Diário da Região

15/03/2019 - 22h55min

PRESIDÊNCIA DA ALESP

Macris derrota Janaína e é reeleito

Com apoio de 21 partidos, Cauê Macris obteve 70 votos, contra 16 da candidata do PSL

Divulgação Cauê Macris, reeleito por mais dois anos no comando do Parlamento paulista: 'Como presidente eleito afirmo que a disputa eleitoral termina aqui neste momento'
Cauê Macris, reeleito por mais dois anos no comando do Parlamento paulista: 'Como presidente eleito afirmo que a disputa eleitoral termina aqui neste momento'

Em sessão marcada pela reedição de uma aliança histórica na Casa entre PSDB e PT e por bate-boca entre aliados da deputada Janaína Paschoal (PSL) e do presidente Cauê Macris (PSDB), o tucano foi reeleito nesta sexta-feira, 15, para comandar a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) por mais dois anos.

Com apoio de 21 partidos, incluindo PT e PSB, Cauê Macris obteve 70 votos, contra 16 votos de Janaína. Daniel José (Novo) e Mônica Seixas (PSOL) tiveram 4 votos cada um. A eleição de Cauê mantém uma hegemonia de praticamente 24 anos do PSDB na Casa - a exceção foi a vitória do atual vice-governador Rodrigo Garcia (DEM) em 2005.

Em discurso após a vitória, Cauê Macris agradeceu a esposa e os filhos, o pai, deputado federal Vanderlei Macris (PSDB), que comandou a Alesp entre 1999 e 2001, e pregou paz na Casa. "Como presidente eleito afirmo que a disputa eleitoral termina aqui neste momento".

A votação foi marcada por um clima de tensão desde o início. O bate-boca começou quando o líder do PSL, Gil Diniz, questionou a legalidade da candidatura de Cauê à reeleição. Ele leu artigo da Constituição Estadual que diz que "é vedada a recondução (de membro da Mesa Diretora) para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente".

Na quinta, 14, Diniz entrou com mandado de segurança na Justiça para tentar barrar a candidatura do presidente da Alesp, mas o pedido foi indeferido. Aliados de Cauê Macris citaram a decisão judicial e disseram que o entendimento da Casa é de a restrição só vale para a mesma legislatura.

"Essa questão está superada", disse a tucana Analice Fernandes, que presidiu a sessão. "Qualquer reclamação é lá no Judiciário", ironizou Campos Machado (PTB). Já Barros Munhoz (PSB) lembrou que ele mesmo foi reeleito presidente da Casa em 2011, no início de uma nova legislatura, quando ainda era do PSDB.

A troca de farpas prosseguiu durante o processo de votação, com deputados do PSL criticando a aliança entre PT e PSDB pelo controle da Mesa Diretora. "Não tem preço ver o PT brigando pelo PSDB", berrou Janaína ao declarar seu voto. O petista José Américo (PT) rebateu dizendo que vota no PSDB "pela democracia e contra o fascismo que você (Janaína) representa".

Antes sem representação na Casa, o PSL, partido do presidente Bolsonaro, elegeu 15 deputados em 2018. Partidos da esquerda, como o PT, apoiaram a candidatura de Macris com a intenção de impedir o comando do PSL na Casa. Enio Tato, do PT, recebeu 70 votos e foi eleito 1° secretário.

Apoio a Doria

Macris, afirmou, depois de eleito, que o governador do Estado, João Doria (PSDB), vai poder contar com o legislativo como "parceiro para boas propostas". "Este parlamento também será vigilante, cumprindo nosso papel constitucional". Macris disse ainda que "a disputa eleitoral termina aqui", sinalizando querer pacificar o plenário.

Aliança

O PSDB reeditou uma aliança histórica com o PT na Alesp para manter a hegemonia na Casa e reeleger Macris para à frente do Parlamento paulista. Nos últimos 24 anos, período em que os tucanos governam o Estado, o partido só não comandou a Assembleia no biênio 2005/2007, quando o atual vice-governador, Rodrigo Garcia (DEM), então no PFL, derrotou o tucano Edson Aparecido, também com apoio do PT, por dois votos de diferença. De lá para cá, o PSDB sempre faturou a presidência com folga, compondo com petistas na primeira secretaria e o DEM na segunda - os três principais cargos na Mesa Diretora.

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