Diário da Região

05/02/2019 - 10h39min

NO DIVÃ

Perdoar a si mesmo

Somos perdoáveis, desde que exista o arrependimento - e este necessita claramente do reconhecimento das ações, responsabilizando - nos por elas

Pixabay/Banco de Imagens O reconhecimento de nossa condição falha, porém humana, permite o perdão
O reconhecimento de nossa condição falha, porém humana, permite o perdão

Na intimidade dos relacionamentos amorosos o inconsciente manifesta as experiências infantis que trazemos como bagagem emocional. Desde os traumas, complexos e frustrações, até o exercício da compaixão, passando pela identificação e reconhecimento do outro.

São modelos adquiridos na infância que se manifestam de forma consciente e clara ou de forma indireta, enviesada e turva. Enraivecemos e emburramos por motivos bobos, falhas diminutas se transformam em acintes, disputamos espaço e atenção com o parceiro quando nosso emocional é imaturo ou carente demais.

A psicoterapia ressalta o valor do amor próprio, reconhecendo que, através desse processo de amar-se, caminhamos pelo conhecimento de nossa natureza, temperamento, defeitos e qualidades e que isso nos possibilita aceitar melhor nossa condição pessoal, ou corrigir o que consideraríamos fragilizado e falho em nós mesmos.

O reconhecimento de nossa condição falha, porém humana, permite o perdão, aquele sentimento único e necessário para que refaçamos a vida com bondade direcionada a nós e portanto, também aos outros.

Somos perdoáveis, desde que exista o arrependimento - e este necessita claramente do reconhecimento das ações, responsabilizando - nos por elas. Aqueles que não buscam e não conseguem iluminar o caminho das próprias ações, necessitam de subterfúgios ou da falha do outro para compartilhar as próprias fraquezas. Só sentem-se bem quando podem apontar ou percebem que o outro erra, ressaltando os defeitos de quem está ao lado. Desgosta do outro quem desgosta de si.

Muitas pessoas não conseguem se colocar nas relações com autenticidade e aceitação, vivem pela culpa e escondendo os próprios desejos e pensamentos. Sentem-se abafados pelos modos ou pelo temperamento do outro ou tiranizados pela ameaça do rompimento. Qualquer que seja a questão envolvida ela nos remete aos medos infantis e precisam ser trabalhadas para que o relacionamento não faça das pessoas reféns de seus próprios sentimentos.

Para que o "Amar a si mesmo" proposto pela aceitação, não

signifique necessariamente amar apenas a si mesmo.

Para que o amor próprio não signifique não se relacionar.

Para que permita espaço para o Amar a si mesmo também e portanto, empreender energia para a relação, que requer tanto em dedicação ao outro.

Amar a si mesmo sob todas as outras circunstancias para que não caiamos nunca no emaranhado confuso que denomina "ter uma relação" algo superior a conviver com alguem que esteja realmente acrescentando à sua vida.

Amar a si e desejar a si mesmo felicidade. Sentir-se bem tratado, respeitado, querido e admirado, seja pelo que for, pela simples presença alegre, ou pelo contato afetuoso, pela disposição em ajudar ou pelo empenho em atravessar as dificuldades juntos.

A teia que prende e coloca névoas na visão é muitas vezes, inconsciente. A fixação em um amor que desespera, frustra e castiga, rejeitando nossas posições, pensamentos, comportamento ou afinidades, acaba por endoidecer.

A rejeição fixa as pessoas e é preciso muito amadurecimento para desejar-se a sorte de um amor tranquilo. Se Édipo nos fala através de nossas escolhas amorosas, que a razão possa ser um guia superior. Existe a possibilidade de nos curarmos das dores emocionais que nos levam a sofrê-las repetidas vezes.

Procurando por ajuda nos tornarmos pessoas melhores em relações menos conturbadas, poupando também nossos filhos de repetirem esse modelo de conduta, tendo uma vida com menos traumas e aflições. Podemos fazer escolhas consistentes e direcionadas a uma vida mais saudável, recíproca e próspera em companheirismo e alegrias.

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