Diário da Região

26/05/2019 - 00h30min

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É o fim do gargalo do acesso à região Norte

Megaobra orçada em R$ 24,8 milhões será o maior complexo de viadutos da cidade de Rio Preto, por onde passarão cerca de 24 mil veículos todos os dias

Obra faz parte do Plano de Mobilidade Urbana e conta com recursos federais
Obra faz parte do Plano de Mobilidade Urbana e conta com recursos federais

Aguardado por muitos motoristas que passam diariamente pela confluência das avenidas Ernani Pires Domingues, Mirassolândia e Domingos Falavina, o novo complexo de viadutos da região norte de Rio Preto promete desafogar o trânsito em um dos maiores gargalos do município. A obra está quase 70% concluída e a previsão de entrega é para janeiro de 2020.

Ivan Feitosa/Prefeitura de Rio Preto/Divulgação/SMCS Obra está quase 70% concluída e a previsão de entrega é para janeiro de 2020
Obra está quase 70% concluída e a previsão de entrega é para janeiro de 2020 (Foto: Ivan Feitosa/Prefeitura de Rio Preto/Divulgação/SMCS)
Iniciada em julho do ano passado, a megaobra está orçada em R$ 24,8 milhões. Segundo a Prefeitura, todos os serviços previstos no local já foram iniciados e alguns estão em fase de conclusão, como é o caso da proteção do talude do córrego Piedade. As fundações e estruturas de concreto estão adiantadas e os serviços de terraplanagem, drenagem e pavimentação das alças de acesso nas ruas ao redor também estão sendo feitos.

"O trabalho vem acontecendo da forma esperada, sem intercorrências ou acidentes, e a previsão de entrega está dentro do cronograma esperado. Nesse momento de obras, sabemos que é complicado, e a população precisa ter um pouco de paciência porque depois vai melhorar bastante o trânsito", explica Sérgio Issas, secretário municipal de Obras.

Fotos: Ivan Feitosa/Prefeitura de Rio Preto/Divulgação "Conviver com as obras é complicado, mas é preciso ter paciência porque depois vai melhorar bastante", diz Sérgio Issas, secretário de Obras
"Conviver com as obras é complicado, mas é preciso ter paciência porque depois vai melhorar bastante", diz Sérgio Issas, secretário de Obras (Foto: Fotos: Ivan Feitosa/Prefeitura de Rio Preto/Divulgação)
O complexo viário terá início na rua Capitão Faustino de Almeida. Serão três pontilhões que vão passar sobre o córrego Piedade e que farão o viaduto transpor sobre a avenida Ernani Pires. Além disso, o viaduto terá seis alças de acesso que darão mais fluidez ao trânsito. Outras vias próximas à avenida Mirassolândia, como as ruas do Rosário, Antônio Maior e Wander Ferreira da Silva, estão tendo melhorias na pavimentação.

"Aquela área é muito movimentada já que tem três vias importantes chegando. Os acidentes eram constantes e inevitáveis devido ao grande fluxo de veículos. Agora, esperamos dar mais segurança aos motoristas e reduzir também os acidentes, além de levar mobilidade urbana", acrescenta Amaury Hernandes, secretário municipal de Trânsito.

Ivan Feitosa/Prefeitura de Rio Preto Megaviaduto irá melhorar o acesso à zona norte pela confluência das avenidas Ernani Pires Domingues, Mirassolândia e Domingos Falavina
Megaviaduto irá melhorar o acesso à zona norte pela confluência das avenidas Ernani Pires Domingues, Mirassolândia e Domingos Falavina (Foto: Ivan Feitosa/Prefeitura de Rio Preto)
Levantamento da Secretaria de Trânsito mostra que cerca de 20 mil veículos passavam diariamente pelo local. Agora, é esperado um aumento de 20% a 30% no movimento depois que a obra for concluída. "O complexo de viadutos é uma obra muito positiva para a população de Rio Preto e, principalmente, para os moradores da região norte, porque vai facilitar o ir e vir. Depois de concluído, o movimento deve aumentar e aproximadamente 24 mil veículos passarão por lá todos os dias. Quem ganha é a população, que poderá se deslocar com mais facilidade", acrescenta o secretário de Obras.

Além das mudanças no trânsito, o motorista que passa pelas avenidas Domingos Falavina, Ernani Pires Domingues e Mirassolândia já deve ter percebido que a paisagem também foi alterada. Para viabilizar a obra, foi necessário cortar 19 árvores nativas. De acordo com o município, foi feito um levantamento ambiental e um processo de licenciamento para que as árvores pudessem ser arrancadas. Em contrapartida aos cortes, o município vai plantar 9.279 mudas.

Segundo a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), foi autorizada também a intervenção em aproximadamente 38.000 m² de área de preservação permanente, localizada às margens do Córrego Piedade. "Assinamos um TCRA (Termo de Compromisso de Recuperação Ambiental) e 2.040 árvores serão plantadas ali naquela área, além disso outras 7.239 mudas serão plantadas em outros pontos da cidade que têm pouca área verde. Esses locais serão definidos em conjunto com a secretaria de Meio Ambiente", explica o secretário de Obras.

A obra faz parte do Plano de Mobilidade Urbana do município e conta com recursos federais. "Rio Preto ganha com o maior complexo de viadutos que já teve. A região norte precisa, pois é uma área de muita importância e que está em contínua expansão na cidade", lembra Sérgio Issas.

