Diário da Região

12/03/2019 - 00h30min

PARTIDO DO PRESIDENTE

Desvinculação não atropela reforma

Delegado Waldir diz que medida não atrapalha aprovação da reforma da Previdência

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Ministro da Economia, Paulo Guedes, ao justificar a PEC da Desvinculação: 'Aquele jeito (antigo) de fazer política está na cadeia e está perdendo eleição'
Ministro da Economia, Paulo Guedes, ao justificar a PEC da Desvinculação: 'Aquele jeito (antigo) de fazer política está na cadeia e está perdendo eleição'

O líder do PSL na Câmara, delegado Waldir (GO), disse nesta segunda, 11, que a sua bancada parlamentar ficou "muito animada" com a sinalização dada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, de que vai apresentar uma proposta para viabilizar um novo pacto federativo. Para ele, a medida não atrapalhará aprovação da reforma da Previdência.

"O pacto federativo é uma demanda importante, mas que não era esperada para este momento. Nos deixou bastante animados com essa sinalização porque vai acabar com essa história do político ficar sempre com o pires na mão", disse, em referência à chamada PEC do Novo Pacto Federativo ou PEC da Desvinculação, como também é chamada.

Em entrevista ao Estado no domingo, 10, Guedes afirmou que o governo articula a tramitação de proposta de emenda à Constituição para acabar com as despesas obrigatórias e as vinculações orçamentárias. Conforme o ministro, a proposta dará aos políticos 100% do controle sobre os orçamentos da União, Estados e municípios. A ideia de Guedes é apresentar a proposta ao Senado ao mesmo tempo em que a Câmara analisa a reforma da Previdência. Questionado sobre se as duas medidas não dividiriam esforços, Waldir alegou que "não se pode subestimar a capacidade do Congresso".

"Essa proposta é um tiro de canhão porque mostra que o governo está comprometido com a defesa de um estado liberal e dá um grande protagonismo para o Parlamento. É uma demonstração de confiança no Congresso e não tira o foco da Previdência", disse. Para o líder do maior partido da Câmara, as duas propostas - a da Previdência e do Novo Pacto Federativo - podem ser aprovadas ainda neste primeiro semestre.

O líder, no entanto, evitou avaliar a contagem de votos apresentada por Guedes. De acordo com o ministro, faltariam apenas 48 deputados para se atingir o número mínimo de votos, que são 308 na Câmara. "Eu sou ruim de matemática. Não estou fazendo essa contagem".

'Um choque'

Na entrevista ao Estado, Guedes afirmou que o momento é de fazer uma cisão entre o jeito novo e o jeito velho de conduzir a coisa pública. "É um choque do antigo com o novo e não adianta acusar o governo de não querer fazer política como antigamente. Claro que não! Fomos eleitos para não fazer. Aquele jeito de fazer política está na cadeia e está perdendo eleição. Qual o jeito novo? Não sabemos. Vamos aprender juntos. (...) A principal função política é controlar os recursos públicos. É aí que entra a PEC do pacto federativo", afirmou o superministro.

Ao explicar a PEC do Novo Pacto Federativo, Paulo Guedes foi ainda mais incisivo:

"Os políticos vão entender que, em vez de discutir R$ 15 milhões ou R$ 5 milhões de emendas, vão discutir R$ 1,5 trilhão de orçamento da União, mais os orçamentos dos municípios e dos Estados. A classe política hoje está sob opinião pública desfavorável: muitos privilégios, aposentadoria, salários, estabilidade, assessoria, moradia, uma porção de coisas, e não tem atribuições nem obrigações. É inequívoco isso. A eleição do Bolsonaro foi uma crítica à velha política. Essa classe política brasileira vai se reinventar, porque eles são capazes, são inteligentes. Estão percebendo que o caminho mudou. Pergunte à classe política se em algum lugar do mundo o sujeito é eleito para comandar 4% ou 100% do orçamento? Se a proposta é menos Brasília e mais Brasil, preciso do pacto federativo para fazer o dinheiro chegar lá. Todo mundo com quem a gente conversa está entendendo que o caminho é esse", declarou o braço direito do presidente.

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