Empresário de Tanabi é condenado a 7 anos de prisão por fraudesÍcone de fechar Fechar

Operação Lama Asfáltica

Empresário de Tanabi é condenado a 7 anos de prisão por fraudes


    • São José do Rio Preto
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O juiz da 3ª Vara Criminal Federal de Campos Grande, Bruno Cezar da Cunha Teixeira, condenou o empresário de Tanabi Flávio Henrique Garcia Scrocchio a 7 anos, um mês e 15 dias de prisão com base na investigação da Operação Lama Asfáltica, ocorrida no Mato Grosso do Sul. Ele é cunhado do ex-deputado federal e ex-secretário estadual de Obras daquele Estado Edson Giroto, condenado a a 9 anos, 10 meses e três dias de prisão no mesmo processo. Ambos vão cumprir a pena em regime fechado.

As condenações têm como base ação proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) envolvendo esquema de lavagem de dinheiro, desvios e ocultação de bens adquiridos com verbas destinadas para obras entre os anos de 2007 a 2014. Eles teriam ocultado, por exemplo, a existência de uma fazenda no valor de R$ 7,6 milhões.

De acordo com a sentença, a apuração do MPF apontou que Giroto "seria o proprietário de fato da empresa e dos imóveis rurais em nome de Flavio Scrocchio, que, por sua vez, emprestava seu nome para realização de negócios jurídicos falseados". Ou seja, constituição de empresa e aquisição de imóveis em benefício de Giroto.

"Trata-se de ação penal cuja inicial acusatória descreve a prática do crime de lavagem de ativos de modo claro e compreensível, consistente na aquisição de propriedade rural como forma de escamotear a origem criminosa dos recursos empregados, o que permitiu o regular exercício do direito de defesa", afirmou o juiz na sentença.

O MPF apontou a existência de fraude em obras de saneamento e de conservação de rodovias. "Compassou lavagens diversas segundo dinâmicas em tese feitas com empresas de João Amorim com a empresa de seu cunhado, que se transformou, numa velocidade recorde, de uma empresa de agrimensura e terraplanagem em empreiteira capaz de obras multimilionárias", escreveu o juiz na sentença.

Ainda de acordo com a decisão, foram mantidas as prisões preventivas dos dois condenados.