Obra deve impulsionar negócios na região

Simone Machado A comerciante Patrícia Pampolim diz que a obra é fundamental para desafogar o trânsito no local, principalmente nos horários de pico
A comerciante Patrícia Pampolim diz que a obra é fundamental para desafogar o trânsito no local, principalmente nos horários de pico (Foto: Simone Machado)
A expectativa dos moradores da região Norte e dos motoristas que passam diariamente pelo local é de que, além de desafogar o trânsito, melhorando a mobilidade urbana do município, o novo complexo de viadutos também contribua para a diminuição do número de acidentes de trânsito na área.

A comerciante Lucinéia Salustiano mora na avenida Domingos Falavina, onde também tem uma serralheria. Ela afirma que, antes do início das obras, os acidentes de trânsito eram constantes no local e conta que já presenciou diversos deles. "Toda semana tinha acidente aqui. A maioria sempre entre moto e carro, nada muito grave, mas sempre os motociclistas se machucavam. Depois que tudo ficar pronto, além de melhorar o trânsito, acredito que também vai ajudar a evitar essas batidas", diz.

Ivan Feitosa/Prefeitura de Rio Preto;Divulgação/SMCS
(Foto: Ivan Feitosa/Prefeitura de Rio Preto;Divulgação/SMCS)
Além de quem mora no local, o complexo também vai beneficiar quem precisa passar pelas avenidas diariamente para chegar ao trabalho, como é o caso do mecânico Alessandro Rocha, 46 anos. Morador do bairro Eldorado, ele demorava 25 minutos, em média, para chegar à oficina, que fica na avenida Domingos Falavina, devido ao fluxo intenso de veículos. "O pontilhão vai melhorar muito para nós, que vamos conseguir chegar mais rápido ao trabalho e sem pegar tanto trânsito. Depois de pronto, a tendência é até aumentar o movimento aqui na oficina e melhorar os negócios também", afirma. A expectativa do mecânico e de que, com o aumento do fluxo de veículos na área, o movimento na oficina aumente entre 30% e 40%.

Trabalhando em uma empresa de entregas rápidas, o mototaxista Thiago Luís Almeida, 22 anos, lembra dos perigos que enfrentava no trânsito quando passava pela rotatória que interligava as avenidas, além da demora em fazer o trajeto, mesmo estando em um veículo mais ágil. "Em horários de pico eu evitava pegar entregas para esse lado porque sabia que ia demorar e isso acabava não compensando para nós. Sem contar que era uma confusão no trânsito e ninguém respeitava", diz.

Dona de uma loja de móveis usados na avenida Domingos Falavina, a comerciante Patrícia Pampolim, 38 anos, tem o comércio bem em frente a onde o pontilhão dará acesso. Mesmo com os transtornos causados pela obra, ela comemora as facilidades que terá após o término dos trabalhos. "Era bem complicado para vir trabalhar, principalmente em horário de pico. Para não pegar trânsito e demorar para chegar à loja, eu vinha mais cedo e ficava até mais tarde para não ir embora no horário de maior movimento. Acho que agora vai melhorar muito pra gente que precisa vir todos os dias para esse lado da cidade", comenta.

Valorização do imóvel e facilidade para chegar em casa

Simone Machado Para o aposentado José Antônio Pelegrino, as melhorias na malha viária vão valorizar o imóvel porque vai ser muito mais fácil chegar até a sua casa
Para o aposentado José Antônio Pelegrino, as melhorias na malha viária vão valorizar o imóvel porque vai ser muito mais fácil chegar até a sua casa (Foto: Simone Machado)
O impacto das obras, segundo moradores, vai além das melhorias no trânsito. Morando na rua Ary de Freitas Mugnaine, há poucos metros de onde estão sendo executados os trabalhos, a dona de casa Luzia Silvestre Pelegrino, de 79 anos, lembra que, quando se mudou para o bairro, há 40 anos, as ruas ainda eram de terra e havia poucas casas próximas.

Com o término do pontilhão, ela e o marido, o aposentado José Antônio Pelegrino, de 89 anos, acreditam que o imóvel será mais valorizado. "O bairro e essa região cresceram muito e precisávamos de uma obra assim. Agora vai ser mais rápido pra ir ao mercado", comenta a dona de casa. "Com essas melhorias, a nossa casa também vai ser mais valorizada, porque vai ser rapidinho pra chegar até aqui", acrescenta o aposentado.

A aposentada Maria Aparecida do Carmo, 82 anos, que mora há quatro quarteirões de onde as obras estão sendo realizadas, faz questão de acompanhar de longe o trabalho dos operários. Para ela, o novo complexo de viadutos servirá para aproximar a família. "Aqui da calçada dá para ver a movimentação das máquinas e eu fico aqui, olhando. Está ficando muito bom e, depois de pronto, vai ajudar muito os meus filhos a virem me visitar. Vai ser mais rápido", afirma.

Os moradores ouvidos pela reportagem estão esperançosos com a nova cara que a região está ganhando com a construção do complexo de viadutos. Apesar dos transtornos causados pelas obras, eles dizem não se importar, já que os benefícios futuros serão muitos. "Para a gente, que mora aqui no bairro, vai ser bom. Além de melhorar o trânsito, vai valorizar o bairro e nossas casas também. Vai ser muito bom", diz a dona de casa Leiliane da Cruz Braga, 38 anos, que vive naquela região desde que nasceu.

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