pública conjunta para discutir regulação do mercado de criptoativos, como Bitcoin, o Ethereum, o Litecoin e o Monero, moedas virtuais baseadas na tecnologia de blockchain. A audiência foi aprovada no último dia 15 de maio, mas o debate ainda não teve uma data definida.

O autor do requerimento, senador Flávio Arns (Rede-PR), alega que criptomoedas não são emitidas nem garantidas por banco ou autoridade monetária. "A falta de regulamentação e fiscalização desse setor representa sérios riscos aos consumidores e à higidez da ordem econômico-financeira", afirmou.

De acordo com o requerimento, serão convidados para a audiência pública representantes do Banco Central, da Comissão de Valores Mobiliários, da Receita Federal, da Associação Brasileira de Criptoeconomia e da Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain.

Uma nova instrução normativa da Receita Federal torna obrigatória a prestação de informações sobre operações realizadas com criptomoedas a partir de 1º agosto deste ano. As informações sobre as transações acima de R$ 30 mil deverão ser transmitidas à Receita Federal mensalmente.

(Com informações de Agência Senado)

Senado está de olho

As comissões de Ciência e Tecnologia e de Assuntos Econômicos do Senado Federal vão realizar uma audiência pública conjunta para discutir regulação do mercado de criptoativos, como Bitcoin, o Ethereum, o Litecoin e o Monero, moedas virtuais baseadas na tecnologia de blockchain. A audiência foi aprovada no último dia 15 de maio, mas o debate ainda não teve uma data definida.

O autor do requerimento, senador Flávio Arns (Rede-PR), alega que criptomoedas não são emitidas nem garantidas por banco ou autoridade monetária. "A falta de regulamentação e fiscalização desse setor representa sérios riscos aos consumidores e à higidez da ordem econômico-financeira", afirmou.

De acordo com o requerimento, serão convidados para a audiência pública representantes do Banco Central, da Comissão de Valores Mobiliários, da Receita Federal, da Associação Brasileira de Criptoeconomia e da Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain.

Uma nova instrução normativa da Receita Federal torna obrigatória a prestação de informações sobre operações realizadas com criptomoedas a partir de 1º agosto deste ano. As informações sobre as transações acima de R$ 30 mil deverão ser transmitidas à Receita Federal mensalmente.

(Com informações de Agência Senado)

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