Diário da Região

11/05/2019 - 00h30min

COMPORTAMENTO

O diálogo é fundamental para um casamento feliz, aponta terapeuta

A amizade e o diálogo são fundamentais para manter um relacionamento sadio

Freepik/Divulgação Casal precisa ter um tempo para namorar
Casal precisa ter um tempo para namorar

Você sai da casa dos seus pais ou da liberdade de morar sozinha, se casa e vai dividir o mesmo teto com alguém que tem costumes completamente diferentes dos seus. Calma! Quando há amor tudo fica mais leve. O fato é que conviver com outra pessoa, mesmo que já a conheça há muito tempo, não é uma das coisas mais fáceis, mas também não é a mais impossível.

Quer ver um exemplo? No auge do seu retorno aos palcos com o irmão, Sandy, casada há 10 anos, também já passou pela adaptação do casamento. O marido, também músico, Lucas Lima, fez um lindo e verdadeiro relato sobre a vida de casado. Em um depoimento a um programa de TV, Lucas contou que o primeiro ano de vida ao lado de Sandy foi complicado, afinal dividir o mesmo lar com alguém com costumes tão diferentes dos seus não parecia ser algo que daria certo. Mas ele também falou sobre o que os fez seguir em frente e manter o casamento feliz, que gerou um filho, o pequeno Theo, foi o diálogo. Pode parecer simples, mas é isso mesmo, conversar com o parceiro é fundamental para um relacionamento feliz e duradouro.

Lívia Penteado, médica psiquiatra e terapeuta familiar e de casais cita Ed Wheat, autor do livro "O amor que não se apega", que diz que a a infidelidade mata milhares e o silêncio dezenas de milhares. "Ele está certo, a falta de diálogo, a aparente indiferença e a recusa em discutir a relação pode acabar com um casamento. É preciso estar sempre pronto para falar e ouvir, pois em um relacionamento o diálogo deve estar presente o tempo todo, seja para esclarecer um desentendimento, alinhar as diferenças ou simplesmente contar como foi o dia. Dialogar é se preocupar e compreender as necessidades, desejos, preocupações, medos, enfim, os sentimentos do outro. O diálogo fortalece laços e mantém a união", afirma.

Além do diálogo, manter a amizade no casamento é a base para um relacionamento sadio. A psicóloga Kátia Ricardi de Abreu diz que a amizade no casamento é um ingrediente fundamental para que a relação seja duradoura e que é um privilégio quando se pode conviver com um amor amigo. "Relações que começam com uma amizade e depois surge a atração física, tendem a ser um exemplo de companheirismo por toda uma vida. Porque a amizade é algo que não se desgasta com o tempo. Pelo contrário. Ela se aprofunda cada vez mais, se torna cada vez mais presente na intimidade do casal. A rotina do casal fica mais leve e mais agradável quando a amizade está presente", explica.

Para Lívia, manter uma amizade (ou um casamento) implica altruísmo e descentração. "Não basta olhar. Não basta ouvir. É preciso estar 'lá'. Ser amigo é ser companheiro. É compreender que as nossas necessidades não são sempre as mais urgentes. É dar importância ao que o outro deseja, mesmo quando isso não faz sentido para você. É apoio, confiança, segurança. É se colocar no lugar do outro. É prestar atenção (muita atenção) e cuidar enquanto a pessoa está ali, para que ela não escape."

Ainda segundo a terapeuta familiar e de casais, a amizade não é garantia de sucesso no casamento, mas é a base para um relacionamento sadio. Ela diz que relações mais felizes e duradouras são aquelas em que os cônjuges são, em primeiro lugar, grandes amigos ou o melhor amigo um do outro.

Aprenda com as diferenças

O casamento não um mar de rosas que se vê nos filmes e novelas, com muito romantismo. Conviver com outra pessoa é um aprendizado diário. "As diferenças do casal são oportunidades para aprender um com o outro, pensar diferente, e acima de tudo, exercitar o respeito", ressalta a psicóloga Kátia Ricardi de Abreu.

A especialista diz ainda não acreditar em casais que possam ser autenticamente felizes pensando sempre igual. Para ela, os pontos de discordância e divergência levam o casal a dialogar e se houver maturidade, chegar a um consenso. Quando não é possível, é hora de novamente exercitar o respeito e aceitação do outro como ele é, com as ideias dele, que podem ser diferentes, mas não necessariamente erradas.

Para Lívia Penteado, ninguém é perfeito, nem mesmo as pessoas que gostamos e amamos, então é preciso aceitar o outro como ele é. "Algumas diferenças são difíceis de lidar, mas é justamente aí que se criam os laços. Não adianta tentar mudar a outra pessoa à medida da nossa própria personalidade. Isso é injusto e destrutivo. Aceitar a outra pessoa como ela é, é a forma de conseguirmos ser amados tal como somos. Respeito, jogo de cintura, companheirismo, cumplicidade e lealdade são muito importantes para superar e saber lidar com as diferenças", explica a terapeuta familiar e de casais.

Segundo Kátia, uma das principais causas de separações conjugais é querer moldar o outro à sua imagem e semelhança. "Existe a individualidade que necessita ser respeitada. Se os pontos de divergência estiverem muito distantes dos valores morais e do estilo de vida como um todo, fica muito difícil a união sobreviver. Mas uma vez que estes valores principais estejam alinhados às diferenças que aparecerem no decorrer da convivência poderão ser administradas através do diálogo fundamentado no respeito e no amor", afirma a psicóloga.

Sexo não pode ser deixado de lado

Se por um lado a amizade e o diálogo são importantes para manter um relacionamento sadio, por outro o sexo não pode ser deixado de lado. Um, dois ou dez anos de casamento, não importa, segundo a sex coach Nathália França, se não fizer algo diferente, o relacionamento acaba caindo na rotina. Para que isso não aconteça, é preciso inovar sempre.

Mas como não deixar cair na rotina se as pessoas trabalham em média 8 horas por dia, têm compromissos com cursos, academia, precisam cuidar dos filhos, da casa, fazer compras... Com tantos afazeres quanto tempo sobra para o casal? Pode até não sobrar muito (ou quase nada), mas a sex coach ensina que é muito importante ter o dia do casal. "Pode ser uma vez por semana ou a cada 15 dias, por exemplo. O casal precisa ter um tempo só para os dois, sem filhos, sem correria, sem falar de trabalho, sem falar de problemas. É aquele tempo em que os dois vão se conectar e falar um pouco sobre o relacionamento, vão namorar, trocar carícias, fazer um jantar, tomar um vinho", ensina. 

Esse momento é importante, especialmente para as mulheres, pois com a correria do dia a dia ficam muito esgotadas e à noite estão cansadas e não têm cabeça para o sexo. "É preciso entender que precisa, sim, focar em sexualidade também, porque o homem pensa muito em sexo e a mulher não pensa tanto. Temos que trabalhar nosso psicológico para pensar em sexo também, pensar em inovar, fazer coisas novas com o parceiro, agradar, mandar uma mensagem para apimentar essa relação, para quando chegar à noite a mulher também estar com o pensamento no sexo, não só o homem", explica Nathália.

Outra dica da especialista é fazer um resgate do que era feito durante o namoro, recordar como se acariciavam. "Muitos casais depois que se casam acham que têm que namorar só no quarto, na cama deles e pronto e assim vai esfriando a relação. Não é porque está casado que não pode namorar em lugares diferentes, deve ir no motel sim, porque sai da rotina", recomenda. V&A

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